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Quem conta

33 anos, paulistana, paulista e são-paulina, casada com um irlandês. Louca por bolo, pastel, literatura, cinema, corujas e girassóis. Ex-professora de inglês e mãe in the making.

Que Seja Doce

“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”

Caio F.

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Archive for depressão

Quase

By Nivea Sorensen · Comments (22)
Monday, November 21st, 2011

Voltamos de Killarney ontem. Depois de quase um mês morando em quartos de hotéis, em flats alugados, na casa da sogra. Depois de ter passado quase uma semana inteira longe do meu I. Depois de mais de uma semana tomando antidepressivos.

A viagem foi quase boa. E. veio hora dormindo, hora brincando com o i-Pad, mas quase sempre de bom-humor. Eu quase terminei de ler meu livro. Quase tive ânimo para folhear as duas revistas que comprei no caminho. Quase não reclamei do cansaço.

Por aqui, tudo melhor do que eu pensei. O apartamento foi limpo e quase não sinto cheiro nenhum quando abro o freezer.

A geladeira está vazia quase que por completo. Nada está no lugar. Por onde você anda vai tropeçar em malas, mais malas e sacolas. Estou de pijamas porque ainda não consegui encontrar roupas limpas. A sensação é de que nunca mais vai haver ordem.

Mesmo assim, mesmo assim, me sinto bem. Estou sem pressa. Estou quase lá.

Boa semana.

N.

Comments (22)
Categories : depressão, Pretensões e Desabafos

Prioridades

By Nivea Sorensen · Comments (30)
Thursday, November 17th, 2011

E aí que eu queria muito escrever sobre o que aconteceu comigo.

Queria escrever sobre aquela quarta-feira. Sobre o exato minuto em que sentei na sala de espera do consultório médico, com uma guia para marcar exame de sangue, outra para tirar um raio-x das mãos, um filho que tinha acabado de tomar vacina e precisava almoçar, um marido que tinha saído do trabalho para nos encontrar e precisava voltar. Sobre aquele minuto em que percebi que eu não ia dar conta de TUDO.

Marcar o exame de sangue, ir ao hospital tirar o raio-x, dar almoço para E., liberar I. para voltar ao trabalho, ir fazer compras para me alegrar um pouco, voltar para o flat alugado e fazer janta. Tudo isso naquele minuto me pareceu coisa demais.

Queria escrever sobre a crise de choro, ali mesmo no consultório, enquanto I. atônito dava mamadeira para o filho, enquanto um paciente aguardava sua vez, fingindo ler uma revista, enquanto a secretária fingia digitar e ignorar que eu estava dando um xilique.

Queria explicar que eu não estou infeliz, que não tenho depressão pós-parto, muito menos sazonal. Que não é minha primeira crise, que não vai ser a última. Que tudo bem. Que não vou morrer, que não tenho pena de mim mesma, nem vergonha. Que não sou fraca, que não sou louca.

Queria. Assim, no passado mesmo.

Não quero mais. Agora eu quero esperar os remédios começarem a fazer efeito e equilibrarem novamente a química do meu cérebro. Quero voltar para casa, cuidar do meu filho, voltar a fazer terapia, fazer biscoitos, escrever sobre o creme para as mãos que estou usando e sobre minha wish list de Natal.

Mas antes de tudo isso eu preciso mesmo é fazer duas coisas:

1) agradecer: todos os comentários deixados por aqui, todas as mensagens de texto, os emails, os recados no Facebook. E isso vai me manter ocupada pelos próximos dias.

2) Descansar, descansar e descansar.

Feito isso a vida segue. Blog também.

N.

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Categories : depressão, Pretensões e Desabafos

Onde?

By Nivea Sorensen · Comments (60)
Monday, November 14th, 2011

Primeiro, vamos estabelecer uma coisa: estou com depressão.

Não estou triste, estou com depressão. Acredite, são duas coisas muito diferentes.

Tristeza passa, você se esforça, conta com os amigos, faz alguma coisa que te alegra, e passa. Além disso, tem motivo de ser. Depressão não tem lógica, não tem muito o que se fazer, além de enfrentá-la, o que por si só já é muita coisa.

Vai passar também, eu sei. Mas ainda vou achar difícil sair da cama em alguns dias. Vou ter crises de choro e ansiedade do nada, mesmo cercada de amigos, de cuidados, de tudo o que mais me faz feliz. Mas vou seguindo, acompanhamento médico, medicação, terapia (assim que eu voltar para casa).

A propósito, a casa agora é a casa dos sogros, em Killarney. I. está de volta em Dublin, trabalhando e cuidando para que o apartamento seja liberado ainda essa semana. Eu e E. ficamos mais um pouco, pelo menos até domingo.

