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Dando um tempo

Nosso relacionamento é ótimo. Vai bem, obrigada. Nos amamos, nos respeitamos, cuidamos um do outro. Nem consigo imaginar a vida sem ele, e nem quero.
Mesmo assim, como todo relacionamento saudável, a gente às vezes precisa de um tempo um do outro, sabe? Por isso mesmo nesse sábado fiz as malas dele e botei num trem em direção à Killarney.*


Nosso relacionamento é ótimo. Vai bem, obrigada. Nos amamos, nos respeitamos, cuidamos um do outro. Nem consigo imaginar a vida sem ele, e nem quero.

Mesmo assim, como todo relacionamento saudável, a gente às vezes precisa de um tempo um do outro, sabe? Por isso mesmo nesse sábado fiz as malas dele e botei num trem em direção à Killarney.*

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E ele foi. Feliz da vida dele. Aliás, não quer nem falar comigo no telefone de medo de eu mandar ele voltar (só escuto ao fundo no telefone “I don’t wanna go home”).

Eu? Fiquei por aqui felizona também. Cheia de saudade, mas feliz.

Vou dormir 5 noites inteira seguidas. Vou acordar depois das 6 da manhã por 5 dias seguidos. Não vou me preocupar se ele tem almoço e janta saudáveis. Não vou trocar fraldas. Não vou brincar de carrinhos ou dinossauros. Nem trens, não vou brincar de trens. Não vou falar pelo macaco de pelúcia. Não vou responder a mesma pergunta feita 4569 vezez ao dia. Não vou parar o que estou fazendo a cada 10 segundos para atende-lo.

Vou ao cinema pelo menos 4 vezes nesse período. Vou tomar meu café quente. Vou tomar banho sozinha. Vou ao banheiro de porta fechada. Não vou explicar o que estou fazendo no banheiro. Vou sair para jantar com o marido, para beber com o marido, para ir ao cinema com o marido, vou namorar o meu marido. Vou a academia, vou ler um livro no meio da tarde, vou sair para almoçar.

E quando ele voltar na quinta-feira eu vou estar linda, livre, leve, solta e cheia de amor e paciência para dar.

Sabe por que? Porque eu mereço um descanso. Porque meu marido e meus sogros são fantásticos e sabem bem o bem que me faz uma pausa.

São 5 dias em Dublin mesmo, mas para mim é o equivalente a passar 4 semanas na Grécia.

Farei bom proveito, acredite.

N.

*PS.: E. e I. foram de trem no sábado de manhã, passaram o final de semana por lá e hoje I. volta para Dublin. E. fica lá até quinta e volta de trem com os meus sogros. A ideia foi da minha sogra linda e iluminada. Porque eu sou cara-de-pau para aceitar a oferta mas não para sugerir, né?

Do álbum de férias da família perfeita…

…Um flagra de quase afogamento de babóg com fogo na fralda.


…Um flagra de quase afogamento de babóg com fogo na fralda.

Desses que você não vê na Revista Caras.

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São velhas, mas só lembrei delas dia desses ai.

A quem não interessar possa, mãe, filho e pai fotógrafo passam bem. Ela, inclusive, bem mais magra.

N.

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Novos Títulos

Tem gente que leva chocolate, leite condensado, paçoca e outras gordices mais difíceis ou impossíveis de se encontrar em solo estrangeiro. Tem gente que leva…, bom tem gente que leva de tudo (já vi cada uma) mas cada um sabe o que faz com a sua mala, né? Já eu troco qualquer doce por literatura escrita originalmente em português*.


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Tem gente que leva chocolate, leite condensado, paçoca e outras gordices mais difíceis ou impossíveis de se encontrar em solo estrangeiro. Tem gente que leva…, bom tem gente que leva de tudo (já vi cada uma) mas cada um sabe o que faz com a sua mala, né? Já eu troco qualquer doce por literatura escrita originalmente em português*.

Acho uma pena vir ao Brasil e não levar para minha estante alguns livros de autores brasileiros. Posso comprar as versões para tablet? Posso, e às vezes é até mais barato, mas não adianta, nada me traz o mesmo prazer do que livro na mão, o virar de páginas, o peso, o cheio.

Por falta de espaço na mala dessa vez a coleção se resumiu a três volumes:

Histórias e Conversas de Mulher – da historiadora Mary del Priore;

Fim – O primeiro romance da atriz Fernanda Torres;

O Olho da Rua – da jornalista (e ex-colunista da Época) Eliane Brum

Se alguém aí tiver alguma outra dica, algo que merece um lugar apertado na minha bagagem, já bastante limitada, eu aceito de bom grado.

N.

* não leio traduções em português, no caso de autores estrangeiros fico sempre com a versão em inglês.

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Como é que faz?

Sério.

Como se faz para não mór-rer (frito com óleo requentado) nesse calor todo?

