Posts by nivsnivs:
Dá um grito
May 16th, 20122 bolos (um deles vai ser duplo, para 60 pessoas) + 300 docinhos entre brigadeiros e beijinhos +72 cupcakes (com recheio E cobertura), tudo para esse final-de-semana = euzinha atrás de um avental todo sujo de ovo (igualzinho a música que a minha mãe tanto cantarolava) por sabe-se-lá quantas horas.
Isso aí em cima não é um terço do que vai ser usado entre amanhã à noite e domingo de manhã. São quilos de farinha, granulated sugar, caster sugar, icing sugar (eu não sei os nomes de tanto açucar assim em português), coco ralado, chocolate em pó, barras de chocolate, chocolate granulado, leite condensado (juro que comprei essa semana mais de 20 latas), doce-de-leite, nutella, morangos e bananas, avelãs, ovos, manteiga, leite e fermento. Sem contar as forminhas, as caixas e caixinhas, os corantes, e etc.
As compras foram feitas, a agenda está montada, a decoração quase pronta, agora é literalmente por a mão na massa.
Se eu não passar por aqui, me dá um grito que eu tô logo ali na cozinha (com um babóg pendurado às minhas pernas).
N.
Males que vêm para bem
May 15th, 2012
Eu sempre achei que E. dormia um pouco demais. Não, não estou reclamando, não quero reclamar, tenho raiva de quem reclama. Mas o fato de ele querer dormir duas vezes por dia (muitas vezes por mais de 2 horas em cada soneca) limitava bastante as nossas saídas de casa.
Isso porque depois de acordar e tomar café-da-manhã já era hora da soneca de número 1. Quando ele acordava novamente já era praticamente hora do almoço e a logística para sair de casa na hora do almoço de um bebê (que não gosta de comida industrializada) era muita coisa para minha cabeça. Saio claro, se precisar sair, mas se puder evitar, melhor.
Depois do almoço sempre foi a hora de uma saída rápida, ou para uma volta no parque, ou uma ida ao supermercado, o que tivesse que ser feito. Sair por um período mais longo era complicado porque ia atrapalhar a soneca de número 2, sempre seguida de jantar, hora de brincar, banho e cama (E. está no berço, dormindo, no máximo às 19h15)
Agora as coisas parecem que estão se resolvendo (andei de mimimi por conta da loucura que andava a nossa “desrotina”) e ele tem dormido uma vez só por dia, após o almoço.
Se antigamente eu tinha mais tempo livre dentro de casa (para cuidar das tarefas de Amélia blogueira) agora eu tenho mais liberdade. Já que ele não tem dormido de manhã nós temos usado esse tempo para sair e fazer as coisas na rua. Até 11h30/12h00 dá para ficar longe de casa, dá tempo de ir ao supermercado com calma, de ir ao centro, de tomar um café, de passear no parque, de ir aos playgroups sem a criança sonolenta. E ele que sempre odiou o carrinho nem tem resmungado muito, tem colaborado (e hoje, milagre, até dormiu na volta para casa). Resultado, volto da rua com as coisas resolvidas e feliz com caminhada.
Melhor do que isso é que ele anda de muito bom-humor também. Ou seja, tudo em paz no reino dos Sorensen, pelo menos até o próximo mimimi.
N.
13 meses
May 14th, 2012Faz um mês só que ele completou um ano mas em termos de desenvolvimento esse um mês foi insano.
Ele não só anda mas anda muito rápido, anda batendo palmas, anda carregando os brinquedos. Não para mais de falar, apesar de não falar nada com nada (E. ainda não fala nenhuma palavra que a gente consiga identificar), fala com os ursos de pelúcia como se eles entendessem, fala com os livros ao mesmo tempo em que vira as páginas, fala comigo com a maior cara de quem está dizendo de fato alguma coisa. Ri muito, tudo é a coisa mais engraçada da face da terra.
Depois de ter demorado uma eternidade para aprender a bater palmas agora ele faz a toda hora, quando está contente (essa é a maior delícia de se ver), quando eu canto parabéns ou uma outra musiquinha, quando eu peço, quando se vê no espelho. Manda beijos, faz tchau (meio desajeitado é verdade), faz “não” com a cabeça. Começa também a aprender a coreografia de algumas músicas que ele ouve no playgroup: ao ouvir Head, Shoulders, Knees and Toes as mãozinhas vão direto para a cabeça.
O que me surpreende nisso tudo não é o fato dele estar fazendo essas coisas, todas abolutamente normais para a idade dele (vale dizer que não o acho mais “inteligente” que nenhum outro bebê e muito menos faço comparações), mas o fato de que estou aqui vendo tudo isso de perto, vendo aquele bebê que nasceu pititico, com menos de 3 quilos, se tornar um menino, capaz de aprender com a gente, capaz de interagir.
É a vida acontecendo bem na frente dos meus olhos. E é bonita mesmo, como já dizia a canção.
N.
PS. Felliz dia das mães se você não passou por aqui ontem.
Um filho, uma mãe e a canção só deles.
