Pretensões e Desabafos

Aquele post em que todo mundo comenta “vai passar”

Reparou que eu sumi de novo, né? [é de bom tom dizer que reparou e que sentiu minha falta, faz favor].

Eu queria dizer que foi por estar muito ocupada, mas a verdade, bem verdade mesmo, é que em vez de tempo tem me faltado energia e foco para escrever. Ando cansada, mal-humorada e um poço de estresse. Do tipo que se você encostar em mim ou me olhar meio de lado eu vou soltar os cachorros, rodar a baiana, descer do salto ou cair no choro mesmo.

Também queria por a culpa do cansaço nas noites acordando com frequência para alimentar um bebê recém-nascido mas a verdade, bem verdade mesmo, é que Elena continua dando pouco trabalho. A bichinha coitadinha tem acordado em média a cada 4 horas para mamar. Para quem passou anos acordando a cada vinte minutos com Erik, dormir 4 horas é o paraíso.

E a verdade, bem verdade mesmo, é que Erik tem sido a fonte de todo o cansaço e estresse desse mundo.

Gente, que fase do cão! Mal reconheço o meu filho. Verdade que ele sempre teve fogo na bunda, mas era um doce de menino, educado e carinhoso. Agora ele vive aos gritos, chorando porque a terra é redonda, querendo bater na gente, ou quebrar as coisas, se atirando no chão (já disse gritando muito?), se recusando a comer, a trocar de roupa, a ir pra cama (ou fazer qualquer coisa que tenha que ser feita).

Já adotamos cantinho do castigo, tabela de adesivos para incentivar e recompensar boas atitudes e comportamentos e até proibir algum brinquedo ou atividade que ele goste como forma de punir atitudes que não aceitamos (tudo combinado com antecedência). Mas ele não se abala. Continua a exigir (ou melhor, tentar) que as coisas sejam feitas do jeito dele.

Um escândando atrás do outro. Começa pela troca de roupa de manhã, passando pela ida ao banheiro, escovação de dentes, café da manhã e por aí vai… até a hora de ir para a cama. Um looping infinito de gritos e choro.

Está tão, mas tão difícil que perdi a vontade de estar perto dele. Passo o dia esperando o marido chegar para me trancar no quarto e ficar longe por algumas horas. Cada vez que ele se aproxima para pedir alguma coisa eu tenho vontade de chorar, já prevendo que ele não vai gostar da resposta e começar outra confusão.

Não sei se esse comportamento é relacionado à chegada da irmã mas temos tentado dar atenção individual para ele desde então. Claro que não é a mesma coisa e nem poderia ser, mas como eu disse, a gente tenta amenizar, conversar, mostrar que ele está em outra fase agora, de irmão mais velho, mas que pode ser legal também. Quando I. está em casa tem saído bastante sozinho com ele e às vezes eu faço o mesmo. Tento inclui-lo nos cuidados com ela, ou tentamos passar algum tempo todos juntos. Nada parece ser suficiente. Até alguma coisa que a gente programa só para agradá-lo acaba virando um martírio e voltamos para casa todos mais nervosos.

Confesso que dependendo do meu cansaço consigo me manter firme no propósito de não gritar com ele, mas na maioria das vezes perco a paciência. Outras vezes ainda sou obrigada a segurá-lo com firmeza para contê-lo e acho que até acabo machucando. Todas as trocas de roupa são assim, na base da força porque ele realmente não ajuda. Hoje por exemplo, na saída da escola ele surtou porque não queria vir de ônibus (não tem outra opção). Chovia e ventava muito, aliás chovia granizo, eu estava sem guarda-chuva (não dá para empurrar carrinho e segurar guarda-chuva nesse vento da Irlanda), Elena chorava porque está gripada e ele se recusava a andar. Até tentei conversar mas se demorasse mais perderia o ônibus e teria que esperar mais de 30 minutos pelo próximo. Não teve jeito, ele veio arrastado pelo braço literalmente.

