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Quem conta

33 anos, paulistana, paulista e são-paulina, casada com um irlandês. Louca por bolo, pastel, literatura, cinema, corujas e girassóis. Ex-professora de inglês e mãe in the making.

Que Seja Doce

“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”

Caio F.

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Archive for Uncategorized

30 Day Song Challenge: Days 26, 27 and 28

By Nivea Sorensen · Comments (2)
Sunday, October 9th, 2011

Day 26 – A song that you can play on an instrument

Day 27 – A song that you wish you could play

Day 28 – a song that makes you feel guilty

Assim, tudo junto e misturado?

Sim, porque eu não tenho vídeo nenhum para postar nesses 3 dias. Não sei tocar coisa nenhuma em nenhum instrumento. Qual eu gostaria de saber tocar? Qualquer uma que eu postei até agora, claro, já que são minhas músicas preferidas. Culpada? Música nenhuma faz com que eu me sinta culpada.

Mas hoje é meu primeiro dia pós 33 e fiquei com vontade de postar um vídeo de uma das bandas que eu mais ouvi na vida, que eu adoro, e que não apareceu (olha o spoiler, nem vai aparecer) nesse challenge ainda.

A banda é o Suede, o álbum é o todo bom Coming Up, e a música The Beatiful Ones.

Lá, lá, lá, lá…

Bom domingo!

N.

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Categories : 30 Day Song Challenge, Uncategorized

Dietando

By Nivea Sorensen · Comments (29)
Tuesday, August 30th, 2011

Apesar do meu apelo de sexta-feira não obtive notícias do paradeiro da minha força de vontade que, como você já deve saber, escafedeu-se assim que eu pensei em começar a fazer dieta.

No entanto, ainda me resta a vergonha na cara e muitos, mas muitos (para falar a verdade, quase todos) quilos ganhos com a gravidez. É quilo que não acaba mais.

Então que quatro meses e meio depois do nascimento do filhote de bárbaro que me fez comer horrores eu resolvi de uma vez por todas, e sem retorno, começar o projeto “vá se embora baby weight, vá com Deus”.

Eu sei muito bem que para perder tudo isso de peso o ideal seria entrar numa academia para fazer atividade física frequentemente. Essa ideia, no entanto, foi descartada porque: 1) ODEIO academia; 2) Não tenho dinheiro para pagar por uma agora e 3) Não dá tempo (poderia ir à noite, quando I. chega do trabalho mas não tenho energia para isso depois de noites não dormidas).

Dieta louca também não vou fazer, não. Pensei em fazer aquela da proteína, mas vai me deixar sem energia. Para quem está de pé às 6 da manhã (sem dormir à noite inteira, já que E. ainda acorda para mamar), vamos combinar que não rola, né?

Resta-me fazer o que dá. O que dá é controlar minha alimentação e me mexer sempre que possível. Pelo menos por enquanto. Ao final do mês de setembro eu vejo se o que dava deu em alguma coisa e faço as alterações necessárias.

O que acontece a partir de hoje e durante todo o mês de setembro então? Seguinte:

1) corto por completo doces, refrigerantes (mesmo o diet ou light que é o único que eu tomo tomava) e álcool. Mas continuo com um pouco de fruta e iogurte low-fat.

2) corto pão, mas vez ou outra como um pouco (bem pouco) de carboidrato integral.

3) corto fast-food, take-away e semi-prontos de supermercado e coloco muito mais verdura e legumes no prato.

4) água, muita água nessa hora.

5) refeições pequenas, ou snacks saudáveis, a cada 3 horas.

5) se não chove torrencialmente saio para uma caminhada de uma hora (em ritmo acelerado) com E. no carrinho. Se chover, o Kinect do X-Box quebra o galho. Isso todos os dias. Duas vezes por semana uso a bicicleta ergométrica.

Poderia fazer mais? Poderia, mas melhor começar assim do que ser drástica e falhar logo no início. E depois, eu quero perder peso mas manter minha felicidade, né? Vai levar mais tempo assim, mas eu não tenho pressa. Se os resultados aparecerem aos poucos já me dou por satisfeita.

