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Força, foco e um pouco de vergonha na cara…

… Que nunca é tarde para traçar um plano de emergência para colocar as coisas em ordem.


… Que nunca é tarde para traçar um plano de emergência para colocar as coisas em ordem.

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Não é segredo para quem me conhece, mesmo que só por aqui, que eu só funciono na base da rotina e organização. Acontece que ultimamente tanto uma coisa quanto outra foram para o ralo por aqui.

Desde a volta das férias não consegui me organizar para colocar as tarefas da casa em ordem, tenho roupa acumulada para passar e não tenho conseguido manter a casa limpa e em ordem. Não leio um parágrafo de livro (nem ao mesmo revista) desde então, na minha cabeceira tenho os mesmos três livros pela metade de meses atrás. Não voltei à academia (com exceção de míseros dois ou três dias), não saí para correr na rua nenhuma vez. Não tenho planejado bem as refeições e tenho comido muita bobagem. Fui ao cinema uma única vez desde a volta. Escrever no blog? Há semanas consigo no máximo dois textos semanais. Além disso, E. tem ido à escolinha três vezes por semana, por meio período, e se antes eu tinha a sexta-feira toda livre agora as três manhãs passam voando e quando eu olho no relógio já é hora de ir buscá-lo.

Resumindo, não me adaptei à nova rotina e não estou feliz com isso.

Achei que uma listinha publicada aqui (e uma prestação de conta daqui há algum tempo) seria bem-vinda para mudar o que não está funcionando para mim.

***

1) ATIVIDADE FÍSICA : Para começo de conversa, três vezes por semana na academia a partir de segunda-feira e pelas próximas duas semanas para fazer musculação e um pouco de aeróbico. Depois dessas duas semanas para pegar no tranco de novo quero voltar a correr na rua e praticar para a corrida de 10km que me inscrevi para o final de agosto. Aí posso sair para correr 3 vezes na semana e ir à academia outros dois. Certeza que depois disso não ir aos finais-de-semana vai ser um sacrifício.

2) ALIMENTAÇÃO: Não quero emagrecer mas preciso voltar a comer bem e não engordar. O que SEMPRE me ajuda é anotar tudo o que entra pela boca e já ter sempre a próxima refeição planejada. Pães e doces vão ser liberados SÓ nos finais de semana, com moderação. Nada de gordice na lista de supermercado e muitas frutas, iogurtes e coisas mais saudáveis para beliscar.

3) MEDITAÇÃO: 20 minutos diários para recomeçar, todos os dias.

4) TEMPO PARA MIM: Cinema uma vez por semana e ir para a cama um pouco mais cedo (e sem telefone ou iPad por perto) para conseguir ler antes de dormir.

5) TEMPO PARA O I.: Programa de casal, ainda que em casa, uma vez na semana: filme e jantar especial. O orçamento nesse momento não permite contratar babysitter mas ainda contamos com a sorte do E. dormir cedo e a gente ter tempo para ficar sozinhos.

6) TEMPO PARA O E.: Duas vezes na semana pelo menos: parque, almoço fora ou cinema (pelo menos uma vez ao mês, só nos dois).

5) BLOG: Como não adianta eu dizer que vou escrever todo dia vou me dar uma meta de três posts semanais. Assim como a academia, quanto mais eu escrevo mais eu consigo escrever, e logo espero estar escrevendo com mais frequência.

6) CASA: Dividir o que precisa se feito durante a semana em atividades diárias planejadas no domingo. Mas nada de me matar para manter tudo no meu padrão de qualidade. Já percebi que com filho em casa na maior parte do tempo eu não consigo que tudo esteja sempre impecável e que ninguém morre se não estiver.

***

Pronto. Agora é só colocar em funcionamento. A partir de segunda-feira, claro, que eu não sou louca de querer começar alguma coisa em pleno final de semana.

O meu aliás já começou, e o seu?

N.

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Controle emocional a gente vê por aqui

Quinta-feira à noite.

Noite de um dia, como sempre, longo e cansativo.

Não consegui acordar às 6 horas para ir à academia como faço quase que diariamente porque fui para a cama depois das 2 da


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Quinta-feira à noite.

Noite de um dia, como sempre, longo e cansativo.

