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Quem conta

33 anos, paulistana, paulista e são-paulina, casada com um irlandês. Louca por bolo, pastel, literatura, cinema, corujas e girassóis. Ex-professora de inglês e mãe in the making.

Que Seja Doce

“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”

Caio F.

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Archive for Livros

Amélia Letrada (Março e Abril)

By Nivea Sorensen · Comments (14)
Wednesday, April 25th, 2012

Todos lidos em março, na verdade, mas não tive tempo de escrever sobre eles no mês passado. Esse mês estou enrolando com um só (que só vou conseguir acabar em maio, pelo não andar da coisa), então o saldo de março e abril é esse aí de baixo.

***

The Secret Life of Bees – Sue Monk Kidd

1964, Carolina do Sul. Lily Owens, uma menina de 14 anos sofre com as lembranças não muito claras do dia em que sua mãe morreu. Quando a pessoa mais próxima dela, a negra Rosaleen, precisa de ajuda, elas resolvem fugir e saem em busca do passado da mãe de Lily.

Nunca tinha ouvido falar, até o dia em que minha sogra me emprestou a cópia dela. Agora estou com vontade de comprar alguns só para dar de presente para pessoas queridas, de tanto que eu gostei. Sabe quando você termina um livro com uma sensação boa? Então, nem consigo me lembrar a última vez que um livro me deu tamanha sensação de bem-estar (e muitas lágrimas, claro).

Wonder Boys – Michael Chabon

Grady Tripp é um escritor de meia idade, fumante de maconha, que em meio a uma crise no casamento procura um final para seu último romance e um sentido para sua vida.

Ganhei de I. há muito tempo atrás e nem teria lido se ele não tivesse me cobrado. Demorei para engatar mas depois li bem rápido. Não me arrependi, mas não sei para quem eu recomendaria. Fiquei com bastante vontade de assistir o filme.

Saved by Cake – Marian Keyes

Depois de um período difícil na sua vida Marian Keyes encontrou consolo em meio a receitas, medidas precisas, confeitos e formas de silicone.

A Marian Keyes é uma escritora irlandesa bem famosa que eu nunca tinha lido por não ser grande fã de literatura de menina (apesar da escolha do livro aí de baixo), mas quando soube que ela tinha escrito um livro inteirinho com receitas que ela testou durante um período de depressão não resisiti. Foi a grande surpresa do mês de março para mim, eu que adoro receitas e também uso baking para manter minha mente saudável (e meus quilos extras) dei muitas risadas com o jeito fácil dela escrever. Ainda não testei nenhuma das receitas, mas cai de amores pelo livro (e pela autora, consequentemente).

Outro livro que eu daria de presente para quem gosta de baking mas não tem muita experiência.

I’ve Got Your Number – Sophie Kinsella

Poppy Wyatt nunca foi tão sortuda, de casamento marcado com o homem da sua vida, tudo parece ruir quando ela perde seu anel de noivado e seu telefone na sequência.

Outra famosa por chick-lit que eu nunca tinha lido. Mas aí o livro estava dando mole na lista de mais vendidos há semanas e eu com muita vontade de ler algo leve  junto com o livro sobre bilinguismo (logo na sequência). Escolha perfeita: li praticamente numa sentada, não mudou minha vida, mas serviu seu propósito que era me ajudar a relaxar e esquecer da vida.

Indico? Bom, depende se você gosta mais de Paulo Coelho ou de Machado de Assis. Só não me culpe depois se não gostar!

Raising a Bilingual Child – Barbara Zurer Pearson

Informação, apoio e conselhos práticos para pais que procuram criar um ambiente saudável e positivo para o aprendizado de mais do que um idioma.

Bookworm que eu sou nunca me meto num assunto sem ter lido a respeito. Então que criando uma criança bilingue achei por bem ter uma base teórica. Achei interessante aprender um pouco mais sobre a aquisição de linguagem por parte dos bebês, sobre as pesquisas sobre a introdução de um segundo (e terceiro) idiomas, sobre as vantagens e desvantagens, e principalmente sobre os casos onde deu certo e não deu. Ainda vou ler mais sobre o assunto.

Indicação mesmo só para quem está nesse mesmo barco bilingue.

***

Mês que vem eu volto, mas certeza que a lista vai ser menor.

N.