Perdi 30 quilos antes, sem remédio e sem academia. Tá certo, eu tinha 20 anos. Agora será que eu consigo me livrar de 20?

Segunda-feira que vem é dia de eu me pesar novamente e vir aqui em público contar os resultados. Aguardem o update. Enquanto isso, me mandem vibrações positivas, sugestões, receitas light, carinho e muito amor.

N.

PS. O post foi escrito, e deveria ter entrado no ar, ontem. Infelizmente o servidor ficou fora do ar praticamente o dia inteiro.

Comments (29)
Categories : Dieta, Uncategorized

Para você…

By Nivea Sorensen · Comments (16)
Sunday, May 8th, 2011

 

Para você que é mãe biológica ou adotiva.

Para você  que tem o filho no útero, debaixo da sua asa, ou pelo mundo.

Para você que é mãe por opção ou por “acidente”.

Para você que é avó, madrinha ou madrasta.

Para você que por vocação (e não falta de opção) é babá, nanny, au pair, ou qualquer nome que queiram te dar.

Para você que nunca teve a felicidade absurda de segurar seu filho no colo e para você que insiste em fazê-lo mesmo já sendo ele um homem formado.

Para você que é mãe e pai.

Para você pai que também é mãe.

Para mim.

Para todas as mães do mundo.

E e em especial para a minha.

Feliz dia das mães!

N.

PS. Lá no Mães Internacionais tem um texto lindo do amigo E., e um vídeo feito por algumas mães ao redor do mundo.

Comments (16)
Categories : Uncategorized

Feliz Páscoa

By Nivea Sorensen · Comments (14)
Sunday, April 24th, 2011

Que o seu domingo de Páscoa tenha sido tão doce quanto o nosso.

N.

Comments (14)
Categories : Uncategorized
Tags : Páscoa

1 Dia

By Nivea Sorensen · Comments (46)
Wednesday, April 13th, 2011

Hello to all readers of “Que Seja Doce”, I have never previously had the pleasure of addressing you all directly but today is an exception. You may know me from my presence loitering around the fringes of my wife’s blog, I’m the husband who makes her life so tough! If you are a regular reader you will all be well aware of the reason for Nivea’s absence today. I want to take this opportunity to say two things this evening.

1) To my darling wife Nivea, thank you for teaching me how truly strong you can be and thank you for the greatest gift you could ever give me.

2) And to the rest of the world I’d like to introduce our son Erik. At a little after 4.45 my darling wife gave birth to our baby boy, 6 pounds 2 ounces (2.7 kilos). thank you my darling.

Meu filho naseu hoje!

Comments (46)
Categories : Uncategorized

O olhar dela

By Nivea Sorensen · Comments (11)
Saturday, March 26th, 2011

We are accidents waiting to happen

(There There, Radiohead)

Por consideração a quem passa por aqui e se preocupa comigo, eu preciso começar dizendo que está tudo bem. Comigo, com o babóg, com I., com todo mundo.

Dito isso, também a metáfora da citação acima pode parecer exagerada. A não ser que você esteja pensando, como eu, em pequenos acidentes. Porque eu sou um desses, esperando para acontecer.

Ou melhor, eu sou um copo bem cheio. Desses que você deixar uma gota só a mais pingar, transborda. Desses que para beber você não pode levar à boca, com o perigo de fazer um estrago.

Transbordo felicidade com a menor das alegrias, mas ao mesmo tempo, vejo a menor das coisas tristes ganhar ares de depressão profunda. Cansaço vira exaustão em questão de minutos. Moderação e tons de cinza não fazem parte da minha vida.

E foi transbordando assim que ontem eu atravessei a rua em frente ao Trinity College para pegar o ônibus para casa.

O que aconteceu antes ou depois do que eu descrevo aqui não tem importância. Não agora. Não mais.

