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O sol daqui e o sol de acolá

Não tinhamos planos de sair de casa no domingo. Normalmente aproveitamos os sábados para fazer alguma coisa, sair, caminhar, ou fazer compras, mas passamos os domingos em casa, assistindo um filme, ou dois…. I. quase sempre cozinha, mas dessa vez eu quis fazer lasanha sozinha (com a famosa receita de C., que desde o último dias das mães aqui eu passei a chamar de “mum”).
Anyways, o molho havia sido feito já no sábado (para que o sabor ficasse melhor, e para evitar muito trabalho no domingo). Piquei todos os ingredientes enquanto I. assistia Ireland x Scotland na TV.
Aí depois de acordar, tomar banho e café-da-manhã e olhar pela janela, decidimos que o dia estava bonito demais para ser gasto dentro de casa.
Ainda no Brasil eu odiava o sol. Sim, odiava. Esquisita eu sempre fui mesmo, mas eu tenho lá minhas razões. Tinha horror de acordar de manhã com aquele sol absurdo, o que geralmente resultava num calor dos infernos. No calor eu fico ainda mais preguiçosa. Gostava mesmo era de dias de chuva. Não aquela chuva torrencial que vêem caindo vez em quando em São Paulo atualmente, mas aquela chuva fina que cai o dia inteiro e não causa tanto estrago.
Quem diria que um dia de sol me tiraria de casa. A verdade é que aqui, eu ando sempre a procura de sol. Toda vez que saio na rua, como sinto muito frio, é o sol que eu persigo. E como aqui chove quase que diariamente, quando o sol aparece, parece que até as pessoas ficam mais felizes.
Pensei comigo, não é um dia para se estar em casa. I., que pensava a mesma coisa, sugeriu um museu. E eu, ainda com um pouco de preguiça (mas lutando fortemente contra ela) disse que poderiamos mesmo sair para uma volta num parque. Moramos, há 15minutos do St. Stephen’s Green e há 10 da Merrion Square, na direção do centro,  ou há 10 minutos do Herbert Park, na direção contrária.
Como I. havia me prometido um “crispy sandwich” (pão de forma com manteiga, recheado de batata tipo “ruffles”, super healthy) para o almoço, já que eu nunca comi um, botamos as coisas na sacola e fomos ao Herbert Park para um piquenique.
Dia de sol e muitos irlandeses (ou não) no parque, com seus filhos, cachorros, jogando bola ou simplesmente namorando.
E aqui estou eu, sem meu casaco, e com o meu primeiro “crispy sandwich”:
N
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39 anos; brasileira que mora na Irlanda; mãe de um filhote de irlandês do cabelo vermelho e muito fogo na bunda, de uma pimentinha de olhos grandes e curiosos e de uma caçulinha que é só sorrisos.

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March 22, 2010
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2 Comments

  • Ana Flavia

    Sol em Dublin é mesmo precisoso. Tem de aproveitar cada minuto.
    Que bom que vc voltou postar o blog.
    bjim

  • Nivea Sorensen

    obrigada pela visita, Ana.
    bjo pra ti tb

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