Amamentação Pós parto Pretensões e Desabafos

Amamentação, fracasso e frustração

Minha história de amentação com a Elena, infelizmente, não foi diferente da do Erik. Ambas terminaram precocemente com os dois bebês\ na mamadeira ainda nos primeiros dias de vida.

Antes de mais nada, é preciso dizer que eu sei que não existe nada igual ao leite materno, que eu queria muito amamentar, que eu tinha informação, sim, que tinha suporte. Leite que é bom mesmo, do meu peito eu nunca vi sair.

Para quem não acompanha o blog, ou não leu o post sobre isso na época, acho que vale um resumo meu. Erik nasceu de parto normal, veio direto para meu peito e mamou nos primeiros minutos de vida. A pega foi fácil desde o início, e apesar de algum desconforto no começo meu peito nunca chegou a rachar ou ficar muito machucado. Amamentava a cada duas horas ou antes se ele pedisse e ainda no hospital nem precisa mais de ajuda para colocá-lo na posição correta para mamar. Achei que tinha dado muita sorte, que era só esperar o leite descer e que o resto seria fácil, apesar de cansativo.

Ao chegarmos em casa da maternidade, no terceiro dia, Erik começou a parecer frustrado com as mamadas. Ele ficava vinte ou trinta minutos em cada peito e continuava chorando na sequência. Tentei mantê-lo no peito durante o dia todo e boa parte da noite mas ele não parava de chorar. Cansada e sem saber o que estava acontecendo chorei junto e pedi que o marido ligasse no hospital para eu falar com uma consultora de amamentação. Ela perguntou se meu leite tinha descido e eu percebi que não. O peito continuava leve, vazio. Segui as instruções dela para tentar extrair leite ou colostro, manualmente, mas não saia nada. Ela disse que ele tinha fome e que eu deveria complementar com fórmula até o meu leite descer. Ela me lembrou ainda que ele era um bebê pequeno e precisava ganhar peso.

Era de madrugada e nós não tinhamos fórmula, mamadeira, nada disso em casa. I. teve que ir até a maternidade pegar algumas mamadeiras descartáveis com a fórmula oferecida pela enfermeira, até o dia amanhecer e podermos comprar. Assim que tomou o leite, Erik parou de chorar e dormiu. Eu soube ali que tinha feito a coisa certa, não por ter seguido o conselho da consultora, mas por ter seguido meu coração.

Sei que outras mães no meu lugar teriam negado a formula. Eu não consegui ver o menino chorando por horas e horas sabendo que ele poderia (eu disse poderia) ter fome. Não me arrependo da decisão e não achei que isso fosse interferir na minha história de amentação (e de fato sei que não interferiu).

Também não me senti desencorajada à amamentar. Em nenhum momento me disseram para trocar o peito pela mamadeira, mas para continuar deixando ele mamar a vontade para estimular minha produção de leite. E na minha cabeça era só isso mesmo.

Durante três semanas segui essa rotina: deixá-lo mamar em livre demanda (ou no máximo a cada duas horas), por pelo menos 20 minutos/meia hora em cada seio. Depois oferecer a fórmula. Quando ele dormia eu ainda precisa tentar extrair leite com a bombinha, novamente por 20/30 minutos em cada seio. Feito isso era quase hora de começar tudo novamente.  Dia e noite. Eu praticamente não dormia nunca. Durante o dia ainda tinha que lavar, esterelizar e preparar mamadeiras. A não ser a do meu marido durante a noite, não tinha nenhuma ajuda (minha sogra ficou conosco durante uma única semana).

Nunca consegui extrair o suficiente para nenhuma mamada. Meu peito apesar de parecer um pouco mais cheio, não vazava leite, nem mesmo depois de seguir todas as instruções de massagear ou de fazer compressas. Tomava litros de água, tomava chás, tentei realmente tudo que me foi sugerido.

