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Quem conta

33 anos, paulistana, paulista e são-paulina, casada com um irlandês. Louca por bolo, pastel, literatura, cinema, corujas e girassóis. Ex-professora de inglês e mãe in the making.

Que Seja Doce

“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”

Caio F.

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Archive for Blog

Sem palavras

By Nivea Sorensen · Comments (22)
Monday, April 30th, 2012


Eu ia escrever sobre a dieta nova, sobre o curso de sábado, sobre a echarpe que comprei para E., sobre… sobre diversas outras pequeninices. Mas aí quando cheguei por aqui me dei conta de duas coisas, a primeira é que esse é o meu post de número 500.

Quinhentos posts (sem contar a pasta de rascunhos, cheia de textos nunca terminados ou nunca publicados), quinhentos pedacinhos da minha vida. Quinhentas vezes que eu arrumei assunto, ou na falta do mesmo inventei um.

E nem é só isso, o post de número 500 caiu bem no dia de hoje, dia em que meu blog comemora 6 anos de vida (apesar de eu ter sumido por uns anos, e de ele ter tido outro nome e outro endereço).

E foi aí que todo o assunto sumiu e pela primeira vez em muito tempo eu fiquei sem palavras.

N.

PS. se tivesse percebido isso antes juro que teria feito um bolo só para comemorar a data

PS2. logo, logo o blog vai ganhar cara nova, prometo (ou melhor, o marido designer promete).

Comments (22)
Categories : Blog, Pretensões e Desabafos

Gosta de mim?

By Nivea Sorensen · Comments (15)
Tuesday, March 27th, 2012

Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, eu poderia estar enchendo meu babóg de beijinhos (ou cheirando o cabelo dele), eu poderia estar passando roupa, mas estou aqui te pedindo para me gostar.

Seguinte, o tal do google friend connect (que juntava todo mundo que gostava do meu blog aí no cantinho direito da tela) não existe mais para quem usa o wordpress (meu caso), e muita gente que fazia parte desse grupo ainda não está na minha página do Facebook (que é o único jeito de receber os updates dos posts).

Então vai lá e me mostra todo o seu amor? Só clicar aqui e me dar um like. Se você me gosta eu te gosto também!

Easy peasy lemon squeezy.

N.

Comments (15)
Categories : Blog

O que eu ganho com isso?

By Nivea Sorensen · Comments (23)
Thursday, September 8th, 2011

Eu venho aqui quase que diariamente. Conto minha vida. Reclamo e choro sobre o leite derramado. Mostro fotos da minha família. Escrevo quase que um diário público.

Se tenho medo do que algúem possa fazer mau uso de toda essa informação, talvez. No fundo acho que não. Pode ser ingenuidade, mas para ser honesta, eu nem sei fazer de outro jeito. Não sei escrever sobre outra coisa que não seja a minha vida. E nem sei viver sem escrever.

E nem que soubesse, não é o que eu quero fazer.

Além disso, até hoje, o número de pessoas incríveis que eu conheci através do blog supera e muito (imagina muito? muito mesmo)  o número de weirdos por aí.

Quer exemplo? Olha só M. com o meu babóg:

M., deixou um comentário aqui uma vez, e muito fofa me contou que estava vindo para a Irlanda e queria saber se eu precisava de alguma coisa do Brasil. Agradeci, mas na verdade não precisava de nada mesmo. Ainda assim M. trouxe um presentinho para o E., uma girafa de pelúcia, que ela me entregou quase no final da minha gravidez. Soltou ainda a quase profecia, de que o meu babóg seria rosinha e cheio das bochechas.

Dia desses ela veio finalmente visitar E., trouxe presentes para mim (um excesso de fofura) e trouxe para ele sabe o que? Olha só:

As toalhinhas sobre as quais eu falei aqui.

Isso para não falar da V., que me mandou vários presentinhos diretamente do Brasil quando minha irmã veio aqui nos visitar.

E sem nem contar que as duas melhores amigas em Dublin eu só conheci por causa do blog. Considerando-se o números de pessoas que se sentem sozinhas e isoladas num país estrangeiro eu não posso negar que ter vocês na minha vida, faz com que ela seja muito melhor.

Então que ter um blog desse estilo pode não ser a coisa mais segura a se fazer em tempos de Big Brother digital. Então que dinheiro também não dá. Então que toma tempo, tempo que nem sempre eu tenho.

Mas e quem liga? Eu não.

N.

Comments (23)
Categories : Blog

A pagadora de promessas

By Nivea Sorensen · Comments (10)
Tuesday, September 6th, 2011

(…)Prometo comprar (e mandar pelo correio) um presentinho para quem adivinhar ou chegar mais próximo da data. Então se você passa por aqui, deixa seu palpite em forma de comentário aí em baixo. Mas como eu vou presentear uma pessoa só, tem que colocar dia e horário para ele nascer (assim ganha quem chegar mais perto).

