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Diz que dá?


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Diz que ainda dá tempo de eu me dar algumas metas para cumprir nesse resto de mês que me resta?  Sim, porque eu sou a louca das listas, dos calendários e da organização, ordem e progresso e encasquetei que ainda dá.

Na verdade a minha listinha auto-ajuda modesta de “5 passos para um Julho feliz” já estava na minha cabeça desde o início do mês, eu só não tinha publicado (nem parado para pensar o que é plausível ou não).

Ficou assim ó:

1) Emagrecer não é mais objetivo, entrar em forma, sim. Então se eu conseguir ir à academia pelo menos 4 vezes na semana já me dou por contente. Melhor ainda se eu conseguir terminar o mês sem engordar (até agora está difícil, julho tem sido o mês mais festivo, leia-se cheio de comes-e-bebes, da minha agenda);

2) Comprar uma geladeira extra e terminar as pequenas modificações na minha cozinha para receber a fiscalização, último passo no registro da The Sorensen Sweetery;

3) Assistir dois filmes novos e ler dois livros inteiros (começar um terceiro). Mais do que isso, eu PRECISO terminar o mês sem comprar nenhum outro livro. Já contabilizei 42 livros comprados e não lidos até o momento, então enquanto eu não terminar pelo menos uns 10 desses estou proibida de comprar qualquer outra coisa;

4) Fazer duas aulas de direção com o instrutor (e praticar em outras oportunidades com o marido);

5) Publicar um post por dia no blog e inaugurar o layout novo.

Cois pouca, né?

Mas dá, eu sei que dá.

N.

São todos iguais?


Toda criança aos 2 anos sabe o que são triângulos, retângulos, quadrados, circulos, pentágonos, trapézios e octógonos? E todas elas pedem para o pai ou a mãe desenhá-los para que ela possa praticar seus estudos iniciais de geometria?

Diz que sim, né? Porque se não o que a gente faz com essa nerdice toda do meu filho?

N.

PS Conta para ninguém, faz favor, mas eu tive que olhar no google o que era um trapezoid (trapézio) quando ele me pediu para desenhar um outro dia.

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O chico do Erik

Eu sempre sofri sintomas severos de TPM.

O mais grave era o físico, tinha cólicas terríveis, mas tão terríveis que minhas primeiras horas de contrações quando E. nasceu foram encaradas até que numa boa (foram 12 horas do início até quando tomei a anestesia, ou seja, não foi pouco).


Eu sempre sofri sintomas severos de TPM.

O mais grave era o físico, tinha cólicas terríveis, mas tão terríveis que minhas primeiras horas de contrações quando E. nasceu foram encaradas até que numa boa (foram 12 horas do início até quando tomei a anestesia, ou seja, não foi pouco). Precisava de remédios fortes, tinha dificuldades de ficar de pé e muitas vezes fui parar no pronto-socorro para tomar remédios intravenosos.

Ao mesmo tempo tinha os sintomas emocionais, os que aconteciam alguns dias antes das cólicas (por sorte um substituia o outro). Era quase como cair em depressão profunda novamente, ficava muito mal, chorava muito e pelas razões mais abestalhadas que você puder imaginar (um dia chorei a noite inteira porque cheguei em casa e meu pijama preferido não estava embaixo do travesseiro, tinha sido lavado), tomava decisões que me arrependia depois (terminei namoros, pedi demissão, desisti de projetos), ficava completamente fora de mim, carente e infeliz. Nunca precisei anotar o dia da menstruação na agenda. Era só começar a me sentir assim que sabia que em um ou dois dias ela apareceria.

Aguentei isso por alguns anos até procurar um ginecologista que sugeriu a pilula-anticoncepcional para controlar meus hormônios e evitar a TPM. Funcionou e minha vida mudou.

Só que eu nunca me esqueci como me sentia durante esses dias. Talvez por essa razão tenho percebido que o comportamento do meu E. tem sido bem parecido. O que se chama de terrible twos (os terríveis dois anos) nada mais é do que uma TPM que dura aí aproximadamente um ano, aqui em casa mais conhecida, a partir de agora, como o chico do E.

Ele não é mais bebê mas também não é criança. O devenvolvimento dele está à toda, físico, mental, emocional, cognitivo, motor . Ele tem gostos, vontades, preferências mas ainda não sabe expressá-las muito bem. Acredito que nem entenda o que está sentindo, o que quer, ou o porquê das coisas não serem do jeito dele. Ele no fundo não sabe por que não pode passar o dia todo na rua, por que eu não posso deixá-lo correr livre ao lado do lago ou por que ele não pode comer pão a hora que bem entender.  Resultado? Frustração, o que ele também não sabe demonstrar, a não ser se jogando no chão, fazendo escândalo e chorando.