Um dia acordei com dores insuportáveis no peito que estava muito inchado e muita febre. Fui ao hospital e estava com mastite. Aparentemente o pouco leite que eu tinha no peito não saia e acabou empedrando. Quando me disseram que eu não poderia tomar antibióticos por ainda estar amamentando eu resolvi desistir de vez. Estava exausta, com dores horríveis (achei a mastite pior do que o parto) e não via nenhum resultado no meu esforço. Eu sabia que precisava voltar a dormir, pelo menos algumas horas por noite, para não cair novamente em depressão.

Voltei para casa chorando muito e nunca mais ofereci o peito ao Erik.

Achei que tinha sido vencida pelo cansaço e queria fazer diferente com a Elena.

Começamos do mesmo jeito, com amamentação nos primeiros instantes de vida, pega fácil, sem dores. Dessa vez ainda no hospital optei por complementar, de novo por ver Elena mamar, mamar e mamar e continuar chorando.

Como já tinha tido problemas antes conversei com a consultora de amamentação ainda na maternidade. Contei toda minha história, inclusive sobre a cirurgia para levantamento dos seios que eu tinha feito anos atrás. Ela fez perguntas sobre o tipo de cirurgia e pediu para ver minha cicatriz (em formato de T em cada seio). Eu não sabia, mas é o tipo de cirurgia que mais pode causar complicações na amamentação já que mexe na estrutura da mama. Se o médico não faz um trabalho impecável para religar os dutos, a mulher pode não produzir o suficiente, ou não conseguir expelir esse leite. A consultora ainda me perguntou se poderia chamar as parteiras/enfermeiras estudantes que estavam por ali para mostrar minha cicatriz e conversar sobre o tipo de apoio que deve ser dado à mulheres que passaram por esse tipo de cirurgia.

Ela me deu as mesmas instruções que segui com Erik: não desistir até tentar de tudo, deixá-la no peito tanto para incentivar a produção de leite como para fortalecer nosso vínculo (mesmo que ela não tirasse dali nenhum alimento), complementar com a fórmula e ficar em contato permanente com ela por telefone (dia e noite) para que ela me ajudasse.

Foram 10 dias assim. Muito contato de pele com Elena, muita massagem, muita água, descanso sempre que possível. Falava no telefone diariamente com a consultora e quando meu peito começou a ficar mais cheio cheguei a tentar a bomba profissional do hospital para ver se conseguíamos extrair alguma coisa. Nada. Ou seja, eu até produzia uma certa quantidade de leite, mas ele não saia. Elena começava a perder o interesse em mamar, frustrada por sugar e sugar e não conseguir alimento.

Dessa vez a vontade de amamentar era ainda maior do que da primeira vez. Eu estava mais descansada, em melhor estado emocional e meu vínculo com Elena surgiu muito mais rápido e com muito mais força do que com o Erik (não quer dizer que não os amo com a mesma intensidade). Oferecer o peito sempre foi um prazer e não existia nada melhor do que estar tão perto dela.

Foi então com muita tristeza que ouvi que não adiantava mais. Se o leite não tinha descido, ou não saia, não sairia mais. Além disso se eu continuasse incentivando a produção provalmente teria mastite de novo.

O conselho agora era tirar Elena do peito completamente, usar sutiãs bem apertados e não deixar cair água quente do chuveiro direto nos seios.

Chorei muito. Dessa vez eu tinha certeza que não teria outra chance. Elena é meu último filho de sangue. Minha última gravidez, a última criança no meu peito. Não senti culpa, no entanto. Me senti frustrada mais do que outra coisa. Consegui parir duas crianças mas nunca tive o prazer de vê-los se alimentar de mim.

Chorei pela saudade que sentiria de ter aquele bebê pititico agarrado no meu peito, ao alcance do meu cheiro, me olhando. Chorei por saber que ela não teria mais esse conforto.

