**Já vou logo avisando, antes do post, que meu mau-humor vai ao infinito e avante quando eu estou doente, e sem dormir.**

Tenho uma preguiça de carnaval. Uma preguiça tão grande, uma falta de boa vontade para tentar entender o que se passa.

Acho tudo ridículo, do batuque da bateria (uma barulheira sem fim e SEMPRE igual) às letras nonsense dos sambas-enredo (do tipo: “Maculelê, do reino da África às savanas do inteiror nordestino”), passando por aquela mulherada pelada. Para que tanto silicone minha gente? Ou melhor, para quê tanto silicone mal colocado? Um monte de peito tudo igual. Um monte de bunda chacoalhando. Aquele monte de pena de pavão, ganso ou o que quer que seja nas “fantasias” (oi? tá fantasiada de quê nega? ah, tá de “luar do sertão”, entendi).

E rainha de bateria? Serve para quê?

E nem me fale em carnaval de rua. Trio elétrico, aquele mundo de gente grudada umas nas outras, música ruim em alto volume.

Vê lá se não faz muito mais sentido come(r)morar o Pancake Day* (que acontece nos países de lingua inglesa hoje)?

Eu sou muito mais comer panqueca do que pular carnaval. Muito mais.

Vai ver é por isso que eu sou gorda, né?

N.

PS. aqui em casa hoje de manhã até E. comeu suas panquequinhas, mas sem açúcar, ao contrário da mamãe e do papai.

* reza a lenda que o Pancake Day surgiu há muito tempo atrás para que as pessoas consumissem todo o açúcar, ovos, farinha e leite, alimentos que não poderiam ser consumidos no período de quaresma que começa amanhã.