Agora imagina você sentir esse turbilhão de coisas novas, não saber como agir,  e ainda por cima ter alguém gritando com você, ficando irritado, como se tudo o que você fizesse fosse errado e inapropriado? E se essa pessoa que não te entende fosse justamente aquela em quem você mais confia e mais ama? Alguém se sentiria melhor?

Eu acredito que não. Me lembro de que toda minha raiva e angustia sentidas naquela confusão de hormônios (que eu não conseguia controlar, simples assim) podia ser aplacada com um abraço ou uma palavra de compreensão. A pior coisa do mundo era quando alguém dizia que era “frescura”.

Por isso eu tenho feito um esforço enorme para ajudar meu filho a passar dessa fase com o máximo de carinho, respeito e o mínimo de gritos possíveis (sempre escapa um, especialmente quando eu não estou lá muito bem, muito calma). No geral, tenho conseguido. Ou melhor, tenho melhorado nesse sentido. Fico nervosa? Fico, quase sempre. A diferença é que desconto esse nervosismo cada vez menos nele. As vezes, leva tanto tempo para acamá-lo, para acabar com a choradeira, que no final eu acabo chorando sozinha no final do dia, de cansaço, mas ainda assim longe da culpa por ter gritado com ele.

Ele virou um anjo e não dá mais escândalo? Longe disso, quem mudou não foi ele, fui eu que aprendi a fazer com que os ataques de fúria sejam muito menos frequentes, mais curtos e menos traumáticos.

Talvez não tanto para mim, mas com certeza muito mais para ele, que anda muito mais calmo e feliz.

N.

PS. Qualquer hora eu escrevo sobre como eu tenho conseguido acalmá-lo “naqueles dias”, o equivalente ao combo “buscopan-bolsa de água quente-chá de camomila-descanso”.

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De Couro

Completamos 3 anos de casamento hoje.


Completamos 3 anos de casamento hoje.

3 anos;

94,694,400 segundos;

1,578,240 minutos;

26,304 horas;

156 semanas;

1 única certeza: I. é o amor da minha vida.

Tinha tudo para dar errado mas não é que foi a coisa mais acertada que a gente poderia ter feito?

N.

Para reler o que eu escrevi em outros aniversários os links estão aí em baixo:

De Algodão –  clique aqui.

De Papel – clique aqui.

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Joey doesn’t share food

E nem eu.

Sou assumidamente o tipo que come escondida para não dividir e não suporta uma mãozona pegando uma batatinha do meu prato. Sabe aquela pessoa que ganha uma caixa de chocolates e abre para oferecer para todo mundo? Não sou eu.


E nem eu.

Sou assumidamente o tipo que come escondida para não dividir e não suporta uma mãozona pegando uma batatinha do meu prato. Sabe aquela pessoa que ganha uma caixa de chocolates e abre para oferecer para todo mundo? Não sou eu.

Só que agora eu tenho um filho de um ano e meio. Para quem não sabe um filho de um ano e meio é um ser que só pensa em comer o que você estiver comendo, seja o que você estiver comendo animal, vegetal ou mineral.

Ele come primeiro, ainda assim vem pedir da minha comida depois de encher a pança. “Mamãe, papá?” – e aponta para o meu prato. Sim, é papá, você quer? “Hummmm”.  Lá se foi metade do meu wrap de muito tomate e pouco queijo. E. nem come tomate, veja você. Para sobremesa eu tenho salada de fruta, ou melhor, tinha porque eu só consigo comer uma colherada. O resto tem outro fim.

O pior é que meu filho não é só uma criança de um ano e meio. Ele é uma criança de um ano e meio com sangue de viking, lembra? Então ele não só quer tudo o que eu como, ele quer tudo que todo mundo come. Sempre e em qualquer lugar. O que só comprova a descendência bárbara e me mata de vergonha.

E ele insiste, viu? Pede papá, aponta, faz cara de quem não come há 20 dias e em último caso utiliza de força física para pegar comida do prato da visita que me olha meio horrorizada, meio com pena, meio sem saber se continua comendo mesmo depois do meu filho ter enfiado a mão (suja, claro) no prato dela.

Nos playgroups você pode contar que E. vai aparecer comendo um biscoito que não é dele, seguido por uma criança chorona, ou tomando uma mamadeira de leite que também não lhe pertence. Qualquer dia tenho certeza ele vai se pendurar no peito de uma mãe amamentando.

Eu sabia que ia padecer no paraíso, mas que eu ia ter que fazer minhas refeições trancada no banheiro, isso esqueceram de me contar.

N.

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Cadê o babóg bilingue da mamãe?