Nos primeiros dias tive vergonha de não amamentar. Cada vez que alguém perguntava (médico, enfermeira ou quem quer que fosse) sentia a necessidade de explicar que não tinha leite. Afinal de contas, em alguns círculos maternos, não amamentar é muito feio, é não colocar o filho em primeiro lugar, é se render ao pediatra fofinho comprado pelas grandes corporações que produzem leite artificial, é oferecer um pedaço de plástico nojento ao invés do seu amor e do seu afeto. Eu participo de grupos de mães, sigo blogs maternos, enfim, já cansei de ver esse tipo de julgamento por aí. Não vamos fingir que não existe.

Com o tempo mudei de atitude. Eu não amamentei nenhum dos meus filhos e não preciso me explicar. Hoje, quando peguntam eu simplesmente digo que não, não estou amamentando.

Porque o amor e o vínculo que eu tenho com eles não é dá conta de mais ninguém. Eles sentem. Eu também.

N.

PS. Gabarito para interpretação de texto: 1) Eu não disse em nenhum momento que se você passou por uma cirurgia igual ou parecida com a minha não vai poder amamentar (cada caso é um caso, olha que clichê). 2) Também não disse que você que amamenta necessariamente julga outras mães que não conseguem ou não querem fazer o mesmo. Não vamos vestir carapuças alheias, por favor.

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39 anos; brasileira que mora na Irlanda; mãe de um filhote de irlandês do cabelo vermelho e muito fogo na bunda, de uma pimentinha de olhos grandes e curiosos e de uma caçulinha que é só sorrisos.

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47 Comments

  • Luciana - Canada

    Ahahahhahahahah! Amei o gabarito – super necessario!!
    Olha, meu relato eh igual ao teu, menos a cirurgia de seio. Tentei por 1 mes, meu leite desceu no oitavo dia (fiquei 8 dias com a medela dupla ordenhando) e nunca deu mais de 30ml. Eu tinha um bebe de 4,5kg que urrava de fome! Chorava eu e chorava ela… um dia meu marido chegou e disse: se isso nao for um prazer pra vcs duas, guarde teus peitos e damos a mamadeira! nao eh saudavel vc deprimida e ela berrando de fome.
    E foi assim. Frustraçao mega, um pouco de culpa, mas vi que estava me sentindo pior pelo julgamento do exercito das maes perfeitas do que seguindo de verdade meu coraçao. Minha mae nao conseguiu nos amamentar, minha irma nao conseguiu e eu nao consegui e cada um tem sua historia.
    Adoro vc Nivs! Vc eh a mae mais real que eu conheço e me ajudou demais mesmo sem saber.
    🙂
    Lu

    • Nivea Sorensen

      Lu,
      Eu acho também que se não fazia bem para você não fazia bem para ela. Obrigada e um beijo grande pra vocês x

  • Raiza

    Eu tbm nao amamentei, quer dizer ate fiz mas so conseguia com o bico de silicone e mesmo assim tive que complementar ja que ele chorava muito. Depois decidi tirar o leite e dar na mamadeira, passava o dia inteiro bombeando minhas maos doíam muito, ate que Parei de ter leite. Mas as pessoas quase me apedrejam… Rsrs

  • Taiane

    Ninguém é melhor do ninguém. Ninguém pode julgar. Ninguém é mais mãe do que ninguém. Todas somos humanas, erramos e acertamos. Só tu sabes o que passou e só tu sabes o vínculo maravilhoso de vocês. Parabéns pela força de vontade! Parabéns pelos filhos lindos que tem.

  • Yara Lucas

    Verdade, esse gabarito poupa muitos problemas, hehehe.

    Eu também não consegui. Fefê perdeu muito peso e parou de fazer xixi = desidratou. Eu so chorava e achava que o menino ia morrer. Quando ele começou a tomar a fórmula, ganhar peso, crescer e, principalmente, não morrer, eu só pude agradecer ao inventor da fórmula e ao fato de eu poder oferece-la ao meu filho. Acho lindo quem amamenta, eu bem que tentei, mas não consegui. Hoje ele tem quase 3 anos e nosso vínculo é forte: não é só de amamentação que se forma um vínculo.