Alguém aí se lembra disso? Para quem é novo por aqui eu explico: o parágrafo acima é parte do meu post 38 Semanas e o Bolão, escrito no dia 6 de Abril desse ano, portanto, 7 dias antes do nascimento do meu babóg.

Quem acertou a data em cheio foi a D., que acaba de inaugurar o Clube de Mães e Pais Blogueiros:

E. vai fazer 5 meses muito em breve, eu ainda não tinha cumprido a tal promessa. Culpo todo o estresse de ser mãe de primeira viagem, as noites mal dormidas, a falta de tempo e todo esse bla bla bla.

Enfim, estou aqui para contar (para D. e para todo mundo que deixou sua data por lá) que finalmente postei meu presentinho na última sexta-feira.

Demorei mas cumpri.

Escolhi tudo com muito carinho, comprei coisinhas pequenas que eu adoro e achei que D. também gostaria. Embrulhei bonitinhho com papel de presente, laço e cartão e fui feliz da vida para o correio.

Gostei tanto, tanto de fazer tudo isso que estou pensando seriamente em dar mais um presentinho aqui no blog.

Será, será?

N.

Comments (10)
Categories : Blog, Meu babóg

300

By Nivea Sorensen · Comments (20)
Wednesday, August 24th, 2011

Hoje eu vim aqui escrever qualquer bobagem e mei conta de que esse seria meu post de número 300.

300 vezes eu vim aqui e abri meu coração. Escrevi sempre como quem escreve só para si mesmo. Escrevi sem censura, escrevi sem mentira, escrevi sem vergonha. Escrevi sobre filmes que eu vi, sobre livros que eu li, escrevi sobre os dias mais felizes, e sobre os mais tristes também. Escrevi sobre as menores das coisas pequenas e sobre a maior de todas elas.

Aqui está registrado um bom pedaço da minha vida. O melhor pedaço, devo dizer.

Aqui eu fiz amigos, virtuais e reais. Aqui eu recebi conselhos, recados e muitas palavras de carinho.

Aqui eu venho quando tenho novidades ou quando nada acontece. Venho quando estou sozinha ou quando preciso ficar sozinha. Venho quando quero dividir ou quando quero guardar algo só para mim.

Aqui eu volto sempre quando me perco ou quando preciso me lembrar de quem eu sou e do que me faz feliz. Do que me faz bem e do que me faz viva. Do que me faz forte. Do que me faz melhor.

Um grande obrigada a quem me visita aqui diariamente, ou mesmo que só de vez em quando. A quem comenta e a quem fica em silêncio. A quem eu conheço e a quem permanece no anonimato.

300 vezes obrigada.

N.

PS. A partir de hoje eu começo a arrumar textos antigos que perderam a formatação quando transferidos so Blogger para o WordPress e já peço desculpas a quem recebe as atualizações pelo blogroll, pelo Twitter ou pelo Facebook. Tenham paciência comigo.

Comments (20)
Categories : Blog

A encomenda (parte II)

By Nivea Sorensen · Comments (20)
Wednesday, August 3rd, 2011

Minha irmã chegou ontem em Dublin e trouxe na bagagem todas as coisas que eu pedi: os esmaltes, os alicates de unha, as Melissas, as Havaianas, o álbum de casamento que eu ainda não tinha visto, os livros, os cremes da Natura e do O Boticário e as encomendas que as amigas fizeram.

Além do que eu pedi, a família também mandou presentes para mim, para I. e para E. Mas tudo isso era mais do que esperado.

Agora além do que foi pedido e do que era esperado vieram também várias pequenas coisinhas: pipoca doce (a do saquinho cor-de-rosa), doce de leite (durinho por fora e molinho por dentro), café (embrulhado à vácuo), e várias revistas (as de fofoca para olhar as fotos, a Veja para falar mal, a Caros Amigos para ler do início ao fim). Tudo embrulhado em papel de presente, individualmente, com o maior cuidado. Nas embalagens lia-se “saberes”, “sabores” ou “aromas”, dependendo do conteúdo.

E foram esses pequenos embrulhos que quase me fizeram chorar. Para saber porque eu preciso primeiro que você dê um pulinho no meu passado e leia esse post chamado A encomenda que eu escrevi há mais de um ano atrás.

Leu? Agora você tem que ler o recadinho que foi deixado para mim no Facebook:

Para Nivea Sorensen:

“A encomenda que você não recebeu”

A encomenda que você não recebeu em Julho do ano passado está chegando (pelo menos parte dela), as suas mãos, com um ano de atraso. Mas, já diz o ditado: “antes tarde do que nunca.”