Não consegui acordar às 6 horas para ir à academia como faço quase que diariamente porque fui para a cama depois das 2 da manhã e entre esse horário e as 5:30 E. acordou chorando 5 vezes. Cinco vezes eu levantei zonza de sono e fui ao quarto dele acalmá-lo, dar água, chupeta e o caralho que o fizesse ficar quieto, com o perdão do vocábulo de baixo calão. Mas ó, só vocábulo de baixo calão chega perto de expressar o que é a pessoa levantar da cama 5 vezes em menos de 3 horas sem nem saber o motivo (por várias noites consecutivas). Assim, né, porque o menino não está doente e não consegue explicar o que quer.

Então, é a noite de um dia em que eu já saí da cama antes das 7 da manhã cansada, mais cansada do que eu saio da pior aula na academia.

Noite de um dia em que eu lavei, passei, limpei, joguei bola, fiz jantar, fiz bolo, alimentei, troquei, brinquei, corri, peguei brinquedo, guardei brinquedo, entreti, dei banho, contei estória, cantei, dancei, penteei macaco e todas as outras coisas que uma mãe faz num dia normal.

Louca para dar o horário da criança ir para cama para EU finalmente terminar de arrumar a cozinha, esperar o marido chegar (tarde) do trabalho para jantar, tomar banho e DORMIR. Porra são 10 da noite e eu nem banho tomei ainda!

Claro que nessa noite a criança resolve que não vai dormir e chora copiosamente toda vez que a mãe deixa o quarto. Nessa noite a mãe passa 2 horas indo e vindo da sala para o quarto a cada 3 minutos tentando conversar, abraçar, beijar, dizer que entende, que é hora de dormir, que se precisar é só chamar, quando tudo o que a mãe quer é enfiar a criança de volta de onde ela saiu (sem anestesia mesmo).

Duas horas dessa tortura (não dá nem pra pensar ouvindo ele choramingar)  e a mãe levanta do sofá ensandecida, decidida a quebrar o quarto inteiro e gritar loucamente com o filhodaputa do menino para ver se ele 1) cala a boca ou 2) diz que porra que ele quer da vida.

Aí a mãe respira antes de entrar no quarto (porque eu virei essa super mãe que conta até dez para não gritar, sabe? dessas que se tranca no banheiro e morde a mão mas não grita com o menino, das que vão na cozinha e quebram um prato na parede para não gritar com o menino mesmo).

E a mãe calmamente entra no quarto. Linda, serena, magra, cabelo escovado, protagonista de propaganda de margarina e faz o quê?

Chora. A mãe chora. Mais do que o filho.

Chora copiosamente. De soluçar.

Deitei junto com ele e chorei.

Quando consegui parar de chorar percebi que E., quieto, me olhava com cara de “devo-ter-feito-uma-grande-merda-pra-ela-surtar-desse-jeito” ou “cadê-o-prozac-dela-?”.

Aí como alguém precisava ser o adulto da situação ele me abraçou, disse que me amava, que tudo ia ficar bem e pediu desculpas. Eu pedi desculpas também, expliquei que não estava brava com ele mas estava muito cansada e precisava dormir.  Expliquei que não deveria ter me chateado daquele jeito, que estava de TPM (ao que ele respondeu que também estava). Expliquei (pela milésima vez) que já era tarde, estava escuro e todo mundo precisava descansar. Como todas as noites prometi deixar a luz do corredor acesa, a porta entreaberta, e ir ao quarto todas as vezes que ele precisasse de mim.

Perguntei se ele entendia, ele disse que sim, me deu boa noite, virou para o lado e dormiu.

Dormiu.

N.

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Não basta ser mãe

Tem que ouvir um estrondo vindo da máquina de lavar e tirar do meio da roupa que está lavando não um, mas trinta e dois carros de brinquedo. Tem que tirar um por um, colocar a roupa para lavar de novo e secar os carros.

Tem que achar carrinho dentro do vaso de flores, no abajur, no vão do sofá, embaixo das camas, no box do banheiro. Ontem mesmo antes de tomar banho eu contei 78 carrinhos tirados de dentro da banheira.


Tem que ouvir um estrondo vindo da máquina de lavar e tirar do meio da roupa que está lavando não um, mas trinta e dois carros de brinquedo. Tem que tirar um por um, colocar a roupa para lavar de novo e secar os carros.

Tem que achar carrinho dentro do vaso de flores, no abajur, no vão do sofá, embaixo das camas, no box do banheiro. Ontem mesmo antes de tomar banho eu contei 78 carrinhos tirados de dentro da banheira.