    • Nivea Sorensen

      Yara, eu agradeço à formula também. O que ia acontecer com esses bebês se não fosse a formula, não é? x

  • grace

    Sinto o mesmo Nivea…também passei por cirurgia e tive pouquissimo leite… me senti triste e frustrada mas nunca mais fraca ou “menos” mãe. Beijo pra vocês

  • Luciene Asta

    Sempre veio aqui, leio, torço, fiquei feliz com o nascimento e o pós-parto legal, mas hoje eu realmente precisava comentar pra deixar meu ABRAÇO ! Sinta-se abraçada. O melhor desse post é perceber que voce está certa de tudo que fez. Como voce disse “o amor e o vínculo que eu tenho com eles não é dá conta de mais ninguém.” Desejo saúde e muito amor pra todos voces.

  • Mi

    Cada caso é um caso. Não tive parto normal mas consegui amamentar meus filhos com meu leite. Mas deus e o mundo queria e quer ouvir minha explicaçao pq escolhi a cesarea. Inclusive a enfermeira na mesa de operacao me perguntou. Uma cobranca cansativa q se repete na hora da amamentacao. Cada mae sabe e avalia o q eh melhor pros filhos e nao deve sentir culpa ou vergonha por suas decisoes. Com certeza a sua decisao foi a melhor para os seus filhos 🙂 a prova eh q eles estao ai, super saudaveis e felizes.bjs!

    • Nivea Sorensen

      Mi, concordo que se é uma decisão consciente da mãe ninguém deveria se meter. Parabéns pelo seu pequeno x

  • Nicole

    Me emocionei… não sei se por eu estar em um conflito existencial muito grande no momento a respeito de continuar ou não a amamentação (meu filho tem 11 meses e meio), porque apesar de ser maravilhoso, exige de nós uma entrega tão absoluta que eu, antes de ser mãe, jamais imaginei ser possível que acontecesse comigo. A amamentação exige que estejamos sempre disponíveis, e isso é fácil nos primeiros meses, mas vai desgastando e exaustando. Eu me sinto culpada por querer alguns momentos só meus agora que ele ainda é tão pequeno. É um conflito entre os meus desejos e minhas certezas (como a de que eu amo meu filho mais do que poderia amar qualquer outra pessoa) e a culpa que essas “mães perfeitas e abnegadas” incutem em mim, em nós. To precisando me afastar do julgamento alheio como você e ser feliz! Felicidades pra vocês, Nivea!

    • Nivea Sorensen

      Nicole,
      Deixe os julgamentos e a culpa para trás! Você já amamentou por quase um ano. Faça o que te faz feliz e seu filho vai ser feliz também x

  • Fernanda

    Parabéns Nivea!!!
    Pelo esforço, pela aceitação, pela entrega!
    Por ter mastigado esses fatos que fogem do seu controle e estar resolvida com a situação.
    Vc é um exemplo!!!
    Beijos e muita saúde pra família!!!

  • Thais

    Oi Nivea! Meu caso da amamentação foi exatamente igual ao seu. Me submeti a uma redução de mama e, mesmo tendo feito todas as perguntas para a médica na época (tinha 22 anos e não pensava nem de longe em engravidar ainda) sobre a possibilidade de eu não poder amamentar, ela disse que não iria retirar minhas as glândulas mamárias e que eu produziria leite normalmente. Mas eu não produzi leite, quase nada. Fiz todas as tentativas, chorei, me desesperei quando a pediatra constatou a perda de peso do meu filho e me provou através do uso de uma concha para retirada de leite (usei durante muito tempo e não saía quase nada) que eu não tinha mais as glândulas. Mas sabe o que ficou de lição pra mim? Que meu amor não é menor do que o de uma mãe que amamenta. A carinha de satisfação dele quando viu que daquele bico plasticudo saía o alimento que ele precisava foi o suficiente para eu perceber que o que importava era a saúde dele, o ganho de peso, as noites de sono que ele precisava para se desenvolver. Quando comecei a pensar assim, não chorei mais. Ainda tentei oferecer o peito depois da mamadeira, mas ele se desinteressou pelo simples fato de que dali não saía nada. Hoje ele tem 5 anos, é muito saudável e esperto. E te digo mais, se um dia tiver outro filho, não hesitarei, ainda dentro da maternidade, em oferecer a fórmula para complementar seja lá o que sair de leite do seio porque o que importa é que assim, tenho certeza, ele crescerá forte e saudável e, com certeza, recebendo muito amor.
    Elena é linda e gorduchinha…parabéns!