Como eu cheguei aqui, isso eu deixo para contar um outro dia.

Uma coisa de cada vez.

N.

Comments (60)
Categories : depressão, Pretensões e Desabafos

O lobo dentro de casa*

By Nivea Sorensen · Comments (12)
Saturday, November 12th, 2011

Eu sou uma bagunça.

Extremamente organizada, mas por dentro uma bagunça sem fim.

Não meço sentimentos. Tudo é grande, ou inexistente. Eu não amo pouco, eu não acho nada mais ou menos. Nunca estou “bem”. Posso estar radiante, pulando e dançando pela casa, ou estar ouvindo Radiohead e me acabando de chorar. Vivo sempre esperando uma gota para transbordar, como eu tão bem descrevi aqui.

Além disso eu quero fazer tudo ao mesmo tempo. Mil coisas. Tento desesperadamente ler três  livros por vez, compro todas as revistas da banca de jornais e corro contra o tempo para terminá-las antes do mês. Quero ler e cozinhar, assistir um filme e fazer as unhas. E eu quero tudo do meu jeito. Tudo de imediato. Tudo planejado.

E eu sou assim. Desde sempre. E funciono assim, acredite. Acontece que para funcionar eu PRECISO que todo o resto, tudo ao meu redor, esteja limpo e, principalmente, organizado. Eu não escrevo se a casa não estiver limpa. Eu não leio se tiver louça suja na pia. Eu não começo meu dia sem que tenha tomado banho, lavado e secado o cabelo. Eu não relaxo enquanto todos os items “a fazer” da minha lista diária não tiverem sido ticados.

Eu não funciono sem agenda, sem calendário, sem planejamento, sem post-it. Sem isso, claro, eu não conseguiria terminar nada do que começo.

Eu não saio da cama numa segunda-feira sem ter o cardápio inteiro da semana já escrito no quadro branco pregado na parede da minha cozinha, e sem todos os ingredientes que eu vou precisar comprados. Eu não saio para o mercado sem uma lista do que eu preciso.

Eu não vivo de improviso.

Ordem. Eu preciso de ordem, e de controle.

Agora, nesse momento da minha vida eu não tenho nada disso. Ainda estou longe de casa, minhas roupas estão constantemente em malas, não posso fazer o cardápio da semana sem ao menos saber onde vamos estar nos próximos dias. Estou constantemente preocupada se E. tem tudo o que pode precisar nas malas dele, se I. tem roupa limpa para ir ao trabalho. Se vamos ter dinheiro para arcar com todas as despesas extras que surgiram desde a enchente.

Não consigo mais dormir.

Perdi a rotina, perdi o que mantém a mínima sanidade mental que eu preciso para viver.

Escrevendo assim parece pouco. Podia ser pior, claro que podia, e eu sei disso. Mas se você parar para pensar tudo sempre pode ser pior.

Esse é o MEU pior.

O resultado? Como eu disse, não funciono.

N.

* para ler o que eu escrevi quando o lobo ainda estava na porta, clique aqui.

Comments (12)
Categories : depressão, Pretensões e Desabafos

Estou lendo (Sunbathing in the Rain)

By Nivea Sorensen · Comments (0)
Thursday, June 23rd, 2011

A cheerful book about depression – Gwyneth Lewis

Eu tinha planejado uma série de posts intitulada “Estou lendo” para obviamente escrever sobre o que eu ando lendo. Longe de escrever reviews (já que eu não tenho nenhum talento para isso) eu queria mesmo era um registro para mim mesma. Escrevi o primeiro post sobre o Never Let Me Go há um tempão atrás e nada mais desde então.

Na verdade eu não terminei livro nenhum desde o Never Let Me Go. Comprei vários, mas só agora estou finalmente chegando próxima ao final do Sunbathing in the Rain que foi presente da minha sogra quando eu ainda estava grávida.

O livro foi desses que eu comecei a ler ali mesmo quando abri o pacote. Adorei o título e a capa, e se não fosse o bastante o primeiríssimo parágrafo da introdução me ganhou:

“Todo episódio sério de depressão é um misterioso assassinato. O seu velho eu se foi e no seu lugar ficou um fantasma incapaz de sentir qualquer prazer em comer, conversar ou qualquer outra forma de entretenimento. Você se transformou numa bolsa de cadáver. Mover uma pilha de livros pode levar dias, já que os objetos numa sala tem mais força de vontade do que você. Você é tanto o corpo quanto o detetive. Sem álibis – trabalho, vida social – você não tem para onde ir. O seu trabalho é descobrir que parte de você morreu e porque ela tinha que ser assassinada.”

Mas aí veio E. e eu estava mais preocupada em não ficar deprimida do que ler sobre depressão. A leitura ficou de lado e só nos últimos dias retomei. Foi quando eu percebi o quanto o livro era legal e quis escrever sobre ele.

