Não estou por aqui, mas estou lá no site do Mães Internacionais escrevendo sobre o que o meu pequeno viking gosta de ouvir. Passa lá e share some love, vai?
N.
“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”
Caio F.
Não estou por aqui, mas estou lá no site do Mães Internacionais escrevendo sobre o que o meu pequeno viking gosta de ouvir. Passa lá e share some love, vai?
N.
Estou de licença maternidade. Claro, isso você já sabe, ou já concluiu por conta própria.
Acontece que a licença se estendeu do escritório até minha casa e estou de férias também do Mães Internacionais. Pelo menos por mais alguns dias.
Quem não para de trabalhar, no entanto, é a Daniela e as meninas que cuidam da programação diária do portal. Por isso, nesse mês de Maio está acontecendo uma promoção no site. Para participar, e concorrer a vários prêmios, basta “curtir” nossa página no Facebook.
A promoção termina agora no dia 31 de Maio. Para saber mais, e dar uma olhada nos prêmios, é só clicar no link abaixo:
Vai lá e “curte” a página, vai? Ou vai contrariar uma pobre mãe insone?
N.
A blogagem coletiva do Mães Internacionais desse mês é sobre a a amamentação em diferentes partes do mundo.
Eu, com um bebê de seis dias em casa, não iria participar. No entanto, assim como quando o tema era licença maternidade, me encontro no olho do furacão. E pela primeira vez desde o início do projeto, saio da teoria para a prática. Conhecendo um pouco das outras mães internacionais sei que por aqui você vai ler relatos apaixonados de quem amamenta ou amamentou e de quem optou (ou não teve escolha) não amamentar. Ou ainda de quem pretende ou não fazê-lo. Mas acho que ninguém mais além de mim nesse momento pode dar uma opinião de tentante.
Pois é, estou tentando amamentar. E não, não tem sido fácil.
Aqui na Irlanda existe uma forte campanha de incentivo à amamentação. Eu diria até que há uma certa pressão, desde o pré-natal, para que as mães escolham esse caminho. O sistema público de saúde vem tentando a todo custo mudar o fato de que o país tem um baixo indíce de aleitamento materno.
Em optei por tentar por causa dos benefícios que isso pode trazer para o meu filho (e para mim também). Com todo o respeito a quem faz diferente, eu achei que seria um pouco egoísta da minha parte (já que não tenho outros filhos e tenho todo o suporte de membros da família para me ajudar com as outras tarefas) não tentar pelo menos.
A minha experiência começou assim que que meu filho nasceu, já que ele veio direto para o meu peito. Depois de algum tempo, com a ajuda da parteira, conseguimos fazer com que ele mamasse. Eram 6 horas da tarde e me aconselharam a alimentá-lo novamente em 4 horas. Naquela primeira noite consegui sozinha fazer com que ele pegasse direito no peito, mas levou pelo menos uma hora antes de cada mamada.
No dia seguinte, de novo com ajuda das parteiras/enfermeiras, o processo foi ficando mais fácil e tanto ele quanto eu aprendemos a nos posicionar de maneira correta. Apesar de algumas dores nos seios, achei que não teria grandes problemas.
No entanto em casa as coisas ficaram mais difíceis. Primeiro pelo cansaço físico. Amamentar requer que eu esteja acordada com ele boa parte do dia (e a noite inteira praticamente). Tendo passado por um parto normal (precedido por uma noite inteira praticamente em claro e por duas noites no hospital sozinha com o bebê), ainda me recuparando da episiostomia que me rendeu alguns pontos, e com os seios doloridos (e bem pesados), pés inchados, cheguei a achar a coisa toda quase desumana.
Em segundo lugar, E. precisa ser alimentado a cada duas horas, as vezes em intervalos menores. Cada mamada leva no mínimo 1 hora e meia. Isso porque ele adormece mamando, tem que ser acordado e começar tudo de novo. Durante a noite, ele praticamente ou está no meu peito, ou está chorando.
Confesso, cheguei a chorar também. Cheguei a pensar em desisitir. Achei que o fato de ele querer mamar tão frequentemente era sinal de que eu não tinha leite suficiente. Não fosse o fato de receber visitias diárias de uma parteira me assegurando que não estou fazendo nada de errado, já teria aderido as mamadeiras.