Além disso, toda vez que ele fica 5 minutos sozinho acaba aprontando alguma. Um dia fez uma tremenda bagunça nas pastas onde guardo documentos e passaportes, no outro desmontou (literalmente) a lareira. Outro dia ainda pegou um batom vermelho na minha bolsa e esfregou no rosto e nas mãos. Quando vi juro que não fiquei brava, ele disse que queria me mostrar uma “funny face” e como ele nunca tinha mexido nas minhas coisas antes não tinha como saber que não podia. Respirei fundo e expliquei para ele para não fazer mais aquilo. O que me enlouqueceu de raiva foi a sequência: pedi para ele não tocar em nada com as mãos sujas enquanto eu pegava um pano para limpar as mãos dele. Sem me obedecer ele saiu correndo e subiu as escadas de quatro, esfregando as mãos cheias de batom vermelho no carpete creme, nas paredes, nas portas e no banheiro inteiro. Surtei. Já era final do dia, estava exausta e chorei muito.

IMG_5644Se não bastasse, quando ele finalmente dorme a gente fica mal pensando em como tem sido difícil para ele também. Invariavelmente eu termino o dia com muita dor de cabeça e ainda tentando pensar em como melhorar a situação. Me sinto culpada pela falta de paciência e por não saber o que fazer.

A verdade é essa mesmo, eu não sei mais o que fazer. Além de dar carinho, atenção e limites, o que mais eu vou fazer?

N.

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39 anos; brasileira que mora na Irlanda; mãe de um filhote de irlandês do cabelo vermelho e muito fogo na bunda, de uma pimentinha de olhos grandes e curiosos e de uma caçulinha que é só sorrisos.

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34 Comments

  • Ananda Etges

    Ai Nivea, eu te entendo. Aqui quando a Clara nasceu foi terrível. Eu me sentia da mesma forma. Por um lado, super nervosa e irritada, a ponto de não querer ficar com o Vítor. Por outro, culpada por não saber o que fazer. Foi foda mesmo.

    Mas a boa notícia é justamente o clichê do título: “vai passar”. Aqui demorou uns 3, 4 meses. Depois, melhorou muitoooo!

    Boa sorte aí e muita, mas muita paciência!

    Beijão!

  • Carol

    putz Nivea! Que barra!
    Confesso que o Thomas tb ta numa fase osso, chora, exige, grita, faz nao com a cabeça! Perde a paciencia com tudo e tem dias que a vontade é sair correndo!
    Só posso te mandar um abraço apertado e dizer que passa!
    Bj

  • Daniele

    “Não responder a birra com birra…não gritar, não reclamar, não dizer não… apenas mantenha a calma e com um sorriso, deixe-a fazer a birra e lhe diga: ok! Mamãe está aqui esperando você se acalmar e eu só vou pegar você e ajudar a hora que você ficar calma…
    Não reforce a birra, gritando, ou tendo qualquer atitude agressiva… e quando ela se acalmar de toda a atenção possível (sempre que ela chorar por algum motivo) acolha-a imediatamente. Não deixe de atendê-la. Uma criança que chora precisa ser atendida, sempre… Uma das causas mais frequentes de birra são bebês que choravam nos primeiros meses e anos e não eram atendidos imediatamente. O choro é um pedido de socorro e se você com calma e carinho atender, quase sempre isso se resolve.” Dr. José Martins Filho

    ” Respira. Serás mãe por toda a vida.
    Ensine as coisas importantes. As de verdade.
    A pular poças de água, a observar os bichinhos, a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes.
    Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta, sejam aqueles que você não deu.
    Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso.
    Deixe ele imaginar. Imagine com ele.
    As paredes podem ser pintadas de novo, as coisas quebram e são substituídas.
    Os gritos da mãe doem pra sempre.
    Você pode lavar os pratos mais tarde. Enquanto você limpa, ele cresce.
    Ele não precisa de tantos brinquedos. Trabalhe menos e ame mais.
    E, acima de tudo, respire. Serás mãe por toda a vida. Ele será criança só uma vez”