A autora, Gwyneth Lewis é poeta e descreve no livro seu episódio de depressão, desde a causa até sua recuperação, de uma maneira que está longe de ser cheerful como o subtítulo do livro deixa a entender, mas bem real. Talvez eu usasse hopeful no título ao invés de cheerful. Concordo com ela que se você souber “usar” a doença a seu favor, a longo prazo ela só te trará benefícios. Mesmo assim não existe nada de cheerful nesse processo.

O que eu mais gostei são as citações (das mais diversas fontes possíveis – da enciclopédia britânica ao Daily Telegraph, passando por ciência, religião, literatura e filosofia), que ela usa para descrever a doença.  A minha preferida:

“you must be ready to burn yourself in your own flame;
how could you rise anew if you have not first become ashes?”
— Friedrich Nietzsche (Thus Spoke Zarathustra: A Book for None and All)

O melhor de tudo, além de muito bem escrito por alguém que já esteve lá, o livro passa bem longe de auto-ajuda. Ainda nem terminei mas não vou me arrepender de ter lido.

N.

 

Comments (0)
Categories : depressão, Estou lendo

30 semanas e a minha saúde mental

By Nivea Sorensen · Comments (17)
Wednesday, February 9th, 2011

A última vez que fui à uma consulta no departamento de psiquiatria da maternidade onde vai nascer o meu babóg saí de lá arrasada com a possibilidade (que naquela altura me pareceu tão real) de ter que tomar antidepressivos durante a gravidez.

Posso até ter feito tempestade em copo d’água, mas a verdade é que eu chorei, chorei e chorei. Me lamentei, achei que não era justo, e chorei mais um pouco. E aí finalmente pus a cabeça no lugar. Li tudo o que me foi indicado sobre a doença, e sobre os possíveis efeitos colaterais que o o babóg sofreria e me vi pensando no lado positivo: felizmente eu tenho acesso ao tratamento, acompanhamento médico especializado, condições financeiras para pagar pela medicação (que no Brasil, pelo menos, costumava ser tão cara) e um marido que oferece todo o apoio e compreensão.

E lá fui eu para a segunda consulta já certa do que esperava por mim. Se o médico dissesse que eu precisaria dos remédios, que assim fosse. Mas para minha surpresa, ele foi categórico ao afirmar que remédio, no meu caso, só se preciso for. Ou seja, como prevenção, não.

O conselho dele, que eu procure por terapia cognitiva comportamental para me ajudar a aceitar o fato de que nada, absolutamente nada nesse mundo vai ser mais imprevisível do que um recém-nascido na minha vida. Que ele vai sim, acabar de vez com a minha rotina. E que eu não vou dar conta de tudo sozinha e vou precisar de ajuda. E que tudo bem.

Conselho número dois, que eu abandone de vez os livros (e os aplicativos da apple, e os websites) sobre maternidade e deixe que o babóg me ensine a cuidar dele.

O conselho de número um foi aceito de bom grado, amanhã à noite eu vou conhecer a minha nova terapeuta (indicação do próprio médico).

Já o segundo…. Eu, sem os livros, os manuais, as receitas, as listas? Bom, para aceitar o segundo conselho eu vou precisar mesmo de terapia.

N.

PS. e que cansaço é esse, alguém me explica? É seu? Porque eu estou com o meu e o de mais outras duas ou três pessoas.

Comments (17)
Categories : depressão, Gravidez, Pretensões e Desabafos

26 semanas e o lobo na porta

By Nivea Sorensen · Comments (6)
Thursday, January 13th, 2011

I keep the wolf from the door
But he calls me up
Calls me on the phone
Tells me all the ways that he’s gonna mess me up

(Radiohead)

Estou enrolando há mais de um mês para escrever sobre esse assunto. Por falta de tempo, e na maioria das vezes, por medo de me faltar estrutura para escrever e consequentemente ter que enfrentar isso de novo. Precisei de um tempo a princípio para assimilar e aceitar algumas coisas, mas agora chegou a hora de admitir que o lobo continua lá. Muito provavelmente vai sempre estar lá e eu preciso aprender a conviver com ele.

Quem tem depressão uma vez corre um risco de 50% de ter a doença de novo. Depois do segundo episódio, pasmem, esse número aumenta para 90%.

O fato é que depois de 3 anos me vi novamente sentada na sala de espera de um consultório psiquiátrico.  Numa situação muito diferente dessa vez, já que não estou com depressão. Aliás, ao contrá rio (e não consigo pensar em duas situações tão opostas quanto essas duas), nunca estive tão feliz quanto agora.