Tem que saber o que são dumper trucks, diggers, cranes e todas as modalidades de caminhões e tratores. Em português e inglês.

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Tem que abrir espaço no meio da sala e construir pista para os carrinhos.

Tem que brincar junto mesmo que seja quase meio dia e você ainda se encontre de pijama, com louça suja na pia e uma pilha de roupa para passar. Mesmo que você não esteja bem.

Porque na minha cabeça não entra ser mãe e não participar.

N.

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Casa da mãe Joana

Ou melhor, a casa dos avós (a quem E. chama de “nana and papa”) em Killarney:


Ou melhor, a casa dos avós (a quem E. chama de “nana and papa”) em Killarney:

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Lá pode tudo. Pode comer cogumelo cru, pode andar sem fralda a tarde inteira, passar o dia comendo só frutas, jantar gelatina. Pode brincar na piscina de água e no tanque de areia, correr e rolar na grama. Pode usar pedaços velhos de madeira para construir trilhos de trem e pontes. Pode brincar com o cachorro ou brincar de cozinhar no fogão feito com uma caixa de papelão. Pode brincar com milhões de peças de lego que eram do pai ou brinquedos de madeira que minha sogra tem há mais de 30 anos, desde a época que trabalhava com crianças e treinamento de professoras do ensino infantil. Pode subir e descer as escadas, mesmo todo sujo de areia e pular a soneca da tarde.

Eu posso, inclusive, ficar tranquila que enquanto eu estou aqui e ele lá (por 4 ou 5 dias) ele está feliz e bem cuidado.

N.

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Diz que dá?


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Diz que ainda dá tempo de eu me dar algumas metas para cumprir nesse resto de mês que me resta?  Sim, porque eu sou a louca das listas, dos calendários e da organização, ordem e progresso e encasquetei que ainda dá.

Na verdade a minha listinha auto-ajuda modesta de “5 passos para um Julho feliz” já estava na minha cabeça desde o início do mês, eu só não tinha publicado (nem parado para pensar o que é plausível ou não).

Ficou assim ó:

1) Emagrecer não é mais objetivo, entrar em forma, sim. Então se eu conseguir ir à academia pelo menos 4 vezes na semana já me dou por contente. Melhor ainda se eu conseguir terminar o mês sem engordar (até agora está difícil, julho tem sido o mês mais festivo, leia-se cheio de comes-e-bebes, da minha agenda);

2) Comprar uma geladeira extra e terminar as pequenas modificações na minha cozinha para receber a fiscalização, último passo no registro da The Sorensen Sweetery;

3) Assistir dois filmes novos e ler dois livros inteiros (começar um terceiro). Mais do que isso, eu PRECISO terminar o mês sem comprar nenhum outro livro. Já contabilizei 42 livros comprados e não lidos até o momento, então enquanto eu não terminar pelo menos uns 10 desses estou proibida de comprar qualquer outra coisa;

4) Fazer duas aulas de direção com o instrutor (e praticar em outras oportunidades com o marido);

5) Publicar um post por dia no blog e inaugurar o layout novo.

Cois pouca, né?

Mas dá, eu sei que dá.

N.

São todos iguais?


Toda criança aos 2 anos sabe o que são triângulos, retângulos, quadrados, circulos, pentágonos, trapézios e octógonos? E todas elas pedem para o pai ou a mãe desenhá-los para que ela possa praticar seus estudos iniciais de geometria?

Diz que sim, né? Porque se não o que a gente faz com essa nerdice toda do meu filho?

N.

PS Conta para ninguém, faz favor, mas eu tive que olhar no google o que era um trapezoid (trapézio) quando ele me pediu para desenhar um outro dia.

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O chico do Erik

Eu sempre sofri sintomas severos de TPM.

O mais grave era o físico, tinha cólicas terríveis, mas tão terríveis que minhas primeiras horas de contrações quando E. nasceu foram encaradas até que numa boa (foram 12 horas do início até quando tomei a anestesia, ou seja, não foi pouco).


Eu sempre sofri sintomas severos de TPM.

O mais grave era o físico, tinha cólicas terríveis, mas tão terríveis que minhas primeiras horas de contrações quando E. nasceu foram encaradas até que numa boa (foram 12 horas do início até quando tomei a anestesia, ou seja, não foi pouco). Precisava de remédios fortes, tinha dificuldades de ficar de pé e muitas vezes fui parar no pronto-socorro para tomar remédios intravenosos.