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Categories : Livros

Amélia Letrada (Fevereiro)

By Nivea Sorensen · Comments (18)
Wednesday, February 29th, 2012

Um livro só completo (pode usar a desculpa de que é um mês curto?), e dois outros pela metade (que eu deixo para março).

***

Noah Barleywater Runs Away – John Boyne

“Noah está fugindo dos seus problemas, ou é isso que ele pensa estar fazendo quando toma o caminho inexplorado da floresta. Quando ele encontra uma loja de brinquedos fora do comum, e seu dono ainda mais fora do comum, ele não sabe o que pensar. Mas o fazedor de brinquedos tem uma estória a contar, uma estória cheia de aventura, magia e promessas não cumpridas. Noah viaja com ele numa jornada que vai mudar sua vida para sempre.”

Comprado há bastante tempo atrás, por três razões:

1) O autor – o irlandês John Boyne escreveu também um dos meus livros preferidos de todos os tempos: The Boy in the Striped Pyjamas.

2) A capa – Linda e ilustrada pelo Olive Jeffers, de quem eu gosto bastante.

3) O preço – reduzido em 50%

Eu só não sabia que era um livro de crianças.

Uma estória de magia e conto de fadas, lindamente escrita, e com um personagem principal (um menino de 8 anos) por quem você morre de amores logo nos primeiros parágrafos.

Me fez pensar e pensar de novo, e pensar ainda mais, nas lembranças que o meu pequeno menino vai um dia ter de mim. Me fez chorar e me fez perceber que eu posso fazer cada dia ser muito especial para ele.

Sai da minha estante direto para a estante de E., esperando que ele leia um dia.

***

N.

Comments (18)
Categories : Livros

Amélia Letrada (dezembro e janeiro)

By Nivea Sorensen · Comments (8)
Tuesday, January 31st, 2012

Tudo junto numa tacada só, porque dezembro e janeiro foram meses de férias no Brasil, muito sol e praia nenhuma (odeeeeio praia), e então eu li pouco mesmo.

Foram dois livros só (um em cada mês), os dois bem pequenos, os dois em português, os dois comprados no Brasil (um foi presente da minha irmã) e os dois escritos por mulheres.

***

A Vida Que Ninguém Vê – Eliane Brum

“O mundo é salvo todos os dias por pequenos gestos. Diminutos, invisíveis. O mundo é salvo pelo avesso da importância. Pelo antônimo da evidência. O mundo é salvo por um olhar. Que envolve e afaga. Abarca. Resgata. Reconhece. Salva.”

A Vida Que Ninguém Vê é um conjunto de crônicas da repórter Eliane Brum (que atualmente tem uma coluna semanal na revista Época), publicadas originalmente pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre, em 1999. Todas tratam do comum, do ordinário, de gente que não é notícia. Ou melhor, de gente que muita gente faz questão de não ver. Todas magistralmente escritas.

Foi difícil de ler. No melhor sentido que você puder dar à palavra “difícil”. Difícil olhar o outro pelo olhar tão apurado e tão sensível dela e não se emocionar.  Por várias vezes fui obrigada a interromper a leitura para controlar a choradeira (é, eu sou chorona). E ao mesmo tempo, toda vez que terminava uma história já queria emendar a próxima.

Eu que já gostava muito dos textos da Eliane Brum, e gosto ainda mais de biografias, de realidade, e do que nem sempre é belo, fiquei completamente encantada. Tanto que o livro ainda está na minha mesinha de cabeceira, meio como se eu ainda não tivesse tomado coragem de me separar dele. Meio que esperando notícias de todas aquelas pessoas de quem eu nunca mais vou ouvir falar.

Uma obra-prima.

 

A Hora Da Estrela – Clarice Lispector*

Eu nunca tinha lido Clarice Lispector. Nunca. Por mais que tivesse ouvido falar  na estória da Macabéa, por alguma razão inexplicável, nunca me interessei pelo livro.

Isso até a minha última circulada pela Livraria Cultura em São Paulo. Aliás, A Hora Da Estrela foi o único livro que eu trouxe na mala (para mim, porque E. ganhou alguns livrinhos de lá).

E guardei, como quem guarda um doce para comer mais tarde. Não abri o livro enquanto estava no Brasil, não o abri no avião ou no aeroporto. Queria estar em casa, queria o sossego da minha cama (eu leio sempre à noite, antes de dormir), queria degustar.

Queria demais e me decepcionei.