May 13th, 2012“Porque eu vou te abraçar por quanto tempo você quiser, vou te abraçar pelo resto da minha vida”
Se eu comemoro outro dia das mães hoje (mesmo longe do Brasil) é porque esse bebê nasceu, há 13 meses, sob céus de algodão e me fez mãe, me fez feliz, me fez melhor.
Feliz dia das mães para todas as mães da minha vida.
N.
Detachment Parenting*
May 11th, 2012
Antes do meu filho se tornar esse ser pequeno que eu não reconheço mais a gente (eu e o marido, E. não decide nada por aqui) decidiu que ele vai para a creche uma vez por semana.
Mães que sofrem da síndrome de culpa que cortem seus pulsos por aí mas o motivo maior é eu ter um pouco de tempo livre. Sem culpa, viu como é possível? Eu já passo 7 dias por semana com ele, 5 completamente sozinha (sem ajuda da mãe, da sogra, da tia, da vizinha), e nada mais justo que eu também tenha direito a algum descanso (ou tempo livre para fazer o que eu quiser, mesmo se o que eu quiser for lavar o chão dos banheiros que é o que eu vou acabar fazendo). Vai ser bom para mim, vai ser bom para ele que vai me ter mais inteira do que antes nos outros dias, vai ser bom para o pai que vai poder descansar mais também nos finais de semana (já que aí eu vou estar em melhores condições de revezar com ele o trabalho).
Em segundo lugar (olha eu vou direto pro inferno por colocar o filho em segundo lugar uma vez por semana) a creche vai ser uma grande oportunidade para o meu babóg conviver com outros babógs e infernizar a vida de uma tia qualquer. Tenho horror a criar a criança sozinha trancada num apartamento. Por mais que eu saia, que leve ele para brincar não é a mesma coisa.
Decidido e acordado tudo isso, vamos às praticidades. Preciso achar uma creche. E mais do que isso, preciso achar uma creche que não me cobre uma fortuna. Creche aqui já é caro, no meu bairro então o negócio seja a ser absurdo (€580 até agora foi um dos valores que ouvi por telefone: 1 vez na semana, uma refeição, o período termina as 16h). Vamos nós procurar uma creche então um pouco mais afastada, mesmo porque eu adoro caminhar e tenho feito isso diariamente de qualquer jeito. E mesmo porque se for mais perto o marido não pode pagar, só para ir direto ao ponto.
Aí o que parece tão fácil fica difícil quando se tem um bebê com fogo na fralda. Você acha que E. tem me deixado usar o telefone para ligar para os locais e pesquisar os preços? Não. Ou melhor, tem, mas só se estiver no meu colo tentando a todo custo me arrancar o celular da orelha. E fico eu, equilibrando o filho, o telefone, o papel e a caneta para anotar tudo, tomando uns tapas na cara por não liberar o telefone para ele brincar, andando para ele não chorar. Sem contar que antes da ligação tem que procurar os telefones na internet, tem que olhar no mapa se dá para eu ir caminhando e etc., o que ele também não me deixa fazer em paz. De uma lista enorme devo ter ligado para uma meia dúzia. Depois disso tem que voltar a ligar e agendar as visitas das creches selecionadas. Depois tem que ir ver o local. Depois tem que decidir. Depois tem que matricular.
Agora se eu estou colocando o menino na creche porque ando sem tempo onde eu arrumo tempo para fazer tudo isso?
N.
*em oposição ao tal attachement parating estampado na revista Time dessa semana com uma foto que muita gente achou polêmica. Ah, e só para constar, eu crio com amor mas para que ele seja independente.
PS. vale dizer que no Brasil prefere-se o termo berçário ou “escolinha” (coisa horrível até de digitar) para descrever esse tipo de serviço que chamamos de creche por aqui.
Mimimi de mãe
May 10th, 2012Posso, né? Faz tempo que eu não venho aqui reclamar da vida ou das minhas bellyaches. Então que se você não tiver com saco volte amanhã que eu pretendo ter parado com o mimimi e voltado a programação diária de bobagens.
Por hoje o que tem é mimimi mesmo….
Desde que começou a caminhar para valer há mais de uma semana meu filho virou o bebê de Rosemary (pouco menos conhecido como o filho do diabo). A rotina que dava tão certo para a gente foi para o espaço, não reconheço mais os horários das sonecas dele que agora são sempre precedidas de in-fi-ni-tos minutos de choros e gritos. Se eu desisto de tentar fazer com que ele durma aí é pior ainda, ele se agarra as minhas pernas chorando e esfregando os olhos e não quer nem brincar, nem fazer mais nada. Se tiver muito cansado não come. Se não come acorda às 5 da manhã aos berros pedindo por uma mamadeira.
Se eu programo um passeio ou um playgroup ele resolve dormir. Se eu acho que ele vai dormir e fico em casa ele não dorme. A sensação é de que eu nunca sei o que fazer.
