Contei outro dia que não tive uma experiência muito boa na primeira ida ao baby/toddler group do meu bairro. Para quem não leu, ou não lembra, fui ignorada pelas mães irlandesas e babás filipinas (onde eu moro todas as babás, sabe-se-lá-porque, são filipinas) e não fiz nenhuma melhor amiga de infância (é agora que você começa a chorar).

Pior que isso foi ver o meu pequeno sofrendo para conseguir um brinquedo para chamar de seu, no meio de crianças um pouco mais velhas, e mães sem educação (afinal se seu filho tira o brinquedo do meu, é sua responsabilidade ir lá e devolver para ele).

Sai de lá meio brava e doida para arquitetar uma vingança do tipo vilã de novela das oito.

A oportunidade veio logo na semana seguinte (na quinta-feira passada), já que E. pegou a gripe maldita que eu estava. Ficamos mal, ele e eu, eu e ele. Bem mal. E pensei comigo “por que não espalhar?” Por que ficar com o menino dentro de casa se eu poderia sair e infectar metade do bairro? Fiquei imaginando aquele monte de criancinhas (só os filhos das mães sem educação), mães irlandesas e babás filipinas voltando para casa com febre, nariz escorrendo, olhos lacrimejando, tosse, dores musculares, o pacote completo.

Vingança com gosto de catarro. E sem dó, viu? Tudo merecido. Tudo para defender a minha cria. Com unha, dentes, e espirros.

Eu já me sentia a mistura de Odete RoitmanNazaré Tedesco.

Mas aí… aí o dia amanheceu feio, escuro, tava um frio tão grande. Eu ainda baqueada com a gripe, me sentindo a última das criaturas. Decidi que tirar o pijama, tomar banho, era muito esforço.

No final das contas liguei a TV, fiz um chocolate quente e cheguei a conclusão que até para ser má a gente precisa vencer a preguiça.

Que coisa, não?

N.

PS: Agora estou considerando fazer vodu, que acho que dá menos trabalho, ou pelo menos pode ser feito do aconchego do meu lar.