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Quem conta

33 anos, paulistana, paulista e são-paulina, casada com um irlandês. Louca por bolo, pastel, literatura, cinema, corujas e girassóis. Ex-professora de inglês e mãe in the making.

Que Seja Doce

“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”

Caio F.

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Archive for Cakeria

Dá um grito

By Nivea Sorensen · Comments (13)
Wednesday, May 16th, 2012

2 bolos (um deles vai ser duplo, para 60 pessoas) +  300 docinhos entre brigadeiros e beijinhos +72 cupcakes (com recheio E cobertura), tudo para esse final-de-semana = euzinha atrás de um avental todo sujo de ovo (igualzinho a música que a minha mãe tanto cantarolava) por sabe-se-lá quantas horas.

Isso aí em cima não é um terço do que vai ser usado entre amanhã à noite e domingo de manhã. São quilos de farinha, granulated sugar, caster sugar, icing sugar (eu não sei os nomes de tanto açucar assim em português), coco ralado, chocolate em pó, barras de chocolate, chocolate granulado, leite condensado (juro que comprei essa semana mais de 20 latas), doce-de-leite, nutella, morangos e bananas, avelãs, ovos, manteiga, leite e fermento. Sem contar as forminhas, as caixas e caixinhas, os corantes, e etc.

As compras foram feitas, a agenda está montada, a decoração quase pronta, agora é literalmente por a mão na massa.

Se eu não passar por aqui, me dá um grito que eu tô logo ali na cozinha (com um babóg pendurado às minhas pernas).

N.

Comments (13)
Categories : Cakeria

And then there were none

By Nivea Sorensen · Comments (29)
Friday, September 23rd, 2011

Mas ao invés dos 10 negrinhos da estória da Agatha Christie esse é um post sobre 8 cupcakes.

Começou com P., a amiga que queria uma encomenda de cupcakes que não fossem muito doces, preferencialmente com maçãs. Acontece que eu sou uma pessoa que acha a vida muito curta para se economizar no leite condensado, e não sei fazer nada que não seja muito, mas muito, muito doce.

Então que lá fui eu procurar uma receita, já que as minhas sempre incluem além do leite condensado, chocolate, nutella ou doce de leite.

Receita encontrada, uma de maçã e nozes, achei que conseguiria fazer sem maiores problemas. Mesmo assim não ia vender (ainda mais para uma amiga) os tais dos cupcakes sem saber se ficariam bons ou não. Resolvi então fazer alguns para o controle Sorensen de qualidade.

Meia receita me rendeu 8 bolinhos. Depois de assados eu tive que abrir um para ver se não estava cru por dentro (já que eu nunca fiz bolo com fruta dentro e não sabia como seria a textura). Quando abri, ainda quente, a casa toda foi invadida por aquele cheiro delicioso de maçã, canela e bolo que acaba de sair do forno. I. veio correndo ver do que se tratava.

Se fosse durante o dia eu acho que teria resistido, mas depois das 10 da noite, tendo jantado (sopa) às 7, não teve jeito. Sabe o fim que o cupcake teve, né? Dividi com I com quem sou casada em comunhão parcial de bens, bolinhos e afins.

Sobraram 7. Hora de testar então a cobertura. Nesse momento eu sou obrigada a admitir que I. lutou contra minha insistência de que o teste de qualidade só estaria concluído depois de testar o cupcake completo. Como eu precisava de uma segunda opinião, de novo dividi o dito cujo com ele. Sabe como é, casamento na alegria e na doença, na riqueza e na pobreza, na dieta e no pé-na-jaca.

Então sobraram 6, que eu teria comido sem pensar duas vezes, não fosse por I. que me convenceu a ir para a cama e esquecer o assunto.

Na manhã seguinte, lá estavam eles. E aí, fazer o quê? Comer e chorar os quilos perdidos? Jogar no lixo? Colocar um aviso no hall de entrada do prédio e tentar fazer uma doação sem fins lucrativos de cupcakes?

Quando minha dieta gritou: “ou eles ou eu!”, eu decidi que era hora de agir e unir o útil ao nem tão agradável assim. Empacotei os cupcakes e resolvi ir fazer a minha doação lá no escritório de I., na tentativa de engordar as colegas de trabalho dele.

Detalhe, fui caminhando. Uma hora de ida, uma hora de volta. A passos rápidos, na chuva, empurrando um carrinho de bebê.

I. chegou do trabalho dizendo que não tinha sobrado nem um cupcakezinho para contar estória, nem uma migalhinha.

Orgulhosa de ter me livrado dos bolinhos fui comemorar o feito com uma pint de Guinness*, porque afinal era Arthur’s Day**!

Sláinte!

N.

PS * eu tomei só meia pint e adivinha? Dividi o resto com I.

PPS ** para saber mais sobre o Arthur’s Day corre lá no blog do meu amigo S. e lê meu post de ontem!

Comments (29)
Categories : Cakeria, Dieta, Pretensões e Desabafos
Tags : Cakeria

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