Pensei em pegar um táxi, mas isso significaria interagir mesmo que superficialmente com outro ser humano. Naquele estado, não dava. No ônibus, mesmo que cercada de pessoas, estaria mais protegida.

Ainda no ponto percebi que não conseguia conter as lágrimas, dessas grandes que caem de uma vez só e mal permanecem no rosto. Com a palma da mão aberta, ou a ponta dos dedos, fui tentando segurá-las. Posso ser chorona assumida, mas nunca, nunca em público.

Com o canto dos olhos, vi que quem esperava logo atrás de mim era uma senhora de muletas.

O ônibus chegou, entrei e me sentei no único assento disponível na parte de baixo, na segunda fila do lado esquerdo, tentando desesperadamente não olhar para ninguém.

Então me senti ainda mais triste e sozinha, tentando não ser vista chorando. E foi aí que sem querer meu olhar cruzou com o dela pela primeira vez: a mesma senhora da fila, agora sentada no banco reservado a idosos e pessoas com deficiências físicas. Justo aquele banco que fica na direção contrária à do ônibus, e de frente para todos os outros passageiros sentados.

Acho que em respeito a minha privacidade, ela desviou o olhar rapidamente. Eu ainda demorei um minuto para desviar o meu, pensando o quanto ela era bonita, apesar dos cabelos já completamente brancos e da idade. Cheguei a desejar que eu também tivesse a felicidade de envelhecer assim, graciosamente, e sem botox.

E foi aí que pensei na minha mãe, e como o tempo não tem sido tão generoso com ela. E de novo desviei o olhar, mas já não conseguindo esconder as lágrimas com o canto da mão.

Quando olhei de volta para frente, percebi que ela me aguardava com os olhos. Se levantou, com dificuldades devido ao movimento do ônibus e por causa das muletas. As pessoas em pé próximas a ela se afastaram para lhe dar passagem, ela deu poucos passos para frente e inclinou o corpo em minha direção me esticando a mão.

Naquele momento falharam todas as minhas tentativas de permanecer incógnita, pois todos olharam para ver o que ela me oferecia. Minha primeira reação foi sentir vergonha.

Eram dois lenços de papel. Sem saber muito bem como agir, agradeci e ela voltou a se sentar, sem dizer uma palavra. Usei o lenço para secar o rosto molhado e segurar o resto do choro, dessa vez causado pela doçura da atitude dela. Não pelos lenços, porque tive a impressão de que me oferecê-los foi só uma desculpa para se aproximar e mostrar com os ollhos que ela se importava, que alguém se importava. Como se ela soubesse que eu me sentia sozinha.

Já muito próximo do meu ponto, pensei que teria a chance de ao me levantar passar por ela, e agradecer de novo a gentileza. Mas não deu tempo, pois ela se levantou primeiro para descer. Em pé, ela voltou a olhar pra mim de um jeito terno, quase materno. Sem ser perguntada, eu respondi “I’m fine, thank you very much“, ela em resposta retribuiu com um “Are you sure?” quase murmurado. Balancei a cabeça com uma tentativa de sorriso e ela se foi.

Ao descer, ela esperou o ônibus começar a andar e me olhou mais uma vez pela janela. Não resisiti e acenei tchau. Ela fez o mesmo e abriu pela primeira vez um sorriso. Desses que a gente não consegue esquecer, nem quando tenta.

O que aconteceu antes ou depois do que eu descrevi aqui não tem a menor importância. Não agora. Não mais.

N.

 

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Um Dia de Domingo

By Nivea Sorensen · Comments (16)
Sunday, March 13th, 2011

Pra lembrar como eles eram quando erámos só os dois.

Não fosse a gripe, a 63ª desde o início da gravidez, esse seria um domingo como outro qualquer. Mas não dá para ignorar o fato de que é um dos últimos domingos da vida como a gente conhece como casal.

Ainda não existe choro, fraldas ou mamadeiras.

Acordamos por volta das 10 da manhã, mas ficamos de bobeira na cama, conversando, até meio-dia. As manhãs são sempre a parte do dia em que eu mais me dou conta de quanto eu o amo.

