Pretensões e Desabafos

Novos tempos

Em fevereiro desse ano eu escrevi esse post aqui contando como estava sendo a nossa experiência com uma au pair em casa (para quem não sabe uma au pair é, em teoria, uma estudante de intercâmbio que trabalha e vive com uma família, cuidando das crianças, em troca de salário e acomodação).

Na época a Olivia estava com a gente há mais de um ano. 

De lá para cá, ou melhor, de algumas semanas para cá as coisas mudaram bastante e eu resolvi vir aqui contar como estamos agora.

Em primeiro lugar, precisamos mudar o esquema de trabalho da Olivia porque com a vinda da minha mãe para Dublin (ainda esse mês) nós precisaríamos que ela desocupasse o quarto que ela ocupava na nossa casa. Ou seja, ela deixaria de ser uma au pair para ser o que a gente chama de childminder (uma cuidadora) e para isso precisaríamos aumentar o salário dela (o salário de uma au pair é mais baixo por causa dos descontos de acomodação e alimentação). Isso, claro, se ela ainda quisesse continuar trabalhando para nós.

Ao mesmo tempo ela já estava para começar um curso superior e por isso teria que trabalhar menos horas durante a semana. Ela também tinha planos de se mudar para uma casa com o namorado então esse novo esquema funcionaria tanto para nós quanto para ela.

Com tudo acertado Olivia se mudou e passou a trabalhar somente 15 horas semanais, divididas entre quintas e sextas-feiras.

Nos primeiros dias as crianças estranharam muito as duas coisas: ela não estar com eles todos os dias e não estar em casa. Afinal para eles ela sempre fez parte da família. Elena, por exemplo, não tem nenhuma lembrança de vida antes da Olivia começar a viver conosco. O quarto, por exemplo, que está vazio hå algumas semanas, ainda é “o quarto da Olivia”.

Agora eles se acostumaram mas continuam perguntando qual dia ela vem. Na quinta-feira de manhã, quando eu conto que ela virá, já começa uma festa. Quando ela chega então, as meninas, principalmente, grudam nela e esquecem completamente da minha existência.

Eu já me acostumei a estar sozinha com eles de segunda até quarta. Os dias são cheios, corridos e muito cansativos, mas estar em casa com eles foi uma escolha minha e estou muito feliz. O fato de contar com ajuda nos outros dias da semana deixa tudo menos complicado. É um alivio saber que depois do caos do inicio da semana eu tenho tempo para fazer outras coisas.

Entre elas, matar a saudade que eu também sinto dela.

N. 

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38 anos; brasileira que mora na Irlanda; mãe de um filhote de irlandês do cabelo vermelho e muito fogo na bunda, de uma pimentinha de olhos grandes e curiosos e de uma caçulinha que é só sorrisos.

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October 4, 2017

1 Comment

  • grace

    Que bom que deu certo e ficou bom para vocês e para ela!
    Beijo

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