    Respire amiga e tanta ficar calma. Tudo vai dar certo e as tempestades da vida uma hora chega o sol.Espero ter ajudado! Beijos Daniele

    • Nivea Sorensen

      Daniele,
      Obrigada. Olha, eu até sei a teoria, mas fazer isso 12 horas por dia, com uma crise a cada minuto não é fácil. x

  • Melissa

    oi Nívea, faz tempo que te leio e nunca comentei, e logo o primeiro comentário vai ser enorme, rs. Aqui também passamos por tudo isso, e olha que eu me preparei piscicogicamente para o caos, mas não adiantou, minha mais velha tb ficou terrível. E eu me sentia igual a você, cansada, não via a hora dela ir pra escola e ter um pouco de paz e quando ela ia me sentia mega culpada. Aqui em casa, a professora dela ajudou bastante, ela fez uma roda com as crianças e as que tinham irmãos abriram o coração, disseram que tinham ciúmes, praticamente uma terapia coletiva. Ai acho que a Alice se sentiu acolhida. Essa professora tb contou que com a filha dela, só melhorou quando ela disse, “isso que vc esta sentindo é ciúmes, é normal e vai melhorar”. Depois disso comecei a ter esse tipo de conversa com a Alice, que um diz chegou a verbalizar que não queria mais irmã, que ter irmã era muito chato! Eu, que tb sou irmã mais velha, validei, disse que eu sabia que era chato, aquele bebê chorão que não faz nada e ainda rouba o colo da mãe. Mas que ia melhorar. contei que eu tb tinha muito ciúmes da minha irmã (por quem ela é apaixonada) mas depois passou e nós ficamos melhores amigas. Depois dessas conversas diárias (!!!!) as coisas começaram a melhorar. A mais nova está com 5 meses e não vou te falar que passou, pois ainda temos algumas crises brabas, mas melhorou muuuuito. Sinta-se abraçada e boa sorte pra vocês. Bjos

    • Nivea Sorensen

      Melissa,
      Muito obrigada. Aqui estamos tentando conversar e dar nome aos sentimentos também x

  • Mi

    O q fazer? Rezar pra passar logo mesmo. A nossa fase com a Milena demorou 2 semanas entre natal e ano novo. Aquela fase gostosa do ano, qdo nos 2 demos toda nossa atençao pra ela. Cada dia era uma luta, um odio e iamos dormir frustrados. Todos. Mas mesmo com muita paciencia, tinha vezes que so a força ajudava mesmo. Era segura-la, abracando, e deixar a frustracao dela passar (ela estava batendo na gente, algo q nao aceitamos nem de brincadeira). Depois de 2 semanas passou…sem dizer ate logo. Ela se tornou mais “adulta”. Foi o jeito dela lidar com alguma mudança psicologica q estava acontecendo dentro dela. E pelo q ouvimos, essa fase infelizmente volta ainda algumas vezes ate as criancas chegarem a escola. Senta la, pega um cafe/cha e tenta meditar ate isso passar. Bjs e boa sorte!

  • Flávia Borba Silva

    Olha Nivea, meu filho está com 3 anos e 9 meses e está quase igual ao Erik, será que é da idade? Ele me desafia todo santo dia,não quer comer a comida, exige que eu retire todos os temperos, quer escolher o que usar, o sapato que vai calçar. Grita, chora e esperneia, agora me diz: Porque que o meu filho está assim, sendo que não tenho um RN em casa?? rsrsrs. Vocês ainda tem a pequena e toda essa mudança na rotina da sua familia , mas aqui em casa está tudo na mesma, sem grandes mudanças, portanto acho que muito das birras dele (e do meu aqui) deve ser da idade mesmo!! Bjussss e torçamos pra que passe logo!