Preparem as pedras, mas eu não gostei.

Por que será, hein? Nem eu sei dizer.

***

N.

*PS. Eu tinha dado o crédito errado a Cecília Meireles

Comments (8)
Categories : Livros

Amélia letrada (novembro)

By Nivea Sorensen · Comments (10)
Tuesday, November 29th, 2011

E de novo eu só consegui terminar dois livros esse mês. Curiosamente, os dois ocupam lugares extremos na lista de favoritos desse ano.

Pois é, novembro foi o mês que eu voltei a me apaixonar por um livro, logo nas páginas iniciais. Já o outro, eu li mesmo por pura teimosia (quem disse que eu consigo deixar livro pela mentade?).

****

The Time of My Life – Cecilia Ahern

Lucy Silchester chega em casa um dia do trabalho e encontra no chão um envelope dourado contendo um convite para econtrar com sua própria vida.

Esse é o plot do nono livro da escritora irlandesa Cecilia Ahern, a mesma que escreveu PS. I Love You (que virou filme com o Gerard Butler e a Hillary Swank), que você já deve pelo menos ter ouvido falar (se não viu o filme). Todos seguem a mesma linha, chick lit, ou literatura de menina. Ou seja, a mocinha fica com o mocinho no final e desde a primeira página você sabe exatamente o que vai acontecer.

PS. I Love You (o livro, não o filme) tinha lá seu charme, eu achei. Bonitinho, inofencivo, gostoso de ler, até pra mim que não gosto de chick lit. Foi por isso que eu li os outros, até virar meio que um vício.

E foi o vício que me levou a comprar o The Time Of My Life, na estação de trem a caminho de Killarney antes do feriado de Halloween. Apesar do olhar de reprovação de I., apesar da certeza que não ia gostar, apesar da vergonha de lê-lo em público, apesar da capa medonha.

Comprei. E li inteiro. E não é que mudou minha vida? Antes de chegar ao final decidi que não tenho tempo a perder com o que não vale a pena. A vida é muito curta para se gastar com literatura ruim.

Recomendo? Nem preciso dizer, não é?

The Book Thief – Markus Zusak

“YOU ARE GOING TO DIE. 1939, Alemanha nazista. O país segura sua respiração. A morte nunca esteve tão ocupada. Liesel, uma menina de 9 anos mora com sua família adotiva na rua Himmel. Seus pais biológicos foram levados para um campo de concentração. Liesel rouba livros. Essa é a história dela e dos habitantes da rua Himmel quando as bombas começam a cair.”

Um romance narrado pela morte, que você sabe logo de cara, vai se encontrar com Liesel, a personagem principal, três vezes.

“They were French, they were Jews, and they were you”

Original, bem escrito, cheio de sensibilidade e inocência. Li como quem come o melhor chocolate do mundo, não querendo que ele acabe.

“I have hated words and I have loved them, and I hope I have made them right.”

Quando terminou, fiquei feliz pela experiência e um pouco triste por achar que não tenho mais nada tão bom para ler.

“Sometimes you read a book so special that you want to carry it around with you for months after you’ve finished just to stay near it.” (Markus Zusak)

Recomendadíssimo.

****

N.

Comments (10)
Categories : Livros

Amélia letrada (outubro)

By Nivea Sorensen · Comments (17)
Sunday, October 30th, 2011

Nesse último mês consegui a façanha de terminar dois livros. Tá achando que eu fico em casa o dia inteiro assistindo Namaria Braga?

Posso pensar pelo lado ruim, e lembrar que era mais ou menos isso que eu lia numa única semana, antes do meu babóg nascer. Ou posso pensar pelo lado bom e comemorar o fato de que pelo menos voltei a ler com um pouco mais de frequência.

Resolvi comemorar. E resolvi comentar.

****

At Bertram’s Hotel – Agatha Christie

Miss Marple vai passar férias no luxuoso hotel Bertram, em Londres, para relembrar sua juventude, e acaba envolvida num grande mistério que começa quando um hóspede excêntrico confunde as datas do seu voô e vai parar no aeroporto no dia errado.

Agatha Christie + Miss Marple (minha personagem preferida) não poderia dar errado, não é? Mas deu. Achei o plot confuso. De início funcionou bem, achei que era o melhor Agatha Christie que eu já tinha lido justamente por fugir ao padrão da maioria das estórias dela, onde um assassinato acontece logo de cara. Depois me cansei porque não via nenhuma conexão em nada do que acontecia. No final ela até costura tudo muito bem, mas não me apaixonei sabe?