    *Acho sua postura quanto a isso corretíssima e adorei o gabarito!

    • Nivea Sorensen

      Histórias parecidas, né Thais? Que bom que você também está bem resolvida quanto a isso e muita saúde para os nossos pequenos x

  • Alessandra Mosquera

    Oi Nívea.
    Gostaria de estar aí na Irlanda para te dar um abraço. Só uma mulher que passou pelo o que você passou entende essa dor. Eu te entendo. Muito. E te respeito.
    O meu caso é completamente diferente do seu (nunca fiz cirurgia mamária, mas tive hipogalactia comprovada, inclusive pelo próprio Dr Carlos González – sim, o autor “Besame Mucho” – devido uma série de fatores, hipotiroidismo, anemia severa e retenção de placenta), meu caminho foi muito parecido (eu sei muito bem o que é usar bombinha a cada duas horas), o final foi um pouco diferente, mas sei o que é sentir essa dor de não poder dar o peito ao seu filho.
    Sinto muitíssimo, Nívea. Receba um forte abraço, de coração.

  • Gabi

    Nivea, eu fui um bebê que quase não mamou no peito. Diria que eu fui o Erik, hehehe.. não parava de chorar, até minha mãe descobrir que tava sem leite e eu tava desnutrida. Isso tudo 30 anos atrás, quando a maternidade não era tão cheia de julgamentos quanto hoje… E fique tranquila. Ela é a pessoa mais importante da minha vida, não há vinculo maior que o nosso, ela é meu grude. Ou seja, mantenha a sua tranquilidade, a sua falta de culpa. Ta certíssima 🙂

  • Liza

    Nivea voce fez o melhor para os seus filhos, na real voce foi ate alem, ne?
    Leite materno é bom sim mas eu acho que é mais por esse contato que voce mencionou. Enfim voce tentou e infelizmente nao conseguiu mas olha ai como o Erik é espertinho e saudavel, com certeza a Elena sera igual.

    Beijo grande!!

  • Tatiana Lins

    Posso te contar um pouquinho da minha experiência rsr..Gravidez planejada, tudo perfeito, 1º – o parto que era pra ser normal (queria muito) não deu em última hora ela virou, amamenta-la era um sonho..consegui ter bastante leite, mas só consegui amamentar nos primeiros 15 dias, depois ela só chorava e estava perdendo peso..Passou pra mamadeira.. Sabe o que é pior disso tudo? As opiniões, as intromissões..que são tantas, de todos.. Acho que no segundo filho se eu tiver, você já cria uma proteção, se sente mais segura, nãos sei, até hoje eu me culpo por não ter tentado mais, não ter ido mais ao médico para ter orientação, porque não comi mais pro leite não ser fraco (sim, acho que era fraco) enfim.. vou ler várias vezes seu post pra me espelhar e me encorajar a tirar as culpas, e deixar de lado as explicações. Minha filha tem quase 4 anos e é meu amor 🙂 Felicidades a vc e sua família!!!!!!!

  • paula

    Oi Nivea tenho lido mas faz tempão que não comento. O Julgamento é ruim mas o pior são as nossas proprias expectativas. Eu queria muito amamentar e ter parto normal. Não tive dilatação nem com ocitocina não teve jeito e tive cesarea. Foi frustrante. Mas pelo menos consegui amamentar. Uma pela outra. So nos sabemos o amor e o cuidado e estar em paz com avgente é o unico que importa. Felicidades! !