    • Nivea Sorensen

      Flávia, igual aqui, sim. Uma hora ou outra acho que todos passam por isso, né? x

  • Juliani de Paula

    Que bom ter noticias suas!
    Guria tenho uma figura que faz 4 anos sexta feira, mas ao contrário do E ele sempre teve um temperamento forte!
    Há umas semanas nos tínhamos um casamento, eu seria madrinha e ele pajem. E estávamos fora da igreja pra entrar, eu passei uma meia hora pedindo pra ele boa correr, quase na hora de entrar vejo ele com a causa suja de lama!! Pensa no desespero! Raiva, tudo!
    Aqui em casa o que tem ajudado é mandar mandar ele pro quarto quando tem essas crises de choro, raiva quando tem que fazer alguma coisa tipo escovar o dente. Deixo ele no quarto até ele parar de chorar e se acalmar, e eu tbm!
    E proíbo algum brinquedo, desenho por alguns dias!
    Espero que uma hora isso passe e a gente ache graça! !

    Beijos

  • Dani

    Ni as coisas por aqui não tem sido fáceis depois do nascimento do Luca. A Bella ama o irmão, mas tudo é um drama e na escola ela estava ate respondendo a professora. Agora quer comer papinha igual o irmão, quer ser carregada no colo de casa ate o carro e imita bebe. Eu imagino seu cansaço e espero que passe essa fase logo por ai tbm.
    Sinta-se abraçada.

    • Nivea Sorensen

      Dani,
      Obrigada querida. Dizem que eles regridem um pouco com a chegada do mais novo, né? x

  • Bruna

    Nivea, não sou mãe mas tenho umas criancinhas assim em minha vida também. Cuido de dois meninos, um de 3 anos e um de 4, e aguentar dois assim ao mesmo tempo suga minhas energias.
    Ja pesquisei sobre o tema e decidi que tentaria de tudo. O que demorou um pouco mas acabou ajudando foi elogia-los sempre que faziam algo bom e sentar pra conversar com toda calma do mundo quando faziam algo errado. Claro que tem horas que não funciona e que não consigo encontrar a calma que preciso, mas eles tem melhorado a cada dia. Mostrar que estou desconfortavel com alguma atitude, choro e etc faz com que eles tripliquem a birra, manha e tudo aquilo que eles sabem fazer perfeitamente para nos irritar.
    Nao sei se te serve de consolo, mas isso passa rsrs, ainda nao passou pra mim, mas tem melhorado muito.
    Força na peruca!!!!!

    Beijos

    • Nivea Sorensen

      Bruna, obrigada. Eu já percebi que meu choro e raiva não ajudam em nada mesmo x

  • Luciana - Canada

    Nivs, tenho te acompanhado apesar de nao comentar, minha vida esta de pernas pro ar com a mudança, a contadora que morreu, filha, gato, marido, casa… mas vou dar um palpite baseado no que aconteceu aqui em casa. Isso tudo ai é em decorrencia das mudanças: casa nova, bebe fora da barriga e tudo mais o que envolve tudo que esta acontecendo. Deu pra entender? rsrs
    Sophie tb passou por uma fase horrivel em que ate dar 3 tapas na bunda dela, eu dei. Foram 3 tapas seguidos de NAO FAÇA ISSO! Doeu muito em mim, chorei por horas, perdi a cabeça, perdi a razao, perdi a mao. No fim percebemos que era o stress da mudança, a pressao da escola nova e todo o stress que nos estamos passando. Quase morri qdo ela me perguntou se iamos levar o gato, os brinquedos, as roupas, a ‘telesao’… Eles sao grandes pra algumas coisas mas sao tao pequenos ainda pra entenderem as mudanças… Ela so melhorou com muita conversa, explicando vaaaaarias vezes as mesmas coisas. O Erik deve estar em processo de compreensao de creche nova, casa nova, irma, mae e pai divididos e o novo papel dele na familia…
    Paciencia, boa sorte e um beijo em vcs!
    Lu

    • Nivea Sorensen

      Verdade, Lu, eles sofrem com as mudanças, também. Haja paciência para nós, né? x

  • Fabiana

    N., um abraço gigante em vc! 🙂

    Com carinho, Fabi.

  • Paula Oliveira

    Serve oração?