Diferente também porque estou grávida. Tão grávida que não dá pra esconder. Daí quando sentei lá (o consultório fica dentro da própria maternidade), fiquei pensando no que todas as pessoas de passagem por ali pensavam sobre a grávida com algum tipo de doença mental.

Se tem uma coisa mais difícil do que estar em depressão é lidar com o preconceito que vem com a doença. Com o perdão pelo exagero que eu posso estar cometendo, é praticamente a mesma coisa que ter AIDS nos anos 80. Acho até que a coisa piora ainda mais quando a depressão é depressã o pós-parto. Quando voce tem câncer as pessoas automaticamente ficam com pena. Mas quando a doença é depressão, na maioria das vezes (não estou generalizando nem afirmando que todo mundo reage da mesma maneira), a pena vem acompanhada de uma aura de ignorância. As pessoas tendem a não considerar depressão como doenca, mas como fraqueza. “Frescura” foi a palavra que mais ouvi para descrever o que eu passei durante o primeira crise.

Daquela primeira vez eu, recém saida da adolescência, ainda me importava (e muito) com o que outros achavam ou deixavam de achar. Evitei contato com todo mundo para não ter que admitir que estava com depressão. E durante muitos anos me recusei a falar a respeito.

A segunda crise veio com 10 anos de diferença e me encontrou além de mais velha, mais preparada. Reconheci os sistomas com muito mais rapidez, agi mais rápido e consequentemente me recuperei muito mais rápido. Também pouco me importei com a ignorância alheia. A partir de então, nunca fiz propaganda, mas falo sobre o assunto abertamente e sem um pingo de vergonha.

Estresse pode causar úlcera e outras tantas outras doenças. Em mim causou depressão. Se alguém acha que sou fraca por causa disso, problema deles e não meu.

O big deal dessa vez é que fui a consulta crente que estava bem. Ou melhor, que tinha meu estresse sob controle. Naquela ocasião não vi o psiquiatra, mas uma enfermeira especializada em saúde mental. Obviamente ela atende os novos pacientes e faz uma espécie de triagem para ver quem precisa realmente uma consulta com o psiquiatra.

Não consegui “enganá-la”. Em aproximadamente 2 horas de consulta/terapia ela conseguiu identificar o meu “gatilho”, ou seja, a causa dos meus episódios de depressão. Eu levei muito mais de 10 anos (e com auxílio de terapia e consultas psiquiátricas) para chegar a mesma conclusão: eu me estresso. Mais do que o que é considerado normal e saudável e com as menores das coisas pequenas. Quero ter tudo sobre o meu controle, tudo do jeito que eu planejei e reajo de uma maneira quase ridícula quando as coisas seguem outro caminho.

Segundo a tal da enfermeira, naquele momento ela via meu nível de estresse como girando em 7 (numa escala de 0 a 10). Uma pessoa “normal” deveria manter esse índice em torno de 5-6, já que a falta de estresse também significa problemas.

Eu vivo bem com o tal do índice alto assim. O problema, ainda segundo ela, é que com a chegada de um bebê vai ser praticamente impossível que esse número não aumente. E aí, bom aí, eu vou acabar beirando a insanidade de novo.

Para evitar que isso aconteça são grandes as chances de eu ter que voltar a tomar antidepressivos ainda durante a gravidez. Na verdade, ela foi enfática: melhor encará-los agora, mantendo o lobo lá fora, enquanto estou bem, do que esperar até o babóg nascer e aí ter que expulsar o lobo de dentro de casa.

Tudo isso me foi falado da maneira mais clara (e doce, se é que se pode dizer assim) possível. Aliás, gostei da enfermeira. De todas as pessoas que já me atenderam durante todo o pré-natal, foi com ela que me senti mais confortável e melhor cuidada.

Saí de lá com uma consulta marcada para ver o psiquiatra mesmo, que vai dar sua opinião quanto a prescrição dos antidepressivos. E também com uma lista de terapeutas behavioristas (já que a terapia tem que ser feita junto com o uso dos remédios) e uma lista de websites bem bacanas que tratam do assunto. Ela também aconselhou que I. vá comigo à próxima consulta, o que eu achei muito bom pra nós dois.

Saí do consultório bem. No entanto, a ficha foi cair ainda na recepção do hospital (onde esperava por I., já que naquele dia tínhamos consulta para a ultra-som). Acabei chorando. E chorei por alguns dias depois da consulta.

Foi como se eu tivesse tomado um balde de água fria na cabeça. Eu que achava que estava indo tudo tão bem. Eu que sabia das chances de ter depressão (inclusive pós-parto) de novo. Ouvir assim da boca de outra pessoa, alguém que faz isso o dia inteiro, que VAI acontecer de novo, não foi fácil.

Mas nada nunca é.

N.

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Categories : depressão, Gravidez

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