Pretensões e Desabafos

No grito

1984384

Eu sou a mãe que grita.

Por mais que eu odeie admitir o fato, eu me tornei a mãe que grita na tentativa de ser a mãe que não bate, não belisca, não chacoalha, não ofende.

Não bater, não beliscar, não chacoalhar e não ofender está escrito no meu manual de mãe, aquele escrito por mim, de acordo com o que eu acredito ser o melhor para a educação do meu filho, de acordo com o que o meu marido acredita também. Nenhuma critica à quem acha que uma palmadinha não dói.

Acontece que nos últimos tempos eu tenho percebido que não bater, não beliscar, não chacoalhar e não ofender não é assim tão fácil, não é natural para mim, infelizmente. Quando E. dá seus xiliques homéricos tudo o que eu quero é bater, beliscar, chacoalhar e ofender. Às vezes, tudo ao mesmo tempo, re-pe-ti-das vezes. E então eu grito.

Talvez grite mais comigo mesma do que com ele. Um jeito de ME acalmar, de estravazar a MINHA raiva e a MINHA frustração com a situação.

Ontem mesmo, antes das 10 da manhã eu já estava quase sem voz. Uma porque eu estava extremamente cansada, outra porque ele estava extremamente afoguetado.

Quando isso acontece, ou melhor, depois que acontece, eu percebo que nada me diferencia dele, apesar dos 32 anos que nos separam. Ele chora, se debate e chuta por estar frustrado e porque as coisas não são como ele quer, e eu faço o mesmo, gritando. Ou seja, que educação eu estou oferecendo? Nenhuma.

Eu grito e gritando eu ensino que é assim que a gente se faz ouvir.

Grito e gritando eu me distancio cada vez mais da mãe que eu queria ser.

Quero muito mudar. Será que tenho jeito?

N.

PS. essa semana postei no Facebook um video da minha mãe tentando trocar a fralda de E. enquanto ele achava que ia ser cozido com batatas no forno microondas. Se alguém quiser dar uma olhada e dar um pitaco sobre como lidar com tamanho dramalhão mexicano, ou só me dar um abraço, faz favor. O vídeo está na página do Que Seja Doce no Facebook mas eu vou apagá-lo em breve.

52 Comments

39 anos; brasileira que mora na Irlanda; mãe de um filhote de irlandês do cabelo vermelho e muito fogo na bunda, de uma pimentinha de olhos grandes e curiosos e de uma caçulinha que é só sorrisos.

Previous Post
March 22, 2013
Next Post
March 22, 2013

52 Comments

  • Priscila Santos

    Ni, eu te dou o abraço porque sei o quanto é dificil!!!!!
    boa sorte, mas coloca ele para pensar no cantinho da disciplina que as vezes funciona…..pelo menos com a Mariana sim!!!!
    beijos

  • Sue

    Minha mãe teve 6 filhos, sempre apanhamos e nunca morremos. Pelo contrário, pensávamos 2x antes de fazer algo, pq se não sabia que a peia rolaria.
    As vezes o que falta é peia pra ver se surge o medo e com isso um pouco mais de respeito.
    Cantinho da disciplina nem sempre funciona, funciona com aquelas criancas menos danadas, com crianças do tipo do seu, as vezes temos q ser mais práticas, talvez o dia q vc der uma sacudida nele legal…. ele vai te olhar assustado e pensar mais. Veja bem, nao falo de espancamento, mas algumas palmadas de vez em quando nao fazem mal a ninguém.
    Desculpa a intromissao , mas sempre leio o teu blog, vc parece ser uma pessoa muito boa, mas acredito que se vc puder ser mais dura um pouco quem sabe nao melhora?

    • Nivea Sorensen

      Sue,
      Por favor não se desculpe por intromissão nenhuma. Se eu escrevi foi porque queria ouvir outras opiniões. Eu também tomei minhas chineladas, e como eu disse, não olho feio para quem dá uma palmada nos filhos de vez em quando. Eu sou dura, sim, mas ainda prefiro não bater porque queria que ele me respeitasse não por medo de apanhar. Minha sogra criou os três filhos dessa maneira e eles têm pelos pais um respeito enorme.
      Obrigada pelo seu comentário.
      x

  • Karina M.