  • bibi

    Cada um sabe o que deve fazer. Gente criticando ta cheio por ai! E criticam de tudo: desde amamentar, tipo de parto, alimentação, cama compartilhada, blá, blá, blá.
    Ninguém é menos mãe por suas escolhas. O q importa é o amor, carinho que vcs tem um pelo outro. Com certeza, uma mãe não faz nada para prejudicar seu filho. Algumas escolhas precisam sr feitas. Se todos estão bem, é o q importa!
    Bjos Nívea.

  • Ana Paula

    Nivea, no seu texto dá para sentir todo o esforço e todo empenho que você teve para fazer a amamentação dar certo. E é isso que faz o vínculo, que demonstra o amor que você sente por seus filhos. Nenhuma mãe que não amasse incondicionalmente seus filhos seria capaz de tantos sacrifícios, tantos esforços.
    Parabéns!

  • Angela Machado

    Eu tambem tive algumas complicacoes qdo meu filho nasceu! Eu achava que seria muito facil amamentar, afinal era so coloca ro bebe no peito e pronto! Mas a vida real e bem diferente, meu leite demorou uns 4 dias para descer, no comeco me sentia frustrada por nao conseguir amamentar, nao acertava a pega, o leite nao descia e o moleque chorando de fome, nao tive outra opcao, acabei dando formula ! Ate que um dia uma amiga veio me visitar e me ajudou a posicionar o bebe corretamente e no fim deu tudo certo, bebe alimentado e eu realizada por ter conseguido, acabei amamentando por quase 3 anos! A amamentacao e um assunto tabu e as pessoas tem sempre taticas infaliveis pra te deixar frustrada, primeiro me pressionavam a amamentar e depois a parar, afinal o moleque ja tinha 2 anos! Cada um tem seu tempo e ninguem deveria ficar dando palpite nesse tipo de assunto! Com certeza vc tomou a melhor decisao diante da sua situacao, cada um e cada um. E isso nao faz de ninguem melhor ou pior mae!

  • Marji

    Querida Nivea,

    desde que Elena chegou

  • Marji

    … o post anterior foi antes do esperado…

    Bom desde que Elena chegou quero sentar aqui e dizer como me sinto feliz por vcs. Ela é linda e muito saudável. Também li seu post anterior sobre o Eric e apesar de ser mãe de primeira viagem e há pouquíssimos meses (3 pra ser exata), entendo suas frustrações e dores. Mas o que eu ia dizer antes cabe agora também.

    Vc é mãe, gestou e pariu essas duas crianças lindas e ninguém e nada tira isso de vc. Todos os desafios que vierem pela frente não serão maiores do que o poder que vc tem em vc de conseguir e seguir em frente! Sim, caímos no clichê e eterno mantra de ‘tudo passa, é só uma fase’, mas todas as vezes que preciso me lembrar disso (e tem sido algumas vezes por dia) me lembro do poder que cada mãe carrega em si. Só nós temos, só nós sabemos!

    Sem dúvida seu vínculo com Elena não será menor por não tê-la amamentado fisicamente, pq vc a amamenta de amor e carinho. Siga ouvindo seu coração e se a força na peruca faltar, como falta a todas nós alguma hora do dia, da semana ou do mês, senta aqui e nos chame, estaremos aqui pra te lembrar que VC VAI SUPERAR!

    Um grande beijo

    ps: espero mesmo que a força que vc dá a muitas mulheres como eu, chegue multiplicada em vc!

  • Thata Tagarela

    Nossa, Nivea, quase chorei lento o seu relato. Primeiro de tudo sinto muito por tudo isso que você passou.

    Logo que comecei a ler o seu relato pensei “cirurgia”. Sabe por que? Porque o seio que eu operei, quase não saía leite. Cada vez que eu extraía leite para o Eric, conseguia tirar de 80 a 100 ml do lado não operado e do lado operado saía 10 ml com muito muito muito esforço.

    É de dor na alma mesmo esse tipo de coisa. Eu sempre tive que complementar as mamadas. E com 5 meses o Eric me trocou de vez pela mamadeira. Chorei demais por 3 dias, por saudade de amamentar e por sauber que eu nunca mais amamentaria o Eric.

