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Quem conta

33 anos, paulistana, paulista e são-paulina, casada com um irlandês. Louca por bolo, pastel, literatura, cinema, corujas e girassóis. Ex-professora de inglês e mãe in the making.

Que Seja Doce

“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”

Caio F.

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Archive for O que usar?

Só na sapatilha

By Nivea Sorensen · Comments (30)
Tuesday, August 23rd, 2011

Eu acredito em 3 coisas na vida:

1) Amaciante de roupas funciona;

2) Se é saudável o gosto não é bom;

3) Se não é confortável não me pertence.

É por essa última razão que eu não gosto de sapatos. Se forem de salto alto então eu acho uma afronta ao meu bem-estar, e ao dos que estiverem olhando enquanto eu tento (em vão, diga-se de passagem) me equilibrar sobre eles com um mínimo de dignidade.

Eu gosto mesmo é de all-star como eu expliquei aqui, e de sapatilhas.

Por isso eu amo a Irlanda. Se no Brasil eu tinha uma dificuldade enorme em encontrar sapatilhas que eu gostasse  e que não tentassem assassinar meus dedinhos, aqui a variedade (de estilo e de preços) é coisa de Deus. Tem sapatilha que você dobra para colocar na bolsa (e trocar por aquele salto altíssimo na balada, ou no escritório), e sapatilha descartável. Quer dizer, de tão barata dá para usar e jogar fora (eu fiz isso durante os últimos meses de gravidez, quando o pé aumentou de tamanho). Iria gastar muito mais para lavá-las, então depois de usadas por alguns dias elas iam direto para a lata de lixo.

Agora o melhor de tudo, na minha opinião, são as sapatilhas-meia, para usar indoors:

São bem macias, e tem uma sola com pontinhos emborrachados para não escorregar. Tudo bem que elas não primam pela beleza, mas para mim que odeio ficar de sapato em casa, são perfeitas. Evitam que eu ande descalça e fique com os pés sujos, evitam que eu ande de chinelos e faça barulho (o que pode acordar E.), e além disso são ótimas para encharcar o pé de creme hidratante e ficar com eles macios pelo resto do dia. Sem falar que no frio deixam os pés quentinhos.

Se um dia eu voltar para o Brasil levo na mala um monte delas.

E me chamem de velha que eu tô nem aí.

N.

Comments (30)
Categories : O que usar?, Pretensões e Desabafos, Produtos e afins, Vida na Irlanda

O Que Usar (parte 2)?

By Nivea Sorensen · Comments (11)
Thursday, April 7th, 2011

A combinação primavera/verão e minhas últimas semanas de gravidez não estão me fazendo muito bem. Ou melhor, não fazem bem ao meu guarda-roupa.

Tá feio o negócio. Mesmo. Tão feio que há dois dias eu estou usando calça de pijama para ficar em casa. Ou seja, sem glamour nenhum. Na verdade sem nenhuma dignidade. Aí eu penso, vou sair e comprar umas roupas. Mas para sair e comprar umas roupas eu tenho que vestir alguma coisa primeiro. Aí eu olho pro meu guarda-roupa gravidez/inverno 2011 (que já mal me serve) e para o sol lá fora e desanimo completamente.

As calças jeans que eu comprei ainda lá no início da gravidez me servem bem, é verdade. O elástico na barriga funcionou que é uma maravilha e elas realmente cresceram comigo. Eu só não gosto muito de usá-las em casa, não acho muito confortável e além disso dentro do meu apartamento já é alto verão. Queria mesmo alguma coisa mais fresquinha.

E as blusas, então?. As que eu estava usando até bem pouco tempo atrás além de não darem mais conta da barriga, estão muito quentes para o tempo loucamente ensolarado que está fazendo em Dublin. Como minha barriga começou a aparecer só no outono/inverno, nem cheguei a comprar nada de verão.

Problema maior, é que há essas alturas eu não quero comprar nada mesmo. Roupas de maternidade estão absolutamente descartadas porque custam uma fortuna e eu não vou usar por muito tempo (se chegar a usar). Resta-me comprar roupas normais de tamanhos grandes. Mas nem com essas eu quero gastar. Afinal, são no máximo mais algumas semanas, né?

Além disso, assim que o babóg nascer lá vou eu ter que comprar tudo de novo. O que eu comprar agora vai ficar muito grande e tudo o que eu tinha vai ficar pequeno. Sem contar que as blusas vão ter que ser aquelas próprias para amamentação.

Só de escrever tudo isso eu já me cansei. Estou pensando seriamente em esperar meu filho de pijamas mesmo, trancada dentro de casa. Mesmo porque só assim eu evito a inveja louca gastura de ver a Gisele Bundchen, linda, loira, magra e usando vestidos de verão esvoaçantes, espalhada em todos os cantos da cidade, em anúncios da H&M.

Alguém aí me ensina o segredo de se manter algum nível de dignidade durante a gravidez? Porque eu passei longe, longe disso…

N.

PS. a propósito, o sol se esconde debaixo de chuva hoje por aqui.

Comments (11)
Categories : Barriga, Gravidez, O que usar?, Pretensões e Desabafos

Com que roupa eu vou?

By Nivea Sorensen · Comments (8)
Saturday, February 26th, 2011

Eu estou longe de ser o tipo de pessoa que se preocupa excessivamente com o que vai usar.

Não dou muita importância para marcas mas gosto de coisa de qualidade. Se for para parecer um outdoor ambulante exibindo logos e etiquetas, não uso. Mas também tenho horror à Penneys*, salvo raríssimas exceções.

Gosto de conforto e meu armário é basicamente composto de jeans e blusinhas. Aliás, tenho sorte que no trabalho não preciso me vestir formalmente.