Por isso ao invés de dizer que estou amamentando, prefiro dizer que estou tentando. Dizem que após algumas semanas as coisas melhoram, e até lá eu espero aguentar firme.
Caso contrário, posso sempre dizer que fiz o meu melhor.
N,
Esse post faz parte de um projeto de blogagem coletiva. Para saber mais sobre a experiência de outras mães, em diferentes países, clique aqui.
Eu disse no último post que tiraria dia off hoje.
Pois é, estou off por aqui, afinal é sexta-feira. Melhor do que isso, hoje foi meu último dia de trabalho. Estou oficialmente em licença maternidade, no mínimo até Outubro.
Lá no Mães Internacionais, no entanto eu sou a Mãe do Mês (mesmo antes de ser mãe!). Clica na figura aí em baixo e vai lá ver:
Aqui no Que Seja Doce eu volto amanhã.
N.
Não, ainda não estou planejando uma segunda gravidez. Aliás, vou ter que esperar esquecer o desconforto dessa para pensar em passar por isso de novo.
O filho a que me refiro, o outro, é o Mães Internacionais. Que aliás, eu não pari, mas adotei e agora ajudo a criar. Quem teve a idéia de juntar mães brasileiras morando no exterior para fazer parte de Blogagens Coletivas sobre maternidade foi D., que mora na Itália e escreve o Mamães na Itália. Nem sei como ela chegou no meu blog para me fazer o convite, mas sei que foi aceito de cara.
Era novembro do ano passado, mas a primeira blogagem sobre pré-natal aconteceu só em Janeiro desse ano.
Não fui só eu que me envolvi. Contei para I., que sabe o quanto eu gosto de escrever, e ele se ofereceu para criar um selinho/logo para o grupo:
E depois disso, também foi idéia dele criar um blog próprio para o projeto que ganhou o nome de Mães Internacionais, com o único objetivo a princípio de servir de plataforma para os links dos blogs participantes. Idéia, design e todo o resto, com exceção do conteúdo, diga-se de passagem. Perdi a conta das horas que ele passou na frente do computador, às noites, ou finais de semana, para atender meus pedidos de alterações e incluir coisas novas. Acabei eu aprendendo também que o trabalho dele não é fácil. O que para mim é só “incluir uma bandeirinha ali” vira horas de photoshop e sei-lá-mais-o-que.
O que era para ser só uma página com links começou a ganhar outros rumos, através da parceria com D. e da participação das outras mães do projeto. E ironicamente, num momento em que estou fisicamente esgotada, no final da gravidez, e ainda trabalhando, é com o site que eu tenho passado grande parte do meu tempo.
Percebi que em parte é porque o meu trabalho oficial (o que rende um cheque no final do mês) não me dá prazer. Ao contrário do trabalho no site, que não dá dinheiro nenhum mas que me deixa orgulhosa do resultado.
Eis o meu escritório em casa:
Hoje estréia no site uma nova seção, resultado de uma centena de emails diários trocados com D., nos últimos meses, de várias mensagens trocadas com as outras mães no FB, da contribuição delas, e do trabalho de um domingo inteiro (I. num computador, eu no outro), e mais algumas horas de segunda-feira. O resultado pode ser conferido clicando na imagem abaixo:
A página toda ainda não está nem perto de ficar do jeito que a gente quer, mas aos poucos a gente chega lá.
N.
Era uma vez uma louca por organização e planejamento que se viu grávida de repente (tá não foi assim de repente, mas foi mais rápido que o esperado).
A louca aí em cima sou eu. E claro, assim que soube da gravidez quis sair por aí comprando tudo o que pudesse. No entanto, minha primeira tentativa de comprar um pacote jumbo de fraldas no supermercado falhou. Ou melhor, fui impedida por I. (e seu bom senso) afirmando que era muito cedo. Concordo que com 8 semanas de gravidez, era mesmo.
Depois disso já sabíamos que iríamos nos mudar no final do ano, e não fazia sentido comprar nada só para aumentar a quantidade de mudança a ser carregada.
Assim comecei o ano, grávida de uns 6 meses, sem nem um mísero pacotinho de fralda para contar estória e me sentindo a mais despreparada das mães despreparadas.