A diversão agora é atirar os brinquedos longe e correr, correr cair chorar, correr bater a cabeça chorar, correr e procurar encrenca. Ele tenta subir nos móveis ou abrir gavetas e armários que estão trancados e se frustra quando não consegue. Sentar e brincar quietinho? Nem pensar.
Trocar fralda deixou de ser só um trabalhão para virar tarefa praticamente impossível. Juro para você que ultimamente tenho feito as trocas de fraldas sujas de xixi com ele em pé mesmo. Isso depois de quase ter surtado outro dia ao tentar trocá-lo no trocador. Era tanto choro, tantas lágrimas, tantos gritos e um bebê inteiro retorcido e duro (parecia possuído) que assim que eu terminei pus ele no berço (ainda aos prantos e roxo de tanto nervoso) e fui no hall do prédio contar até 10 para não gritar com ele. Chorei de raiva, de frustração, de cansaço.
A casa que já andava bagunçada pela presença dele (o que é normal para uma casa com crianças) virou território de ninguém. Ele não me deixa mais recolher as coisas, ou quando consigo ele é mais rápido em desarrumar. TUDO vai ao chão em segundos.
A paciência que era pouca agora é nula, ele não quer brincar e o negócio é andar para baixo e para cima grudado nas minhas pernas. Não consigo mais comer sem ele pendurado, não vou ao banheiro sem que ele fique chorando na porta.
O pior de tudo é depois das 5 da tarde quando ele normalmente está exausto. Nada está bom, ele não quer brincar com nada, não quer ver TV e, num horário em que eu normalmente tenho que começar a fazer o jantar, ele se pendura em mim e chora. Não adianta eu parar o que estou fazendo e brincar com ele que não funciona.
Sair de casa nessas horas é ainda pior, E. odeia o carrinho (e o carro também) e a choradeira só aumenta.
Então que não tem um dia em que eu não termine aos prantos. Já tive dias melhores, não vou mentir. Mas ó, tenho fé que isso passa…
Precisava escrever, viu? Se você chegou até aqui, obrigada por ouvir.
N.
No meio do caminho tem uma contagem de pontos
May 9th, 2012
Tem uma contagem de pontos no meio do caminho. E no final dele tem eu mesma, só que pelo menos 10 quilos mais magra e muito mais saudável.
Estou in lóvi total com o Weight Watchers (em bom português o Vigilantes do Peso).
Como assim não tinha tentado isso antes? Uma dieta em que você pode comer de tudo sim, mas controlando a quantidade de comida e diminuindo as porções? De tudo. Literalmente de tudo um pouco.
Antes de começar já tinha desistido da Dukan (supostamente responsável pela bunda da Pippa Middleton e testada e aprovada pelas amigas). Essa coisa de que não pode pão, não pode isso, não pode aquilo não me cabe. Eu nem estou comendo pão, mas se fosse proibido estaria salivando agora só de escrever sobre o tal. Cheguei a ir várias vezes à livraria para comprar o livro sobre a dieta mas os livros de receita me desanimaram já que lagosta e afins não fazem parte da minha lista semanal de supermercado. Além disso tem E., que agora com mais de um ano pode dividir as refeições com a gente.
Aí veio o Weight Watchers com mil opções de cardápios, tudo o que eu já costumo fazer mas com muito mais legumes, frutas e verduras. Comprei os livros de receita e confesso que adorei tudo o que testei até agora. Meus meninos também tem comido do mesmo sem nenhuma reclamação até agora, muito pelo contrário.
No começo fiquei com fome, não vou mentir, e também achei difícil ficar calculando ponto para tudo (tenho um limite de 26 pontos por dia, e uma cota extra de 49 por semana). Depois isso dos pontos virou a parte mais legal e me acostumei totalmente a comer menos.
Pois é, o que muita gente acha a coisa mais terrível do Weight Watchers para mim é o paraíso: preparação (precisa se organizar muito bem para saber o que vai comer a semana toda, eu já preparo o meu cardápio e lista de compras no domingo), mil tabelas de pontuação, calculadora, diário (tem que escrever tudo o que você come), enfim a dieta perfeita para control freaks gordinhas como eu.
Como meu objetivo é ser mais saudável também estou me exercitando diariamente, faça chuva ou mais chuva (aqui sol é coisa rara).
Dessa ver eu emagreço. Pode anotar aí.
N.
PS. hoje é o primeiro dia da minha terceira semana e até o final dela eu espero ter eliminado 5 quilos no total. Menos gorda e muito mais ambiciosa, essa sou eu.
You gotta love Dublin
May 8th, 2012“Aviso aos clientes:
Uma quantia de dinheiro foi encontrada nessa loja no domingo 18 de Março de 2012. O dinheiro foi entregue à delegacia de polícia de Irishtown. Para maiores detalhes favor contactar a delegacia diretamente através do telefone 01-6669600″
Diz se não é para amar um lugar onde coisas assim acontecem?
N.
PS. o aviso estava na porta de uma lojinha de conveniência, há 20 minutos da minha casa, onde eu parei para comprar leite na semana passada quando voltava da reunião do Weight Watchers.