    Amiga,

    Tb sou a mae que grita. E como grito!
    Tb ja tentei me controlar, mas pra nao dar umas palmadas, beliscao, chacoalhao e etc acabo berrando com o menino.
    E o pior e que ele nao se intimida mais com os meus gritos.
    Oremos!

  • Dayane

    Nivea, estamos juntas nessa. Tenho vergonha, sei que estou errada, dando mau exemplo e por cima não resolve nada, mas às vezes não consigo segurar um grito.
    Quanto a troca de fralda, quem sabe esse link aqui ajuda: http://www.challengingbehavior.org/do/resources/documents/life_easier_diapering%20and%20tipcard.pdf
    Leah nunca deu muito trabalho pra trocar fralda não e quando quis começar a dar, eu dava adesivos pra ela na hora da troca. Espero que alguma coisa aí do link ajude vocês. Beijos

    • Nivea Sorensen

      Dayane, eu já dei a alma para ele pra ver se ele se distrai na hora da troca, nada resolve. Vou olhar o link.
      Um beijo e obrigada.

  • Ana Paula

    É… Nao é facil. Minha mae e da filosofia do tem q explicar tudo para a criança. Engraçado q com ela, Alice (1 ano e 3) presta atençao e entende. Mas parece q comigo nem sempre funciona. Mas sigo ovindo os conselhos dela e praticand. Sei q daqui a pouco ela sera outro bebe e as coisas mudarao. Vamos se consiguirei mantera paciencia.
    Ha pouco tempo alice estava mais ou menos como E., nao parava pra trocar fralda. Ja tentou dar algo pra ele ficar mexendo, brincando? Hj uso livrinhos e um frasquinho de creme manipulad – q ela abre e fica cheirando e eu fecho pro creme nao cair, e ela abre de novo… Enfim… Mas consigotrocar a fralda com mais tranquilidade.

    • Nivea Sorensen

      Ana Paula, já tudo que você imaginar pra ele brincar durante a troca. Minha sogra é assim também.
      Um beijo o obrigada pelo comentário.

  • cynthia

    Pois sabe que minha mãe era assim , na verdade ela grita muito até hoje, meu irmão de 14 anos que o diga, por isso eu não sou de gritar, aqui em casa é na base do castigo, geralmente se tira o que gosta e/ou coloca sentado até se acalmar quando o negócio é birra e manha.
    Já usei a varinha, embora tenha me arrependido e foi abolida até o presente momento.
    Como são 3 aqui em casa, cada qual eu vou testando e vendo o que funciona, tem o ignorar e depois conversar, tem o dar um bronca já explicando. Embora teve uma vez que eu gritei muito e eles ficaram me olhando de olhos arregalados e mais tarde o de 7 anos me veio com a frase : Nossa mãe hoje de manhã você estava louca né?
    Depois disse não lembro de ter gritado novamente, te desejo força e boa sorte!!
    Bjks

  • Ananda Etges

    Nivea,

    Aqui é igual. Eu me seguro para não bater, beliscar e sacudir e me acabo nos gritos. Odeio isso e me sinto uma criança como o Vítor, como tu mesma disse. Se achar uma solução me avisa. Aqui tbm tá foda o negócio.

    Beijos

    • Nivea Sorensen

      Ananda,
      Estou tentando manter a calma e conversar com ele. Vamos ver se ameniza o drama.
      Beijos e boa sorte pra você também.

  • Erica

    Oi, Nivea… já havia visto o video e posso te dizer que conheço bem essa situação. Meu menorzinho, que durante o dia sempre foi um doce, cheio de carinho e amor, agora passa por episódios como o que você mostrou – a diferença é que ele já está com 2 anos e meio, mas como o seu, sob influência dos famigerados terrible twos. Meu mais velho também teve essa fase e por isso eu digo, passa! Pode demorar, mas passa! Até lá, deixo meu abraço, um abraço de quem viveu e vive situações muito parecidas e nem por isso deixou de querer ter o segundo e, pasme, adoraria (insanamente) ter o terceiro. Acho que o cansaço fritou meus miolos.
    Tente não se culpar, você está fazendo o seu melhor, o que é possível fazer. Quem foi que disse que ser mãe é ser perfeita? Somos humanas, caramba!
    Beijos e se cuida.