Quando decidi que era finalmente hora de encher os armários e fazer um estoque, me deparei com a seguinte dúvida: que marca comprar? Segundo a maioria das revistas sobre gravidez e maternidade, nos primeiros meses seria melhor investir em marcas de qualidade, para evitar vazamentos e alergias. Depois disso, até valeria a pena testar marcas menos famosas (inclusive a dos grandes supermercados do Reino Unido que têm produtos próprios), e fazer escolhas.
Problema resolvido, vou comprar Pampers (a marca mais famosa e cara do mercado). Mas aí de novo fui ouvir alguém dizer que era arriscado comprar tudo da mesma marca, afinal o babóg pode nascer alérgico a uma marca específica.
A vida pré-mãe não é fácil.
Fui lá e comprei dois pacotes pequenos então, um de Pampers outro de Huggies. Resolvi testar e ver qual escolho.
Para complicar ainda mais, K. (que sabe mais de blog e filhos do que eu) me diz que, por incrível que pareça, vale a pena sim tentar a marca mais barata, no caso a do supermercado Tesco, a preferida dela. Conselho anotado e pacote de fraldas na lista do supermercado.
Agora meu super estoque ficou como o da foto aí de cima. Isso mesmo, TODAS as fraldas que eu tenho estão aí nesses três míseros pacotinhos. Eu acho que preciso de mais, muito mais, mas muito, muito mais, para passar os primeiros dias sossegada. I. diz que não, que fralda se compra em todo o lugar, que podemos comprar depois, que vai ficar tudo bem e vamos ser felizes para sempre.
Você acredita? Eu não.
N.
PS. E por falar em fralda, amanhã tem novidade no site do Mães Internacionais. Não esquece de passar lá pra ver?
A blogagem coletiva desse mês do Mães Internacionais é sobre o parto em diferentes partes do mundo.
Apesar de não poder contribuir ainda com a minha experiência pessoal eu não podia deixar de escrever a respeito, uma vez que obviamente tenho pensado tanto sobre isso nessas últimas semanas de gravidez.
A primeira vez que eu falei sobre parto aqui no blog foi aqui. De lá pra cá praticamente 6 meses se passaram e acho que posso dizer que estou mais tranquila com a idéia de um parto normal.
Como eu expliquei naquele post, aqui na Irlanda não existe a prática de cesárea, pelo menos não como no Brasil, a não ser no caso de uma gravidez de risco, ou de complicações para a mãe ou para o bebê. Então eu não tenho mesmo muita escolha. No entanto, hoje acho que se pudesse decidir optaria mesmo por um parto normal.
Isso porque atualmente o que mais me preocupa é o depois. Eu sei que muitas mães se recuperam muito rápido de uma cesárea mas eu não gostaria de arriscar ter que passar dias na cama, ou de sofrer com dores na cicatriz, ou qualquer outra complicação. Já passei por uma outra cirurgia antes e minha recuperação não foi fácil. Pelo meu histórico de depressão, não posso me dar ao luxo de não estar bem. Gostaria de poder caminhar, amamentar e dar atenção total ao meu babóg nos primeiros dias de vida. Tenho absoluta certeza que o meu bem-estar emocional vai depender em parte do meu bem estar-físico.
Além disso, toda a dor, e o que mais tiver que vir antes, vai muito provavelmente ser esquecido assim que tiver o pequeno nos braços.
O que não mudou até agora é minha opção de como lidar com a dor. Ou melhor, de como não lidar com ela.
Antes de mais nada vale a pena mencionar as 3 opções mais comuns para alívio da dor, disponíveis a quem tem um filho aqui na Irlanda de parto normal:
Até os anos 70 o National Maternity Hospital (a maior maternidade da Irlanda) não aprovava o uso indiscriminado da anestesia e mais de 90% dos partos eram realizados sem esse auxílio. Por essa razão muitas pacientes começaram a procurar por outros hospitais. A partir dos anos 90 essa política foi revista e hoje mais de 70% dos partos são realizados com a epidural.
Apesar desse número alto, durante meu curso pré-natal, eu fui a única gestante (num grupo com mais de 20) a levantar a mão quando perguntada se pretendia optar pela anestesia, o que me deixou com a impressão de que existe certo preconceito por parte das irlandesas. Ou uma certa ignorância quanto ao nível da dor causada pelas contrações.
Já eu, despretenciosamente, não tenho problema nenhum em admitir que não me vejo suportando tamanha dor. Como eu disse, estou pensando em usar o TENS em casa, talvez o gás quando chegar ao hospital, mas tenho quase certeza que vou acabar mesmo com a agulha nas costas.