  • Bárbara Hernandes

    Oi Nivea!

    Tava escrevendo um comentário enorme, apertei um botão sem querer e perdi tudo! Humpf.

    O que eu dizia é que eles são criança, né? Não sabem tanta coisa e estão aprendendo a lidar com tudo ao seu redor. Os meninos que cuido estão mudando de comportamento também – o mais velho sempre ficou nervosinho quando não consegue fazer alguma coisa mas ontem ele surtou e eu “lost it” também. Falei num tom de voz muito bravo “enough, you’re not listening to me!” . Ele não assustou nem nada, mas à noite em casa até chorei de raiva e arrependimento. O R. me acalmou e disse pra eu não deixar isso me afetar, que não é pessoal. E é assim mesmo. É uma fase que vai passar!

    • Nivea Sorensen

      Bárbara,
      Erik também fica bem nervoso e frustrado quando não consegue fazer algo sozinho. x

  • Yara Lucas

    hehehe toca aqui, tamos juntas :o) Fefezão tem fogo na bunda tb, vamos fazer um fã clube, kkkk buaaaa

  • Didi

    Que alívio ler este post hoje em que tive uma reunião da escola do Arthur e estou arrasada. Arthur está assim também. Será que existe terrible 4 também?
    Não obedece e todo e qualquer não ou situação que o desagrade é uma explosão: menino que se joga, bate nas pessoas, grita, deseja que eu morra ou suma, chora, esperneia. Super dificíl de lidar. Também não tenho sabido e conseguido.
    Agora, estou mudando as táticas. Além de combinar e avisar sempre TUDO que vai acontecer no dia (para não haver surpresas e ele cumprir tudo como o combinado), eu vou passar a levá-lo para ver o pai (que continua cada vez mais distante e omisso).
    Voltarei a ser a mãe rígida e que dá limites, já que com a separação me tornei muito mais permissiva. Também tenho contido com força (e quando ele diz que estou machucando sempre pergunto onde e procuro aliviar aquela parte) até que o espetáculo de birra cesse. Então, conversamos e as coisas parecem se ajeitar.
    Mas as birras ainda continuam, claro. Já tirei brinquedos, mas não adiantou muito (já que cessava aquele escândalo, mas não diminuía a frequencia deles em si), então a nova tática é mesmo conter e conversar, insistir e manter os limites sempre muito claros.
    Boa sorte para nós porque também tenho sentido enormes dificuldades.
    beijos

    • Nivea Sorensen

      Didi, estou tentando as mesmas coisas por aqui. Um beijo com muita paciência para você também x

  • Cristina

    Nívea
    Passei por isso também, levou uns 6 meses até melhorar, te passo as dicas que recebi de uma psicóloga que para nós foram úteis:
    Nunca dar ordens a distância, sempre se aproximar, pegar pela mão e dizer: agora vamos fazer tal coisa. E fazer imediatamente mesmo que chore e esperneie.
    Nos momentos de crise tentar manter a calma e explicar que desta forma você não entende o que ele está dizendo, que vai aguardar que se acalme até que possam conversar. Isso funciona quando temos tempo e paciência claro, muitas vezes não acontece em uma rotina com 2 né? Mas o objetivo é que entendam que não precisam ter uma crise para ter atenção dos pais.
    E uma terceira dica é contar histórias reproduzindo a realidade da rotina de vocês, substituindo os personagens por nomes fictícios e contando como eles passaram por isso e lidaram com esta situação difícil, de forma bem lúdica.
    Ou contar histórias parecidas de pessoas que ele conhece que passaram pela mesma dificuldade, mudanças na rotina, de casa, na escola, etc.
    Esta psicóloga inclusive chamou atenção para algo que não havia percebido. Minha filha estava muito frustrada pois esperava ganhar uma irmã e não um irmão. Mas nunca nos falou isso. Então expliquei pra ela porque o desejo dela não foi atendido.
    Bjs querida.
    Cristina