E para não comprar TODAS as Havaianas da loja? Quero TO-DAS. Tipo todas, mesmo. Isso porque só uso em casa.


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Sério.

Como se faz para não mór-rer (frito com óleo requentado) nesse calor todo?

E para não comprar TODAS as Havaianas da loja? Quero TO-DAS. Tipo todas, mesmo. Isso porque só uso em casa.

Como se faz para não pedir seu 1 centavo de troco que todo comerciante faz questão de não te dar?

E como faz para não comer pastel de feira todo dia?

Falando no assunto, como se faz para não engordar horrores com esse mundo de opção de fast-food nas praças de alimentação dos shopping centers? E escolher o que comer? Quem consegue? Eu praticamente estou comendo coxinha e feijoada na mesma refeição, pão de queijo com bobó de camarão. Se alguém olhar esquisito eu já explico que sou expatriada.

E faz como para não gastar uma fortuna a cada ida ao shopping ou ao supermercado? Com o meu dinheiro valendo três vezes mais eu ainda acho alguns dos preços daqui absurdos. Só não são maiores do que meu instinto consumista (que só me assola na pátria amada Brasil)

Por isso mesmo eu não consigo deixar de comprar TODAS as revistas da banca (de maternidade à feng shui, passando por culinária, saúde e fitness e fofocas televisivas). Como faz para resistir?

E andar nessas calçadas com mais buraco do que cimento? Atravessar ruas sem nenhum farol de trânsito para o pedestre?

Como se faz para não mandar praquele lugar o motorista de táxi, a vendedora ou o cão-chupador-de-manga que não te trata com a devida educação? Não sei donde tiraram a tal da fama de acolhedor que o brasileiro tem. Aqui pelas minhas bandas (São Paulo) prestadores de serviço em geral são mal-educados e completamente despreparados para lidar com o público.

Sério.

Como é que vocês fazem, hein?

N.

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Tem perdão?

Eu nem sei porque estou perguntando se já sei a resposta. Além de não ter perdão eu vou queimar no fogo do inferno.


Eu nem sei porque estou perguntando se já sei a resposta. Além de não ter perdão eu vou queimar no fogo do inferno.

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Lembrei do protetor solar infantil, aplicado antes de deixarmos o apartamento (e como ele não entrou na água não reapliquei o produto). Lembrei do guarda-sol. Lembrei de só ir à praia no horário considerado seguro, ou seja, até as 10 horas da manhã (e nem voltamos no final da tarde). Só esqueci três coisas básicas: o chapéu,  a área das costas bem próximo ao bumbum (que estava coberta pela fralda quando apliquei o protetor) e o fato de que meu filho é irlandês.

Resultado do nosso primeiro dia de praia: filhote-de-fogo-na-fralda com as costas cor-de-r0sa, couro cabeludo avermelhado e mãe com grau máximo na escala de culpa materna.

Ele não reclamou de dor ,mas e daí? Não tem desculpa pra mim. Eu chorei mesmo (e choro só de olhar o menino), chorei na frente dele, pedi desculpas mil vezes e ele sem entender nada, claro, me abraçou e disse que estava tudo bem (“it’s ok, mamãe”).

Disparado a pior coisa que eu já fiz desde que ele nasceu, pior do que o dia que ele caiu da cama, o que já me garantiu um lugar de destaque no hall das piores mães do mundo.

Ajoelhar no milho não vai me fazer sentir menos pior. Se alguém tiver mais alguma ideia de castigo para eu me redimir, estou aceitando.

N.

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Sem lenço e sem documento

Ou melhor, sem secador de cabelo, sutiã, maquiagem, sapato e internet.

Aproveitando que o sol voltou a dar as caras em São Paulo estamos indo passar uns dias na praia. Vou levar E. para conhecer praia de verdade, com calor e água quentinha, muito protetor solar, água de coco e corridinha no calçadão para amenizar o estrago causado pelas porções de camarão, casquinhas de siri e cerveja gelada.


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Ou melhor, sem secador de cabelo, sutiã, maquiagem, sapato e internet.

Aproveitando que o sol voltou a dar as caras em São Paulo estamos indo passar uns dias na praia. Vou levar E. para conhecer praia de verdade, com calor e água quentinha, muito protetor solar, água de coco e corridinha no calçadão para amenizar o estrago causado pelas porções de camarão, casquinhas de siri e cerveja gelada.

Na volta, e só na volta, começo a dar cara de normalidade para as férias (leia-se voltar a escrever, entrar em contato com amigos e conhecidos e comer pastel de feira) já que até agora estou quietinha na minha.

Façamos assim, eu não sumo e você também não some, tá?

N.

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Pacote de entretenimento

Especialmente para filhotes de irlandês com fogo na fralda em viagens de longa duração.