    • Nivea Sorensen

      Muito obrigada, Erica. Eu também quero muito o segundo, quem sabe um terceiro.
      Beijos

  • rose

    Oi, Nivea, volta e meia passo por aqui, e te deixo um abraco.

    Nao se preocupe. Esse negocio de nao bato, nao grito, nao dou xilique nem mau exemplo e’ facil falar atraves de um post ou comentario ou quem tem baba (ate pra sair em familia levam a baba! chorou, resmungou, va~i pro colo da baba) Gostei de saber que na blogsfera tem gente como voce e leitoras que postam e comentam como e’ a realidade, sem esse blablabla “sou politicamente correta e perfeita”. Eu batia na mao, no bumbum, quando as meninas nao obedeciam ou entendiam a situacao. Ja maiores ainda dou meus xiliques, beliscoes e berros quando necessario.
    Isso nao quer dizer que nao amamos nossos filhos, que nao lhe queremos bem, pelo contrario, eu sempre que brigo deixo claro que se nao me importasse com elas as deixaria falar e fazer gato e sapato, tao mais facil fechar os olhos do que criar ne…

    forca na peruca ai! bjO

    • Nivea Sorensen

      Rose,
      Eu também acredito quem bata (claro que sem exageros) só quer o bem dos filhos. Deixar passar a malcriação é que eu acho o fim do mundo.
      Muito obrigada pelo seu comentário e um beijo meu.

  • Fernanda

    Oi Nívea, vai parecer muito estranho o que vou falar, mas faça acreditando que com certeza as coisas por aí vão melhorar. Na hora da “birra” ( entenda que a criança não está te testando nem querendo te irritar, é a forma dele lidar com frustrações e situações indesejadas, uma vez que seu cérebro não está totalmente desenvolvido, ou seja, ele não tem o neocortex formado, que é a área da “razão”, ou seja, ele só tem a área cerebral da “emoção”), seja empática ( é extremamente difícil, mas vai trazer resultados, pode confiar), minutos antes de trocar a fralda , ou outra atividade que talvez ele não goste, avise o que vai acontecer ( daqui a pouco vamos trocar a fralda” , ou ” vamos passear para tal lugar e vou te colocar na cadeirinha do carro” , no caso da “birra” acontecer, faça carinho , abrace e diga de forma simples : ” tá bravo, não quer fralda ” e espere ele se acalmar. No início vai demorar, mas se em todas as situações de “birra” ( coloco entre aspas, pois é pejorativo dizer birra, uma vez que temos que entender como é o funcionamento cerebral da criança para termos capacidade de interagir de forma adequada), você acolher com carinho e empatia o que seu filho está sentindo, vai criar um elo de confiança e ele vai sentir acolhido e entendido por você, passando a “colaborar” e ter um vínculo maior com você. Tem ótimos textos da neurocientista Dra. Andreia Mortensen que me ajudaram muito com meu filho que hoje está com 3 anos. ( tem o blog cientista que virou mãe, com uma série de textos sobre educação sem palmadas ), também me ajudou muito os livros: “inteligência emocional, como educar filhos”, e ” a criança mais feliz do pedaço”. Nívea, também estava em uma situação parecida com a sua, a vontade é de apelar e bater, castigar e etc, mas dê uma chance a vocês dois, e faça diferente. Te garanto que com estas atitudes mais empáticas tudo vai melhorar, sou prova viva! Boa sorte !

    • Nivea Sorensen

      Fernanda,
      Obrigada por ter gastado seu tempo com o comentário longo e pertinente. Não me parece nada estranho, não. Eu sempre soube que tudo não passa de frustração. Vou procurar os livros e seguir seus conselhos.
      Um beijo meu

  • Angela Machado

    Oiii, vou deixar meu abraco! Pq por aqui as coisas sao bem parecidas, evito gritar ou dar palmadas, mas tem momentos em que isso e muito dificil e as vezes na hora da troca de fralda rola as duas situacoes (grito e palmada) e nao tem nada que eu de pra ele brincar que resolva o show desse momento! Em outras situacoes consigo controlar com o castigo, ele chora, mas fica la o tempo em que eu quiser! Outro momento muito estressante por aqui e o banho, e um escandalo pra tirar e roupa e entrar no chuveiro e outro escandalo para sair tambem! Entao como vc pode ver, vc nao esta sozinha nessa, vamos todas nos abracar e chorar!

