Já parou para se perguntar o que acontece com as meias dentro da máquina de lavar?

Eu sempre quis saber onde diabos elas vão parar. Sim, porque eu (a organização em formato de mãe), jamais colocaria uma única meia para ser lavada, e mesmo assim, não é raro encontrar só uma ao final do ciclo. Onde foi parar o par dela?

E as tarrachinhas de brinco que caem no chão para nunca mais serem encontradas? Tantas coisas que somem sem mais nem menos.

Eu posso ainda não ter descoberto para onde elas vão, mas arrumei solução para econtrá-las. É só deixar E. engatinhando livre-leve-e-solto pela casa. Tiro e queda, a meia, a tarrachinha (e outros objetos nem sempre identificados) vão parar na boca dele.

Uma vez foi um anel, que eu não via desde que nos mudamos para esse apartamento há mais de um ano, que eu já havia desistido de encontrar, e que quase foi engolido. Se eu não chegasse a tempo iria encontrar o anel horas mais tarde, na fralda.

Idem com as chupetas. Uma hora não existe nenhuma para contar estória, na hora seguinte lá está ele com uma na boca, tirada sabe-se lá de onde.

E comida então? Apesar de passar o aspirador de pó diariamente, E. consegue sempre encontrar um queijinho, uma ervilha do jantar do dia anterior, e outras coisas já em estado de decomposição.

Outro dia mesmo foi um pedacinho de pão que eu poderia jurar deve ter sido servido na mesma época da Santa Ceia.

E eu ainda esterelizando mamadeira, veja só você.

N.