    • Nivea Sorensen

      Cristina,
      Muito, muito obrigada pelas dicas. São coisas que eu até já tinha ouvido falar mas andava tão estressada que me esqueci completamente. Já coloquei em prática por aqui e até já vi algumas melhoras x

  • Natalia

    Oi nívea! Leio seu blog a muito tempo, nunca comentei mas sempre adorei ler aqui! Esse post me chamou muito a atenção, porque passei por uma fase IGUALZINHA com minha filha, foi você contando e eu me ouvindo falar! Minha filha hoje está com 3 anos e ela começou a ficar com 2, hoje passou, mas foi uma fase bem difícil e complicada, ela não aceitava absolutamente nada, tudo virava guerra, briga, tomar banho, trocar de roupa, escovar os dentes, me sentia negociando a paz mundial todos os dias! Era briga e confusão o dia todo, ela ficou agressiva do nada, tentei de tudo, pedi conselhos, fiz mil métodos e nada dava um resultado. Até que no auge do desespero fui na creche dela conversar com a psicóloga, ela fica na creche por 4 horas na parte da tarde, e fui perguntar por causa do lado agressivo, não veio nenhum bilhete deles é eu pensei, como que ela está assim em casa e não esta assim lá??? A resposta dela foi extamente que lá ela acatava todas as ordens, não era agressiva e olha q coisa, nas avaliações que eles fazem sempre vinha q ela era uma criança calma, q a reação dela por exemplo quando lhe roubavam algo da mãe era chorar! Não entrava em conflitos com os amigos, obedecia, era uma criança doce, não reconheci ali minha filha, que em casa se jogava no chão, ao ouvir um não jogava longe o q tivesse nas mãos, que fazia tudo ao contrário só porque eu pedia…enfim…a psicóloga me informou que era a fase disso mesmo, que ela estava deixando de ser uma extensão minha para ter as vontades próprias dela e ia querer impor essas vontades sobre a minha, me enfrentar pra mostrar isso etc. Me deu umas dicas que coloquei em pratica, exige paciência e por vezes fiquei cansada de para uma simples tarefa de escovar os dentes ter que ter todaaaaa uma psicologia por trás, mas ela me falou pra tentar não usar a negatividade na hora de falar, porque se eu usasse o não, ela iria contrariar, contei pra ela sobre um episódio q me levou a ir embora de um restaurante, ela sem mais nem menos sismouuuu de subir na mesa, eu falei q não podia que era pra descer, nisso já começou o barraco, eu tirando e ela se jogando, eu tendo que brigar, várias pessoas me olhando, e ela me empurrando e subindo na mesa, catei ela virei as costas e fui embora, porque nao ia ficar dando escândalos na rua, coloquei no carro nervosa e dirige até em casa brigando com ela, que chorou horrores e dormiu na cadeirinha mais nervosa do que eu. Ela me falou q era pra tentar ao invés de falar: não pode subir na mesa, falar pelo lado afirmativo : se você subir ao você vai cair. Evitar a palavra não. E falou pra tentar chamar a atenção dela pra outra coisa, fazer ela perder o foco do que ela estava causando confusao, chamar pra mostrar alguma coisa, coisa do tipo, escovar os dentes, banho ela me deu a dica de transformar em brincadeira, pedir pra escolher um brinquedo q ela quisesse e podia levar pro banho, deixar ela escovar meus dentes pra depois eu escovar os dela, roupa ela falou pra eu escolher 2 ou 3 conjuntos e deixar ela decidir qual que queria vestir, porque assim ela sentiria que era ela fazendo a escolha é não eu decidindo por ela. Claroooo que nem sempre dava certo, óbvio que rolou muito castigo, mas aos poucos foi dando certo e passando. E realmente como você disse, vai passar! Kkkk! To torcendo aqui pra que seja logo! Bjs!

    • Nivea Sorensen

      Natália,
      Obrigada pelas dicas. Sabe que eu sempre ouvi dizer que a gente tem que substituir o “não” mesmo, mas você consegue sempre? Eu acho tão difícil! Estou me policiando para tentar. x

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