    • Nivea Sorensen

      Angela.
      Ainda não estamos na fase de escândalo no banho. Obrigada pelo abraço e pelo comentário.
      Beijo

  • Marianna

    Querida Nivea,

    Tamo junta!
    As vezes o meu fiote faz igualzim 🙁
    Fico maluca, biruta, mas tmb nao encosto um dedo para nele, nao acredito que a punição física ensine alguma coisa, mas converso com ele e mostro o que de ruim aquele comportamento pode trazer a ele…Ele tem 2 anos e 9 meses, me da muuuuuuuitas felicidades e qdo da trabalho, saber muito bem fazer isso tmb, rs…

    Um abraço empático em vcs direto da Batatolandia,
    Marianna

  • Ione

    Nívea,
    Não li os outros comentários, mas será que ele não sente calor com a fralda? Eu sempre que podia deixava a minha filha só de calcinha, principalmente quando íamos ao Brasil. Daí era separar panos de chão pra limpar o xixi… Porque deve ser horrível andar com um monte de coisa entre as pernas, tadinho. 🙁
    Minha filha agora tem 4 anos e é birrenta tb, só que com outras coisas. Por ser filha única, ela acha que é o centro de tudo. Bem difícil…
    Beijos e boa sorte,
    Ione

    • Nivea Sorensen

      Ione,
      Ele faz o mesmo drama para trocar a fralda na Irlanda, então não acredito que seja calor. O drama na verdade é por qualquer coisa que o obrigue a parar quieto.
      Obrigada pelo comentário e um beijo.

  • Julia

    Não se martirize, sei que você sabe mas vale lembrar que você não é a única. Minha mãe sempre gritou muito e apesar de odiar esse ‘método’ muitas vezes acabo gritando com o Miguel. Tem muito a ver com o que você disse sobre acalmar a si mesma e lidar com sua própria raiva e frustração, é exatamente isso que eu sinto. Mas olha, não dava muito jeito então comecei a colocá-lo de castigo, o que vem dando resultados positivos. Também tento me segurar e contar até 10 – o que nem sempre é possível, mas cada vez vai ficando menos complicado – e explico mesmo, tim tim por tim tim, mesmo ele sendo bem pequeno já dá sinais de que tá compreendendo. Boa sorte pra nós e lembre-se sempre de pedir paciência a Deus porque se pedir força a gente bate haha

    • Nivea Sorensen

      Obrigada, Julia. Eu gostaria mesmo de ser capaz de explicar e permanecer um pouco mais calma.
      Um beijo

  • Daiana

    Nivea, não se martirize, aqui na blogosfera é fácil passar a imagem de mãe controlada e perfeita, mas na vida real é tudo bemm diferente. Tbm sou a mãe que grita e tbm ODEIO isso, me policio, mas é inevitável e olha que o meu já tem 10 anos.
    Meu sobrinho que acabou de completar 3 anos e terrível igualzinho seu E. ,eu digo pra minha irmã que ele incorpora o demônio da tasmania rs, ela tbm da seus gritos, mas o que tem funcionado mesmo é o cantinho da disciplina, ela o deixa lá por 1 minuto ou 2 e ele volta um doce, claro que é todo um processo, no começo ele não ficava não

    • Nivea Sorensen

      Daiana, nós temos tentado o cantinho, ele não fica muito tempo e parece não se dar conta ainda do porquê de estar aí. Mas temos que começar de algum jeito, nõa é?
      Obrigada pelo comentário e um beijo

  • Dana

    Oi Nivea!
    Adoro seu blog! Aqui em casa passamos situações semelhantes com minha pequena de 2 anos!
    quanto aos chiliques do seu filho pense sobre o quea Fernanda acima falou. Tem dado muito certo aqui em casa. nas primeiras vezes é difícil e parece qie não vai dar certo, mas dá!!!! É incrível como mostrar empatia e avisar o que vai acontecer funciona! Usetambém a frase: “Assim que trocarmos a fralda iremos ao parquinho” (ou qq outra situaçao, o “ruim” como condiçao para fazer o “bom”). E cumpra sua palavra, de preferencia calada.
    Procure livros sobre disciplina positiva, tem alguns específicos de positive discipline for toddlers.
    Boa sorte
    bjs

    • Nivea Sorensen

      Muito obrigada, Dana. Eu confesso que já vinha tentando explicar o que ia acontecer para ele antes, mas perdia a cabeça no meio do processo.
      Um beijo