    Você deu o seu melhor, fez de tudo que era possível. Tem o direito de ficar triste, mas enxugue as lágrimas e bola para frente. Agora vc encosta o ouvidinho da Elena no seu coração toda vez que der a mamadeira. Segura ela bem juntinho no corpo, como se tivesse amamentando, sabe? Olhe nos olhos dela e curta o momento, porque “amamentando” por mamadeira também conseguimos fazer uma conexão linda.

    Realmente não dê bola para os outros. As pessoas preferem julgar do que ajudar. Eu costumo fazer um “campo de força invisivel” para essas pessoas, sabe? Me faço de surda e cega e vivo a minha vida. Porque ninguém passou pelo o que eu passei e não tem o direito de me julgar. Coisas que a gente só aprende depois de um tempo de maternidade, né? 😉

    Beijos

  • Sarah

    Oi Nivea,
    Fiquei extremamente sensibilizada com este post, principalmente por ser nova aqui e não conhecer o blog quando vc contou sobre o Erik. A frase mais impactante pra mim foi “Consegui parir duas crianças mas nunca tive o prazer de vê-los se alimentar de mim.” Pois eu digo algo parecido: Consegui amamentar duas crianças mas nunca tive o prazer de vê-los sair de mim.

    Imagino, apenas imagino, o que vc sentiu ao não conseguir amamentar. Quando Tomás nasceu prematuro, precisando ganhar peso e ainda não conseguindo mamar bem, precisei complementar. Pra mim, que nunca complementei quando tive Bento, foi um choque. Frustração mesmo, como diz o título do seu post. Felizmente foi por pouco tempo e logo passamos pro peito exclusivo. Porém, tenho uma amiga que passou pelo que vc descreveu: fez cirurgia de redução mamária muitos anos atrás e, quando teve seu filhote, não conseguiu amamentar. Por isso digo que posso imaginar o que vc sentiu e passou.

    Digo ainda que eu mesma fui um bebê que mamou pouquíssimo no peito, ao contrário de minhas 3 irmãs. Minha mãe ficou bem doente pouco depois que eu nasci. Mas tô aí, firme e forte kkk!

    Por fim, adorei sua postura, sua mudança de atitude, a conclusão do post. O vínculo vocês constroem dia a dia, minuto a minuto. Com muito amor.
    beijos

  • Mari Spil

    Defendo que somente cada mãe sabe das suas lutas, das suas derrotas e das suas vitórias… e todas as temos! Acho que o desafio de cada uma de nós é aprender a viver assim, sem ter que dar explicações para os olhares alheios. É tão duro e difícil o caminho de nos livrarmos de nosso próprio julgamento e das culpas que a nós mesmas colocamos!
    Aqui mamar nunca foi um problema. Comer também não. Em compensação, dormir… penei por meses e até hoje me pego pensando onde estou errando ou me culpando por ter desistido (de novo!) e deixado ela dormir no meu colo. Mas quer saber? Só eu (e ela) sabemos como tem sido este caminho. Assim como somente você sabe como tem sido o seu. Não aceitemos julgamentos!
    Um abraço!

  • Priscila

    Olá,

    Estou passando pela imensa frustração da amamentação. Desde o início que tenho problemas. Primeiro não tinha leite. Depois, meu bebê nao queria pegar o peito. E com muita insistência consegui que ele pegasse usando o bico de silicone no oitavo dia. Agora, está com 2 meses e por mais que eu estimule, parece que não há leite suficiente. E tenho que complementar com fórmula. Tb recebo críticas da minha família. Em fim, obrigada pelo seu relato. Amamentação parece tão fácil pra todas as minhas amigas, menos pra mim.

    • Nivea Sorensen

      Priscila,
      As pessoas fazem a gente acreditar que é fácil e todo mundo consegue. Quando a gente não se encaixa nesse padrão fica parecendo que é má vontade nossa, não é? x

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