Nesse sábado embarcamos para o Brasil. Saímos de casa antes das 4 da manhã, horário local (duas horas a frente do Brasil) e não chegaremos na casa da minha irmã antes das 9 da noite do mesmo dia, também horário local. Ou seja, a viagem é longa e exige preparação para o menino que não para quieto não surtar e não surtar a mãe.


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Especialmente para filhotes de irlandês com fogo na fralda em viagens de longa duração.

Nesse sábado embarcamos para o Brasil. Saímos de casa antes das 4 da manhã, horário local (duas horas a frente do Brasil) e não chegaremos na casa da minha irmã antes das 9 da noite do mesmo dia, também horário local. Ou seja, a viagem é longa e exige preparação para o menino que não para quieto não surtar e não surtar a mãe.

O meu kit já foi comprado e falta só ser embalado e empacotado na minha mochila e na dele. Dessa vez E. também leva sua pequena mochila com seu lanchinho e algumas das suas coisinhas (como a chupeta e seus dois bichinhos de pelúcia sem os quais ele não dorme).

Além do Ipad (meu e dele, cheio de novos jogos e vídeos), dos lanchinhos (bolachinhas doces e salgadas, mas nada de chocolate, pirulito e coisas do tipo para evitar sujeira e uma criança ainda mais elétrica por causa do açúcar), kit troca de fraldas e uma troca de roupa extra, o que vai conosco é o seguinte:

1) Bloco de papel e giz de cera. Ambos comprados na loja de €1,49. Vou selecionar algumas cores de giz e colocar num saco plástico tipo ziplock.

2) Adesivos (muitos e muitos adesivos) do Lego e livro de atividades com adesivos da Peppa Pig. Para colar no livro, no bloco de papel, nas cadeiras, nele mesmo, em mim, onde puder e ele quiser). São os itens mais caros do pacote, provavelmente, mas tenho certeza que vão fazer sucesso, especialmente durante pouso e decolagem ou quando ele for obrigado a sentar com o cinto de segurança apertado.

3) 2 livros de estórias que ele conhece e adora (comprei versões menores do que as que temos em casa) para ler para ele antes da soneca e também à noite quando estivermos no Brasil. Ambos os livros são em inglês, cheio de ilustrações, mas eu conto para ele em português. Nós dois já sabemos de cor, mas não quis arriscar com livros novos que possam não agradar. Também não foram muito baratos mas E. não dorme sem que tenha ouvido pelo menos 2 estórias.

4) Copo plástico para tomar suco, também da loja de €1,49. O copo em si vai ser novidade e evitamos sujeira com o copo normal quando forem servidas as refeições (E. não toma suco em casa mas eu não me importo que ele tome de vez em quando).

5) Carrinhos e trenzinhos, os brinquedos preferidos. Todos novos (a maioria são da loja de €1,49, a exceção é o carro de madeira vermelho e o conjunto de trem, ambos da Ikea e não custaram juntos €7) e todos vão ser embrulhados em papel de presente individualmente e dados pra ele conforme o passar do tempo.

6) Kit de lembrancinhas de festa (bloquinho de papel, adesivos, lápis de cor, chaveiro) tudo por €1,49.

Vale lembrar que o vôo diurno é uma opção minha para evitar maiores transtornos caso ele não durma à noite. Dessa vez pelo menos ele tem um assento garantido, caso o vôo esteja lotado, por ter mais de 2 anos e pagar passagem como adulto. Então não corro o risco de ter que ficar com ele no colo o tempo inteiro.

Quer saber? Estou mais animada do que assustada dessa vez.

Não vejo a hora de começar a reclamar do calor.

N.

Praga


A capital da República Checa foi de longe (e de perto) o lugar mais lindo que eu já conheci na vida.

Passamos cinco dias de bastante sol e muito frio por lá, o que foi perfeito para fazer o que a cidade pede: caminhar muito e aproveitar a vista linda do lado de fora dos muitos bares e restaurantes.

De cima, de baixo, pelas ruelas medievais, do rio que corta a cidade, de onde se olha Praga encanta com a mistura arquitetonica impressionante (gótica, barroca, renascentista).

Subimos em todas as torres possíveis, passamos quase que um dia inteiro no castelo, visitamos igrejas e museus, passeamos de barco, andamos de bonde e fizemos mil pausas estratégicas para tomar cerveja checa (e chocolate quente), experimentar da culinária local (de coelho à javali, passando por pão doce no espeto e goulash servido no pão – experimentamos de tudo) e namorar muito.

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Vale lembrar que eu só gosto de viajar desse jeito; 13 países em 4 dias, ficar feito gado atrás de um guia turístico, me estatelar embaixo de sol numa praia, ou fazer compras, nada disso me atrai. Não é à toa que I., melhor companhia do mundo para tudo o que eu faço nessa vida, pensa assim também.

Sabe quando uma coisa não pode ser mais perfeita? Sabe aquilo que se melhorar estraga?

Foi assim.

N.

PS. Precisa dizer que o blog mudou de cara?