Recomendo? Não.

How To Be A Woman – Caitlin Moran

“Nunca houve uma época melhor para ser mulher: nós temos o direito ao voto, a pílula e não somos queimadas como bruxas desde 1727. No entanto, algumas perguntas perturbadoras ainda permanecem sem resposta…”

Caitlin Moran resolve fazer um manual muito bem humorado do feminismo através de uma quase biografia, respondendo perguntas como: Por que as calcinhas estão ficando menores? Nós realmente precisamos de Botox? De depilação? Por que os sutiãs machucam? Os homens nos odeiam? Do que você deveria chamar sua vagina? Por que todo mundo pergunta quando você vai ter um filho?

De longe a coisa mais engraçada que eu já li na vida. Quase chorei de rir em alguns capítulos, e olha que eu acho conversa de feminista pior do que dor de parto.

No final achei que o livro não é sobre feminismo coisa nenhuma, é sobre ser mulher. Adorei.

Recomendo? Sim, sim, sim.

****

Mês que vem eu volto, de preferência com mais do que dois livros terminados.

N.

PS. Já participou do meu sorteio? Termina amanhã.

Comments (17)
Categories : Livros

My life in books

By Nivea Sorensen · Comments (13)
Tuesday, September 20th, 2011


My Life in Books
é o nome de uma seção da revista Elle britânica que a cada mês convida uma celebridade para escrever sobre “os 5 livros que mudaram a sua vida”.

Eu não resisti ao exercício de fechar os olhos e me deixar invadir por memórias dos 5 primeiros livros que me viessem à mente. Assim mesmo, sem pensar muito. Isso já faz mais de uma semana, e vira e mexe eu volto a pensar se mudaria aquela primeira lista, a da intuição. Convencida de que minha resposta é não resolvi escrever sobre eles.

Em ordem cronológia e não de importância:

1) O Pequeno Princípe –  Antoine de Saint-Exupéry

Com o perdão do clichê, O Pequeno Príncipe está aqui não só pela história linda sobre solidão, amizade, e as coisas que a gente esquece quando deixa de ser criança, mas também por ter sido o meu primeiro livro, ganho no Natal de 1986 (quando eu tinha 8 anos). Me lembro claramente de ter ignorado todas as Barbies, Ursinhos Carinhosos e Pequenos Pôneis e de ter achado aquele o presente mais legal de todos os tempos. Lembro também de pensar comigo mesma “Uau! Que livro enorme”. Naquele verão, estirada na rede do sítio onde costumava passar férias com a madrinha, me achei muito adulta lendo um livro com mais palavras do que figuras. Perdi as contas de quantas vezes voltei a lê-lo depois daquela primeira vez, e tenho comigo, guardado como preciosidade esse mesmo exemplar. Muitos e muitos anos depois, livros são ainda o melhor presente que alguém pode me dar.

2) Olga – Fernando Morais

Mil razões para estar aqui. Adoro biografias e o Fernando Morais (que escreveu outras tantas que valem a pena ler) é excelente biógrafo. Olga nas mãos dele ganhou cara de roteiro de cinema. Ironicamente, o filme feito pela Globofilmes é uma das piores, se não a pior, adaptação de um livro para o cinema. Eu li pela primeira vez um exemplar de biblioteca, quando estava na oitava série,  e anos mais tarde acabei indo cursar História na faculdade, muito por conta da estória de vida dessa mulher tão corajosa e tão determinada.

3) Dom Casmurro – Machado de Assis

Li ainda  no colégio, por obrigação. Na época eu já gostava muito de ler, mas era mais fã da Série Vaga-lume do que dos clássicos da literatura brasileira. Me lembro de ter gostado mas ainda não tinha idade suficiente para perceber que era uma obra prima. Não tinha muita paciência para aquele português antigo e difícil, ou maturidade para entender, por exemplo, o porquê dos “olhos de ressaca” da Capitu, ou as referências à Othelo. Mas desde sempre me apaixonei pelo “não saber”.