  • Vivian Martins

    Não tenho experiência com isso, Nivea, mas espero (e realmente acredito, convivendo com meu sobrinho há 7 anos e com primos que nascem quase todo ano desde que nasci, rs) que seja somente uma fase. Como já disseram, não se martirize por gritar, é praticamente impossível manter o controle o tempo todo.
    Mas procure se lembrar de se colocar no lugar dele: é um pouco difícil pra uma criança ver um adulto muito irritado, a ponto do descontrole, embora elas mesmas tenham causado isso. Eu me lembro que, quando minha mãe gritava comigo ou me batia (e eu apanhei muito, muito mesmo, porque era uma peste, talvez no nível do Erik), das duas uma, eu ficava apavorada, aterrorizada, ou ria horrores da irritação dela, e ficava até satisfeita com isso (hehe). Como você deve imaginar, nenhuma das duas coisas surtia grande efeito, ou ajudava em muita coisa. Continuei aprontando e a irritando, muitas vezes deliberadamente, pra chamar atenção mesmo.
    E acho que é possível sim a educação sem punição física – por ser de uma geração em que os pais talvez tenham atentado mais pra isso (não sei) tenho vários amigos que nunca apanharam, e não se tornaram pessoas piores por isso. Acho que esse é um dos caminhos possíveis, e é o que pretendo seguir, caso eu seja mãe – o que não elimina a possibilidade de erros ou de outros caminhos alternativos, com concepções diferentes, mas com resultados igualmente bons.
    Abraço.

    • Nivea Sorensen

      Olá Vivian, obrigada por dividir sua experiência. Eu realmente quero evitar que ele tenha medo de mim e continue aprontando para conseguir atenção. Se eu nunca tivesse visto dar certo talvez acabasse por bater, mas também acho que é possível evitar a punição fisica.
      Um beijo

  • Cintia

    Abraco virtual.

    A vontade de bater aqui tambem eh grande. Fico pensando se vou me segurar sempre. Tambem grito. O grito ainda assusta, mas ate quando?

    Tao dificil…

    • Nivea Sorensen

      Cintia,
      Quando o grito assusta é que eu me sinto pior. Odeio ver a cara dele de assustado depois que eu grito.
      Um beijo e boa sorte.

  • Lela

    Vc ja tentou tirar a atençao ? Vc fala para ele: “Quando vc quiser trocar a fralda vc me fala” e sai de perto e por ejemplo vai ler uma revista . Nao pode dar nenhuma atençao , só controlar para ele nao se machucar. Aqui em casa funciona. Boa sorte!

    • Nivea Sorensen

      Lela,
      Ele não está nem aí para a fralda suja. Já deixei até quase se desfazer e cair da bunda, mas ele não se incomoda.
      Obrigada pelo comentário e um beijo.

  • Ma

    Eu também sou da escola do grito e não dou palmada. Mas há que se ter um sangue frio às vezes, minha amiga, que chego a pensar em me candidatar a Buda. Sem exagero, todo dia eu levanto com a proposta de gritar menos, me estressar menos com as crianças, atualmente principalmente com a Julia que está com quase 8 anos e testa a paciência da gente nos limites ( isso pq ela é das quietas). Vc não está sozinha, mas ainda prefiro ser a louca desvairada do grito do que a mão que deixa a marca vermelha na pele. Não achei o vídeo, deve ser divertidíssimo. Bjs

    • Nivea Sorensen

      Ma,
      Acho o vídeo, né? Então, é assim….
      Obrigada pelo comentário e um beijo meu.

  • Beta

    Nivea, eu vi o vidéo da troca de fraldas. Pelo jeito que ele chora, está esperando que alguém tome um atitude pra tira-lo dessa situaçao. Gostei do comentario da Fernanda.

    Coragem!

  • grace

    Olha então pode se conforma comigo porque eu sou a mãe que grita E bate… poxa tá osso, tõ perdendo a boa as vezes e tô muito cansada… acho que preciso de uma folga de tudo sabe?
    Sorte pra nós!!
    bjs

    • Nivea Sorensen

      Como cansa, né Grace? Tem dias que eu pareço o bagaço.
      Um beijo e sorte mesmo.