Achou!

São poucas as palavras que E. fala, talvez muito menos do que bebês na mesma faixa etária, mas eu já percebo que ele entende que aqui em casa a gente fala português e inglês. Os poucos comandos que ele atende (bater palmas, mandar beijos, fazer tchau) são sempre dados nos dois idiomas e recebem sempre a mesma resposta, ou seja, E. sabe que clap your hands e bate palma são a mesma coisa.


Achou!

São poucas as palavras que E. fala, talvez muito menos do que bebês na mesma faixa etária, mas eu já percebo que ele entende que aqui em casa a gente fala português e inglês. Os poucos comandos que ele atende (bater palmas, mandar beijos, fazer tchau) são sempre dados nos dois idiomas e recebem sempre a mesma resposta, ou seja, E. sabe que clap your hands e bate palma são a mesma coisa.

Por exemplo, você pode perguntar em português ou inglês “Onde está o Erik?” que ele imediatamente esconde o rosto com as mãozinhas. O mais engraçado é que outro dia eu insisti em fazer a pergunta sem obter dele nenhuma ação, então disse em inglês “Where’s Erik?” e ele parou o que estava fazendo e olhou para mim com a cara mais espantada do mundo, como se estranhasse o fato de eu estar falando inglês com ele.

Está acontecendo diante dos meus olhos diariamente e eu não consigo deixar de achar a coisa mais incrivel do mundo um bebê que aprende não só a falar e entender uma lingua, mas duas.

Já a palavra “não” ele continua ignorando em qualquer idioma.

N.

Quem, eu?


 

Sou a Nivea, assim mesmo, igualzinho ao creme. Trinta e poucos anos, moro em Dublin, na Irlanda, onde me escondo do sol.

Escrevo mais do que falo, reclamo mais do que escrevo. Um pouco pessimista, um tanto quanto azeda, acredito totalmente no poder do amaciante de roupa e do vanish. Sou historiadora por formação, professora de lingua inglesa por vocação, e dona-da-casa por opção. Toda trabalhada num jeito Amélia de ser, a-do-ro um supermercado e ganhar presente para a casa. Sou do tipo que passa roupa e tudo mais, tá pensando o quê? Mas sou tão obcecada que passo tudo em degradê (alguém falou em TOC?).

Até os 30 nunca tinha quebrado um ovo (não é exagero, não, apesar de eu ser exageradíssima). Hoje quero virar confeiteira e abrir minha própria sweeteria (que recentemente foi batizada, um luxo só)

Sou mãe de um filhote de irlandês, um pequeno viking do cabelo vermelho de água de salsicha. Adoro ser mãe, quase todos os dias, menos às sextas-feiras quando meu babóg vai para a creche. Aí eu gosto mesmo é de ficar sozinha. E menos também quando ele está de mau-humor, ou quando eu estou de mau-humor, ou quando estou muito cansada, ou quando ele está com fogo na fralda… Resumindo, tem dias que quero enfiar ele de volta de onde ele saiu e tem outros que quero mais é um time de rugby em casa, todos de cabelo vermelho, me deixando louca (mas essa vontade passa tão rápido quanto o verão aqui na Irlanda).

Sou metódica, organizada, odeio falar ao telefone, gosto de livrarias e bibliotecas, não ando de salto alto nem de bicicleta, tenho pouca sanidade mental (sim, preciso de pílulas para ser feliz e de terapia), mas no fundo não sou de todo má.

Só quando eu quero.

N.

PS. Sabe que em tantos anos de blog eu nunca tinha me apresentado, assim oficialmente?

[Esse texto foi criado na verdade para o novo blog que ainda está em construção, mas porquê não publicá-lo aqui e agora?]

 

30 Day Song Challenge: Days 26, 27 and 28


Day 26 – A song that you can play on an instrument

Day 27 – A song that you wish you could play

Day 28 – a song that makes you feel guilty

Assim, tudo junto e misturado?

Sim, porque eu não tenho vídeo nenhum para postar nesses 3 dias. Não sei tocar coisa nenhuma em nenhum instrumento. Qual eu gostaria de saber tocar? Qualquer uma que eu postei até agora, claro, já que são minhas músicas preferidas. Culpada? Música nenhuma faz com que eu me sinta culpada.

Mas hoje é meu primeiro dia pós 33 e fiquei com vontade de postar um vídeo de uma das bandas que eu mais ouvi na vida, que eu adoro, e que não apareceu (olha o spoiler, nem vai aparecer) nesse challenge ainda.

A banda é o Suede, o álbum é o todo bom Coming Up, e a música The Beatiful Ones.

Lá, lá, lá, lá…

Bom domingo!

N.