Faz mais de duas semanas que eu estou gripada. Alguém me diz se tem o menor cabimento uma coisa dessas? Não estou falando de pouca coisa, não: febre, dores no corpo, muita dor de cabeça por causa da sinusite, dor de garganta, tosse. À noite não consigo dormir, de dia tenho mais sono do que vontade de viver.

Não melhorei nada, mesmo me entupindo de remédios, mas pior do que isso foi o babóg também ter ficado doentinho.

Primeiro uma chatice sem fim, uma manha que não acabava mais, mão na boca o tempo inteiro, babando sem parar, falta de apetite: dentinhos de cima cortando a gengiva da criança (o direito até já deu as caras). Aí veio o nariz escorrendo, febre baixa, tosse, menos apetite e acordando de hora em hora durante à noite toda: gripe. Se não bastasse os olhos incharam, ficaram vermelhos, com um líquido amarelado saindo sem parar: conjuntivite. Aí a febre aumentou de vez, duas noites de muita gritaria, apetite nenhum e só o colo fazia com que ele parasse de chorar por alguns minutos: infecção nos dois ouvidos.

Assim, tudojuntomisturadoaomesmotempo. Uma judiação com um babóg ainda tão pequeno.

Na última sexta-feira, quando voltamos do médico e ele começou a tomar os antibióticos o único jeito de fazê-lo dormir foi assim:

No meu colo, a tarde inteirinha. Não é a cara (e os pezinhos) da derrota?

Agora ele está um pouquinho melhor, tem tirado uns cochilos durante o dia, se alimentado melhor e os olhos já estão curados. À noite, no entanto, ainda tem dado muito trabalho. Muito mesmo, afinal estamos acostumados com um bebê que dorme de 12 a 13 horas por noite, direto, desde os 4 meses de idade.

Eu? Tenho dores nos braços de tanto carregá-lo, bolhas nos pés por tê-lo levado ao médico a pé e com o sling (péssima idéia), continuo dopada de remédios. Passei do fundo do poço, estou com olheiras de urso panda depois de uma balada forte, muito precisada de uma noite de sono ininterrupta e a beira de um ataque de nervos.

E ainda estamos na segunda-feira.

N.