Ganhei de treat de domingo pão fresco e assado na hora, que ele mesmo fez. E mamão papaya que ele lembrou de comprar no mercado ontem, sem eu ao menos ter pedido. Tudo trazido pra mim, com café, no sofá da sala, junto com o meu MacBook. Depois de um banho, nada me faz mais feliz do que café-da-manhã.

Agora a casa está em silêncio, a não ser pelo barulho do meu teclado e da TV ligada para que I. ouça (já que ele brinca com o iPad) o jogo de rugby.

Como em todos os domingos, eu já cansei de procurar o que fazer. Já terminei minha leitura diária de blogs, de email e de notícias. Já li minhas revistas, já avancei um capítulo no livro que espero terminar antes do meu babóg chegar. Já tentei assistir TV e, como de costume, não encontrei nada que mereça meu tempo.

As cortinas estão todas abertas para aproveitar a luz do sol que não é comum por aqui. Não piso na rua desde quinta-feira quando cheguei do trabalho, mas observando as pessoas que caminham pelo condomínio, através da janela, acredito que esteja muito frio lá fora. Já choveu, já ventou, o sol já se escondeu e voltou a brilhar forte, mais uma vez provando que é só mais um dia comum na ilha.

A decisão mais séria que eu preciso tomar hoje é qual filme escolher para assistir. Depois disso é só me ajeitar no colo dele no sofá e aproveitar o finalzinho de mais um domingo qualquer.

E que com ou sem gripe a semana seja linda. A minha, a dele, e a sua.

N.

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Chá-de-babóg

By Nivea Sorensen · Comments (11)
Saturday, March 12th, 2011

Com o perigo de nunca mais na vida ser convidada para nenhum, devo admitir que odeio chá-de-bebê (e o mesmo vale para chá-de-cozinha).

Primeiro vem aquele convite com o papelzinho trazendo o item que você precisa comprar. Das duas uma, ou a pessoa é específica e pede marca, modelo e tamanho, ou só o que você recebe é um item que na maioria das vezes, se você nunca foi mãe, não faz a menor idéia do que seja. Ou você sabe o que é um mijão, um pagão ou um cueiro?

Já me vi nas duas situações, rodando de loja em loja até achar a mamadeira meubebê2000, tamanho 2 meses e 3 dias, na cor rosa chá escuro, da marca O Rei das Mamadeiras, que custou o olho da cara. Ou então, me deparar com uma prateleira dessas de supermercado com mil e duzentos modelos de mamadeira sem saber qual comprar. Não fiquei contente em nenhuma delas.

Aí vem o chá em si. Montes de mulheres (eu tenho horror a aglomeração de mulheres), aquelas brincadeiras sem graça, pintura com batom na barriga, 3 horas de aberturas de pacote em que a pobre da futura mãe é obrigada a tentar adivinhar o presente (o hipoglós) que a a tia da vó dela embrulhou numa caixa de sapato. Se ela não acertar você ainda corre o risco de ser obrigado a vê-la dançar na boquinha de uma garrafa. Nada digno.

Por isso não quis fazer o tal do chá. Mas ao mesmo tempo não queria desperdiçar talvez a última oportunidade de reunir alguns amigos em casa e celebrar a chegada próxima (dedos cruzados, por favor) do meu babóg.

No último sábado então, sem convite, sem decoração, sem lista de presentinhos, compramos bebidinhas e comidinhas e escolhemos as pessoas mais queridas para celebrar com a gente, inclusive homens:

A que ficou noiva, a da pança, e a do bronzeado "eshperto"

para provar que os meninos também foram convidados

o meu bolo

Ganhei coisas fofíssimas e agradeço de coração a presença de todo mundo.

Para o próximo filho (óhhh), vou mesmo fazer um chá-de-mamãe, e pedir muitos itens para meu uso e abuso pessoal.

N.

p.s. não tirei fotos (shame on me) e as daí de cima são da amiga K.

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