4) Morangos Mofados – Caio Fernando Abreu

Muito antes do Caio Fernando Abreu virar moda, e se espalhar pelos Twitters e Facebooks da vida (quase como ver nego usando uma camiseta da antiga Fórum com a cara do Che Guevara estampada), eu já tinha caído de amores por ele. Li todos os contos, de todos os livros. Reli. Li novamente. Copie frases em agendas antigas. Chorei. Grifei parágrafos inteiros. E então li novamente. E reli. E leio sempre. E amo sempre. Morangos Mofados deve ser o livro de contos mais famoso dele, e foi o meu primeiro. Da biblioteca para a minha casa, e depois de um sebo para a minha vida.

5) High Fidelity – Nick Hornby

O único exemplar da lingua inglesa da minha lista deve ter sido justamente um dos primeiros livros em inglês que eu li. Na verdade, li primeiro em português, e gostei tanto, mas tanto que tive que correr atrás de tudo mais que o Nick Hornby tinha escrito na vida. E foi então que percebi que se quisesse ler todos eles, deveria ler em inglês já que nenhum outro tinha sido traduzido para o português até então. Depois reli High Fidelity em inglês e gostei ainda mais. Desde então me dediquei a ter o melhor inglês possível para nunca mais ter que precisar de tradutor.

Alguém se anima a me contar quais foram os 5 livros que mudaram a sua vida?

N.

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Categories : Livros

Estou lendo

By Nivea Sorensen · Comments (8)
Monday, April 11th, 2011

“Uma estória de amor, amizade e memória”. Pelo menos assim ele é descrito na contra-capa.

Never Let Me Go foi presente de I., num dia qualquer. Um desses que ele leu a crítica e achou que era a minha xícara de chá. Como eu não conhecia o autor, Kazuo Ishiguro (que também escreveu e foi premiado por  ”Vestígios do Dia”), e apesar de ter sido considerado pela revista Time como o livro da década, eu provavelmente não teria me interessado.

Comecei a ler mesmo assim. e me animei com a forma de escrever de Ishiguro. Com 282 páginas achei que ia ler numa sentada. Mas aí a estória dos três amigos que cresceram juntos numa escola interna no interior da Inglaterra, contada nostalgicamente por um deles (Kathy, que está então com 30 e poucos anos) me pareceu muito comum e a leitura passou a se arrastar.

Até que da metade para o final, me percebi presa querendo entender o que de especial eles dividem. A estória até então despretensiosa ganhou inclusive ares de ficção-científica (sem mudar o tom).

Estou agora há 30 páginas do final e nem vou conseguir esperar ir para a cama hoje à noite para saber o que acontece.  Vou mesmo aproveitar o fato do meu babóg não querer saber de nascer, esticar minhas pernas na cama e aproveitar a segunda-feira off.

N.

PS. e pra você que estava se perguntando: não, ele ainda não nasceu.

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Categories : Livros

Atualizando a estante

By Nivea Sorensen · Comments (11)
Tuesday, February 15th, 2011

Se você passou por aqui durante o fim-de-semana sabe que no sábado I. e eu comemoramos  nossas Bodas de Papel.

Por 3 razões optamos por presentear um ao outro com livros. Um, porque são bodas de papel afinal das contas. Dois, porque país em recessão, aumento de impostos e babóg chegando, o orçamento dos Sorensen anda apertado, apertado, e livros aqui no geral não custam caro. E três, porque livro é sempre o meu presente preferido (de dar e receber). Não dou a mínima para jóias, bolsas, sapatos ou eletrônicos (vide meu pobre celular, ou celular de pobre, como preferir), mas um livro sempre ganha meu coração. Coincidentemente ou não, I. divide a mesma opinião.

E agora minha estante (a mesinha de cabeceira e o beiral da janela) ganharam novas aquisições:

Charlotte's Web (E.B. White)

Of Human Bondage (W. Somerset Maugham)

The Book Thief (Marcus Zusak)

Wonder Boys (Michael Chabon)

A esses se juntou o presente sem motivo nenhum da sogra que sabe que eu gosto de História:

Our Hidden Lives (Simon Garfield)

E como se não fosse livro o bastante para me manter ocupada por meses, hoje de manhã, recebi pelo correio, mais esse aí de baixo, também sem motivo especial:

Os Segredos De Uma Encantadora De Bebês (Tracy Hogg)

Presente da amiga Pandinha, com dedicatória linda, que fez minha segunda-feira ganhar ares de dia feliz.

E Happy Valentine’s Day, que já passou da meia-noite mas nunca é tarde pra comemorar.

N.

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