  • Liana

    Nao quero colocar (mais) lenha na fogueira, mas grito tambem e’ uma violencia. Nao e’ fisica mas e’ psicologica. Digo isso nao pq eu seja mae modelo, eu gritava e tambem dei umas (rarissimas) palmadas. So’ comento pq vejo muita gente encher o peito pra falar que nao bate nos filhos, dizendo que isso e’ violencia e tal, mas grita, e assusta a criança com ameaças verbais…!
    Quando a gente grita ou bate e’ quase sempre por que perdeu o controle, e por si so’ ja’ esta fadado a nao funcionar… a gente se sente mal, e abraça, tem gente que pede ate’ desculpas… bagunça tudo e da’ um no’ na cabeça deles…
    A soluçao? Nao sei! 😮 Cada criança responde a uma tatica diferente, voce ainda tem que descobrir o seu caminho, mas perseverança e consistencia sao essenciais, na minha opniao, e exigem muita disciplina nossa…. [suspiro]
    Força ! 🙂

    • Nivea Sorensen

      Liana,
      Concordo totalmente com você e não me vejo nem um pouquinho melhor por gritar e não bater. Como eu disse, são as duas coisas que eu quero evitar.
      Muito obrigada pelo comentário.
      Um beijo

  • Tamine Maklouf

    Que relato mais sincero. Difícil de ver por aí.
    Hoje me irritei tanto com meu filho que até o chamei de “filho da mae” várias vezes. Se isso nao é loucura, eu nao sei o que é, porque este menino hoje me deixou assim como vc, uma mae rouca. Eu tb sou a mae que grita, por mais que hoje eu tenha quase dado o primeiro tabefe quando ele quase se jogou na rua durante um ataque de birra na temperatura de menos 5 graus. Beijos.

  • Veneranda

    Li o post há dias, mas não comentei por que não tenho mais filhos pequenos e estou desatualizada nesse quesito… hahahaha
    Mas lendo tantos comentários fiquei pensando que tipo de mãe eu fui. Com o primeiro filho eu fui a mãe que bate. Longe de espancar, bater de cinto ou coisa do tipo, mas palmada e chinelada aconteciam vez ou outra. Funcionava na hora da birra, no entanto estava claro que a atitude esperada vinha por conta do medo. E diante dessa triste constatação, com o segundo filho foi totalmente diferente. Aboli qualquer tipo de agressão física por que compreendi quão covarde é bater numa criança.
    Nunca fui de gritar não. Pra ser sincera, tenho horror a gritos… em qualquer situação. Então a minha tática era a da indiferença. Lógico que antes eu tentava conversar, explicar, acolher e se não funcionava eu o ignorava totalmente até que ele se acalmasse. Houve uma época em que ele batia a cabeça na parede quando contrariado. O pediatra me disse: “Deixa bater. O dia que ele bater com força e doer pra valer, ele não bate mais.” Não foi proposital mas um dia aconteceu exatamente isso. Deu uma cabeçada tão forte, fez um galo enorme, chorou horas e pronto… cabeçada nunca mais!! rsrsrsrs
    Infelizmente não existem fórmulas que sirvam para essa ou aquela mãe. A gente tem de buscar a nossa maneira… mesmo que para acertar a gente erre primeiro.
    O principal você já sabe: a mãe que quer ser. É só não perde-la de vista que o resto se ajeita…
    Meu abraço!
    Bjs

    • Nivea Sorensen

      Obrigada, Vere. A mãe que a gente é, ou foi, também é um produto na nossa época. Há que se lembrar disso.
      Um beijo

  • Eliane

    Bom Dia Amiga,
    Adorei sei post, eu também sou essa Mãe que grita, e me sinto muito mal, mas justamente para não bater que acho que é melhor gritar.Fico chateada comigo mesma quando eles dormem e fic aquele silêncio e ai me pego pensando para que tudo isso, tento me controlar, mas como é dificil.
    Li muitos dos comentarios, quem sabe como você teve a ideia de falar, dividindo a experiência conseguimos nos controlar em pouco.

    Beijos
    Obs: Tenho 3 filhos, a mais velha tem Ana Paula 12 anos e os pequenos Ana Luiza tem 5 anos e o Luiz Eduardo tem 3 anos.

    Adorei muito

    Beijos

    Eliane

Leave a Reply to Veneranda

Related Posts