Mas obviamente eu não escreveria um post sobre isso. O assunto aqui é o que vestir numa situação dessas que não acontecem todos os dias, e pela qual eu nunca passei: o parto.

Há meses a bendita mala do hospital vinha me tirando o sono. A minha, não a do babóg. Ou melhor, a minha mais do que a do babóg. Porque por mim faria uma mala gigante com tudo o que eu por ventura possa precisar, e com mil opções para o antes, o durante, e o depois.

Quer dizer, o antes pouco importa porque vou terminar indo para o hospital com o que tiver vestindo em casa mesmo. E aí bateu a dúvida maior: o que usar no durante?

Se fosse uma cesárea não teria esse problema, porque acho eu que uma cesárea deve exigir toda aquela parafernália cirúrgica. Mas para o parto normal eu mesma tenho que providenciar o que usar.

Fui ao google então: “parto normal, o que vestir”. Em português a pesquisa não resultou em nada, claro, afinal no Brasil parto normal é cesárea. Em inglês dei mais sorte e encontrei milhares de fóruns com conselhos de outras mães. Basicamente todas diziam a mesma coisa: eu precisaria de uma camisola, confortável o bastante para acomodar a barriga, e aberta na frente para permitir contato e amamentar o bebê nos primeiros minutos após o nascimento. Consenso geral também que melhor que a peça em questão seja bem velha, ou não custe muito, uma vez que vai ficar completamente inutilizável depois.

Considerei por alguns minutos comprar algo bem barato na Penneys mesmo. Uma daquelas camisetas grandonas de dormir. O problema é que acho todas horrorosas, principalmente aquelas com motivos infantis ou cores esdrúxulas. Pior ainda se for Disney. Eu que já não estou exatamente empolgada com o fato de ter um parto normal, gostaria de evitar ter um pateta estampado na barriga. Verdade, não quero estar feia na primeira vez que meu filho me ver.

Mentira, estou usando meu filho como desculpa. Eu não quero estar feia e ponto. Já não existe lá muita dignidade num parto normal, você há de concordar, então quanto mais da minha eu puder salvar, melhor.

Uma vez decidido isso resolvi que compraria uma camisola de gestante. Mas olhando os sites de algumas marcas, fiquei chocada com os preços. Afinal de contas, eu também não quero gastar uma fortuna numa camisola que vai ser jogada fora depois de usada uma única vez.

O problema foi finalmente resolvido alguns dias atrás na Mothercare: acabei encontrando em promoção exatamente o que eu procurava, uma camisola descente que não me custou os olhos da cara. Comprei pijamas para o depois também, desses que permitem amamentar.

E foi aí que mandei o orçamento ralo abaixo e comprei TUDO novo: toalhas grandes e macias, roupão, desnecessaires novas, mini produtos de higiene pessoal (desses que custam muito mais caro do que as embalagens de tamanho normal), além de todas as necessidades (calcinhas descartáveis, absorventes, protetores de seio). Enfim, tranqueira suficiente para uma estadia de semanas no hospital, cobrindo qualquer eventualidade.

Quando I. olhou a quantidade de sacolas espalhadas pela sala e me olhou com cara de “onde foi parar toda aquela conversa sobre querer economizar ao máximo?” eu tive que apelar para o meu filho mais uma vez (ou melhor, nessas horas ele é nosso filho): fiz cara de manha e disse que já que ia dar um filho para ele o mínimo que podia fazer é me oferecer um mínino de conforto, não é?

E ai dele se discordar.

N.

PS.: a Penneys, se você não mora na Irlanda, é uma loja de preços acessíveis e qualidade mais do que duvidosa.

Comments (8)
Categories : Chantagem emocional, Gravidez, O que usar?, Parto

Um par de tênis para o bebê Sorensen

By Nivea Sorensen · Comments (7)
Friday, November 19th, 2010

No Brasil a gente chama só de “All Star“, aqui na Irlanda, assim como no Reino Unido, ele se chama “Converse“.

Quando adolescente eu não me lembro de usar, mas depois de adulta, pelo menos dois pares, um preto e um branco (sempre os de cano baixo, já que os de cano alto não combinam com minhas canelas grossas) sempre habitaram meu guarda roupa.

Na primeira viagem a Europa me espantei com o preço e me arrependi de ter carregado comigo um par só. Ainda bem que voltei para casa antes do previsto, e feliz por encontrá-los a preços acessíveis adicionei os coloridinhos a minha coleção.

Na Cultura Inglesa tive que aposentá-los, já que eles não faziam parte do dress code da empresa. Aderi às sapatilhas a contragosto (viu só porque eu tinha medo de ser mãe de menina?)

Aqui na Irlanda não é sempre que o tempo me permite usá-los.

Já ouvi dizer por aqui que é tênis de knacker (um termo pejorativo utilizado para descrever os irlandeses de baixa renda, famosos por circular por aí de moleton). Nem sei se é verdade porque, como eu já disse, não custa barato por essas bandas. Se for também estou pouco ligando afinal eu não passo por irlandesa mesmo.

Ligo tão pouco que usei no meu segundo casamento:

Tão pouco mesmo que a primeira coisinha que eu comprei para o meu filhote, assim que soube que teria um menino, foi o menor par de “all star” que consegui encontrar. Minúsculo, vermelho e de cano alto.

Porque mesmo nascendo na Irlanda, com sangue irlandês/inglês/brasileiro, sobrenome norueguês, e sabe-se lá se parecido comigo ou com o pai de barba ruiva, vai ser o MEU bebê.

N.

PS. I. não gosta quando eu digo que é “meu” bebê, então não conta pra ele, tá?

Comments (7)
Categories : Meu babóg, O que usar?, Produtos e afins, Vida na Irlanda

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