Claro, eu prefiro que a coisa toda aconteça com menos intervenções possíveis, mas com fórceps ou sem fórceps (ou ventosa), com pontos ou não, no final das contas, só o que eu quero é um babóg saudável e perfeito.
E nesse caso acho que somos todas iguais, sejam os partos normais ou cirúrgicos, curtos ou longos, em casa, no hospital, com médico ou parteira, no Brasil, na Irlanda, no Japão, ou no Irã.
N.
Esse post faz parte de um projeto de blogagem coletiva. Para saber mais sobre a expêriencia de outras mães em diferentes países clique aqui.
Reza a lenda que no dia 8 de Março de 1956, em Nova York, 129 operárias em greve por melhores condições de trabalho foram trancadas dentro da fábrica onde trabalhavam e morreram num incêndio causado pelos patrões e pela polícia. Por essa razão, o 8 de Março teria sido escolhido como data para a celebração do Dia Internacional da Mulher, uma data oficial no calendário da ONU desde 1977.
Para ser sincera eu já tive opiniões completamentes opostas sobre a data. Quando pequena me lembro de achar o máximo sair com a minha mãe e vê-la ganhando botões de rosa das lojas onde passávamos. Acho ainda que quando adolescente eu também ganhei as minhas.
Anos depois, mais crítica (e chata), estudando história e achando que ainda ia mudar o mundo, passei a fazer parte do grupo que repudiava a comemoração por ser machista, e por outras várias razões que não vêm ao caso agora. Nessa época as rosas eram mais escassas, mas se me deparasse com alguém me oferecendo uma, dizia um simples “não, obrigada”.
E depois, bom depois me dei conta de que não havia nada de errado em se comemorar a aquisição de alguns direitos que fizeram com que as diferenças entre homens e mulheres diminuíssem consideravelmente, apesar de ainda aparentes em muitos setores da sociedade e gritantes em muitos cantos do mundo.
Hoje , se me fossem oferecidos botões de rosa pela data, eu os aceitaria em nome de tantas mulheres que vieram antes de mim, que lutaram e muitas vezes morreram para que hoje eu pudesse trabalhar, estudar, votar (e olha só, escolher como presidente do meu país uma outra mulher).
Cheguei então a conclusão, após muito pensar se escreveria sobre esse tema ou não, que me recuso a comemorar o fato de ser mulher em si. Questiono o senso-comum que prega que somos mais frágeis, sensíveis, ou de vênus, ou qualquer qualidade ou defeito baseada só no sexo. Mas comemoro a vida e a morte de mulheres como Anita Garibaldi, Chiquinha Gonzaga, Olga Benário Prestes, e tantas outras cujos nomes não foram nunca registrados nos livros de história, que quebraram barreiras e lutaram pelo que acreditavam.
Foi por essa razão que acabei aceitando o convite da Blogagem Coletiva – Mães Internacionais para escrever sobre a data. O tema pode a princípio fugir um pouco do objetivo do projeto, que é falar sobre maternidade, mas pensando um pouquinho melhor, nós somos todas mulheres muito antes se sermos mães.
Ao final desse post você vai encontrar o link para as outras mulheres que também aceitaram o desafio de escrever sobre o tema, que de tão amplo, não possibilitou que escolhessemos um único enfoque.
E por isso também nesse 8 de Março, nós, 24 brasileiras residentes fora do Brasil, mães e blogueiras lançamos oficialmente o site do projeto Mães Internacionais, que está apenas começando.
Não cabe aqui escrever sobre o projeto em si, mas eu mesma escrevi o texto de apresentação e ficaria extremamente contente se você que sempre me lê aqui fosse até lá nos fazer uma visita.
Antes de terminar, deixo registrado aqui todo meu amor e respeito pela mulher mais importante da minha vida. Ela nem sabe da existência desse blog, mas sabe o quanto eu a amo.
Feliz Dia Internacional da Mulher para você que ama, repudia, ou simplesmente ignora a data. E um especial para as outras 23 mulheres que eu tive o prazer de conhecer virtualmente nos últimos meses. Sintam-se todas beijadas.
N.
PS. Não deixe de conferir a visão de outras mães ao redor do mundo sobre o Dia Internacional da Mulher:
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