Ao mesmo tempo tinha os sintomas emocionais, os que aconteciam alguns dias antes das cólicas (por sorte um substituia o outro). Era quase como cair em depressão profunda novamente, ficava muito mal, chorava muito e pelas razões mais abestalhadas que você puder imaginar (um dia chorei a noite inteira porque cheguei em casa e meu pijama preferido não estava embaixo do travesseiro, tinha sido lavado), tomava decisões que me arrependia depois (terminei namoros, pedi demissão, desisti de projetos), ficava completamente fora de mim, carente e infeliz. Nunca precisei anotar o dia da menstruação na agenda. Era só começar a me sentir assim que sabia que em um ou dois dias ela apareceria.

Aguentei isso por alguns anos até procurar um ginecologista que sugeriu a pilula-anticoncepcional para controlar meus hormônios e evitar a TPM. Funcionou e minha vida mudou.

Só que eu nunca me esqueci como me sentia durante esses dias. Talvez por essa razão tenho percebido que o comportamento do meu E. tem sido bem parecido. O que se chama de terrible twos (os terríveis dois anos) nada mais é do que uma TPM que dura aí aproximadamente um ano, aqui em casa mais conhecida, a partir de agora, como o chico do E.

Ele não é mais bebê mas também não é criança. O devenvolvimento dele está à toda, físico, mental, emocional, cognitivo, motor . Ele tem gostos, vontades, preferências mas ainda não sabe expressá-las muito bem. Acredito que nem entenda o que está sentindo, o que quer, ou o porquê das coisas não serem do jeito dele. Ele no fundo não sabe por que não pode passar o dia todo na rua, por que eu não posso deixá-lo correr livre ao lado do lago ou por que ele não pode comer pão a hora que bem entender.  Resultado? Frustração, o que ele também não sabe demonstrar, a não ser se jogando no chão, fazendo escândalo e chorando.

Agora imagina você sentir esse turbilhão de coisas novas, não saber como agir,  e ainda por cima ter alguém gritando com você, ficando irritado, como se tudo o que você fizesse fosse errado e inapropriado? E se essa pessoa que não te entende fosse justamente aquela em quem você mais confia e mais ama? Alguém se sentiria melhor?

Eu acredito que não. Me lembro de que toda minha raiva e angustia sentidas naquela confusão de hormônios (que eu não conseguia controlar, simples assim) podia ser aplacada com um abraço ou uma palavra de compreensão. A pior coisa do mundo era quando alguém dizia que era “frescura”.

Por isso eu tenho feito um esforço enorme para ajudar meu filho a passar dessa fase com o máximo de carinho, respeito e o mínimo de gritos possíveis (sempre escapa um, especialmente quando eu não estou lá muito bem, muito calma). No geral, tenho conseguido. Ou melhor, tenho melhorado nesse sentido. Fico nervosa? Fico, quase sempre. A diferença é que desconto esse nervosismo cada vez menos nele. As vezes, leva tanto tempo para acamá-lo, para acabar com a choradeira, que no final eu acabo chorando sozinha no final do dia, de cansaço, mas ainda assim longe da culpa por ter gritado com ele.

Ele virou um anjo e não dá mais escândalo? Longe disso, quem mudou não foi ele, fui eu que aprendi a fazer com que os ataques de fúria sejam muito menos frequentes, mais curtos e menos traumáticos.

Talvez não tanto para mim, mas com certeza muito mais para ele, que anda muito mais calmo e feliz.

N.

PS. Qualquer hora eu escrevo sobre como eu tenho conseguido acalmá-lo “naqueles dias”, o equivalente ao combo “buscopan-bolsa de água quente-chá de camomila-descanso”.

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De Couro

Completamos 3 anos de casamento hoje.


Completamos 3 anos de casamento hoje.

3 anos;

94,694,400 segundos;

1,578,240 minutos;

26,304 horas;

156 semanas;

1 única certeza: I. é o amor da minha vida.

Tinha tudo para dar errado mas não é que foi a coisa mais acertada que a gente poderia ter feito?

N.

Para reler o que eu escrevi em outros aniversários os links estão aí em baixo:

De Algodão –  clique aqui.

De Papel – clique aqui.