Pretensões e Desabafos

O último do ano

Não cheguei a contar, mas poderia apostar que todos os posts escritos no blog nesse ano de 2018 cabem em duas mãos.

Isso diz muito, mas muito sobre o meu ano.

2018 para mim parece ter sido um limbo, um ano de transição.

Não foi exatamente um ano ruim, mas bem difícil. Ou seja, coisas muito boas aconteceram mas eu tenho mesmo a impressão de que vivemos numa montanha russa em que os “baixos” chegaram ao limite do que poderíamos suportar. Por sorte eles sempre foram seguidos de momentos felizes em que toda dificuldade vira aprendizado.

Quem me acompanha de perto (e por perto eu quero dizer no instagram) sabe que a principal razão para isso foi o a TDPM, uma doença que me afetou por grande parte do ano. No total passei aproximadamente 30 dias internada num hospital, e tantos outros completamente incapacitada.

Quem esteve por perto (e por perto dessa vez eu quero dizer fisicamente perto) se assustou e muito com meu estado. Meu marido e filhos, então, foram bastante afetados.

2018 foi ano em que eu não consegui me organizar, e sem rotina nenhum dos meus planos para o ano deu certo.

Não ccnsegui emagrecer nem me exercitar com frequência (mas durante alguns meses através de uma consultoria online tive resultados incríveis e me senti muito bem). Pelo contrario, termino o ano ainda mais fora do peso que eu gostaria (que não é “ideal”, muito menos o socialmente aceito, mas o peso em que eu me sinta bem).

Isso afetou bastante minha auto-estima. Acho que nem foi o excesso de peso em si, mas o fato de eu não conseguir deixar de usar a comida como forma de compensação.

Compensei os momentos ruins comendo muita porcaria e entrei num ciclo de falta de energia seguido por mais ingestão de açúcar e carboidrato e mais mal-estar.

A falta de organização afetou também as nossas finanças. Terminei todos os meses praticamente no vermelho. De novo foi um ciclo vicioso. Nos meus dias bons (leia-se antes do periodo de ovulação) organizava meu orçamento com perfeição e nos dias ruins ignorava completamente o extrato bancário e comprava tudo o que via pela frente na tentativa de me sentir melhor. Por sorte eu não possuo cartão de crédito e por isso não cheguei a fazer dividas, mas muitas vezes fui obrigada a pedir mais dinheiro para o Ian para terminar o mês.

Ao mesmo tempo os gastos da nossa familia esse ano aumentaram de maneira significativa. De novo minha doença foi a maior responsável por isso: médicos, especialistas, remédios, internações e por fim a cirurgia custaram um bocado. Erik precisou de avaliação psicológica (um assunto que definitivamente vai aparecer por aqui em breve), Elena teve um problema de saúde que persiste (também outro assunto que precisa ser abordado a parte) e tudo isso também saiu do nosso bolso. Sem contar o carro e a casa que pareciam precisar de algum reparo a cada semana.

Ainda para dificultar um pouco mais as coisas nesse sentido (mas melhorar nossa vida de diversas outras maneiras) Ian deixou um emprego estável para montar uma empresa com um sócio e trabalhar por conta própria. Sem a segurança de um salário fixo ao final do mês fomos obrigados a manter uma poupança gorda para o caso de faltar trabalho para ele no futuro (o que, ainda bem, não tem acontecido). Ou seja, trocamos vários dos nossos luxos diários pela segurança das contas pagas nos meses seguintes e por um futuro sem maiores preocupações financeiras.

Se eu dissesse que meu casamento não sofreu com tudo isso eu estaria mentindo. Foi muito difícil encontrar tempo e disposição para ser casal enquanto buscávamos só terminar mais um dia. Em 9 anos juntos essa foi nossa primeira crise. Ao mesmo tempo, ter passado por isso nos mostrou que existe mesmo muito amor entre a gente, porque do contrário não teríamos terminado o ano juntos.

Mas se houve uma coisa boa nesse ano é que com o final dele as coisas parecem finalmente ter se ajeitado. Talvez seja só o fato de que eu finalmente me sinto bem e capaz de cuidar de mim, do meu casamento, da minha casa.

Aliás, teve mais coisa boa: teve minha irmã passando algums meses e trabalhando como au-pair para gente; teve o Caminho de Santiago (vou contar mais sobre); teve minha cirurgia e teve a Lua, a nova integrante da família (outro assunto que merece post, é só esperar).

Nossa semana de Natal em Killarney teve filhos doentes, carro quebrado, mas ao mesmo tempo foi a mais feliz de todo o ano. Ou seja, não é mesmo sobre o que acontece com a gente, mas o que a gente faz com isso.

Calma que chama, né?

N.

PS. a foto do post é meu TOP 9 do Instagram nesse ano (duas delas #tbts)

3 Comments

39 anos; brasileira que mora na Irlanda; mãe de um filhote de irlandês do cabelo vermelho e muito fogo na bunda, de uma pimentinha de olhos grandes e curiosos e de uma caçulinha que é só sorrisos.

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December 31, 2018
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3 Comments

  • Liana

    Terminando o ano fazendo um “gancho” para 2019, que vai começar bem e seguir melhor, são os meus votos pra você!
    Espero que esse ano, que foi duro mas imagino que necessario, tenha te ajudado a rearrrajar, adaptar, ajustar para agora engrenar 🙂 2018 foi “faxina”, 2019 será a festa rsrsrs Beijos carinhosos, Liana

  • Thaís

    Saudades de te ver por aqui. Aliás, vou te seguir no Instagram, rsrsrsrsr. O ano não foi fácil mesmo, mas o importante é que você está melhor e tenho votos de que 2019 seja um ano de renovações e muitas coisas boas, que as dificuldades tenham ficado para trás, e que tenham te dado aprendizado para a caminhada que segue. Muita força e boas energias!!

  • Andreia

    Terminando o ano com quero saber de todo o resto aí mencionado.
    Qdo te vi a última vez vc tava meio cheinha mesmo. Verdade. Mas vc continua a mesma e é linda por dentro e por fora.
    Tenha calma que logo mais vc chega no peso que vc quer. Um ano novo renova mesmo as nossas esperanças e vc vai conseguir tudo o que vc deseja.
    Te amo e amo a sua família. Vcs são todos fofos.

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