O cheirinho de casa de mãe foi colocado, cuidadosamente, na embalagem à vácuo do café e que prazer, imagino eu, será ouvir o “ssshiiiiii” da embalagem sendo aberta e liberando um aroma que te trará boas lembranças.

Já em relação à pipoca doce quem liga se ela é tão artificial que pode causar câncer? E apesar de hoje existir, no mercado, uma infinita variedade de marcas e tipos (talvez até menos cancerígenos), a do pacotinho rosa continua, na minha opinião, imbatível.

O docinho de leite, aquele durinho por fora e molinho por dentro, não é para quando você estiver doente ou triste por que isso é coisa do passado. Hoje é para ser puro “deleite” (me perdoe o trocadilho!).

E as revistas de fofoca? Essas, você folheia e depois joga fora. Por que… bom, por que sim. Enfim, há quem goste (mas pelo jeito não é o seu caso. Nem o meu.) A Veja é fresquinha. Leia o que estamos lendo e publicando por aqui. A Caros Amigos fica por sua conta. Eu mesma não conhecia. Então, aproveite a leitura. Isto é, quando o Erik deixar.

Quanto aos DVDs, os livros, as fotos, os esmaltes e o alicate de cutícula da encomenda que você não recebeu, eu acredito que devem ter ficado por conta da Ana Maria da Costa.

E eu? Bom, eu só espero que você tenha gostado. E que os aromas, os sabores e os saberes possam te aproximar, pelo menos um pouquinho, daquilo que você deixou aqui e que se transformou ou em saudade ou em lembrança. E que seja doce…!

Agora se eu te contar que quem assina o recado é uma amiga da irmã que eu nunca nem vi, e que só me conhece através do blog, você entende a razão do choro?

V., queria agradecer a doçura mas nem de longe consigo. Obrigada mais do que tudo pela lembrança.

N.

Comments (20)
Categories : Blog

Não durmo, logo escrevo, logo virou vício?

By Nivea Sorensen · Comments (6)
Thursday, March 31st, 2011

Agora há pouco comecei a pensar sobre o que escrever hoje. Confesso não tinha nada em mente. Decidi então tirar um dia off do blog. Achei merecido já que tenho escrito diariamente durante as últimas semanas.

Na dúvida se tinha escrito tudo isso ou não fui olhar meu arquivo do mês, que aliás se encerra hoje. E me surpreendi: esse é o meu post de número 26 em Março. Nunca, nem de longe, eu tinha escrito tanto.

Março foi meu último mês de trabalho, época de encontrar alguém e treiná-la para me substituir, época de deixar as coisas todas em ordem, de arrumar os arquivos, os físicos e os virtuais, de me livrar de pendências e tudo aquilo que eu vinha deixando pra depois.

Março, meu nono mês de gravidez, época de comprar o que estava faltando, de arrumar a casa a espera do babóg, de arrumar malas, época de infinitas consultas médicas, de terapia, de curso pré-parto.

Março, do meu chá-de-babóg, da inauguração do Mães Internacionais, de receber visitas e mais visitas aos finais de semana (mais de uma vez foram meus sogros que se hospedaram por aqui, depois os cunhados, depois um amigo de I.).

Março, do cansaço que chega a doer, das noites praticamente todas passadas em claro, época da gripe feia, que me derrubou por mais de uma semana.

Março, que para mim parece que teve uns 60 dias. Porque só isso para explicar o fato de que eu dei conta de tudo e ainda consegui escrever.

E quando eu terminei de pensar em tudo isso, percebi que já tinha escrito mais uma vez.

Dia off? Quem sabe amanhã.

N.

Comments (6)
Categories : Blog

Vai um selinho aí?

By Nivea Sorensen · Comments (22)
Thursday, March 10th, 2011

Eu não estudei português o bastante para saber se escrever é verbo transitivo ou intransitivo. Não sei dizer se pede objeto ou não. Mas posso afirmar que pede público. Pelo menos para quem escreve blog.

Se eu não quisesse, gostasse, ou esperasse que as pessoas viessem aqui ler o que eu escrevo, isso não seria um blog aberto ao público, seria o diário que eu mantenho na mesinha de cabeceira.

Bobeira negar que eu não fico feliz com os comentários e com o número de seguidores, ou que eu não acompanho o número de visitas que eu recebo.

Eu faço tudo isso, sim. Mas não faço disso a minha razão para escrever. Continuo escrevendo exatamente como se fosse o diário ao lado da cama. Nunca penso que se escrevesse sobre o assunto x, ou da maneira y, conseguiria atrair um público maior. Não invento, nem aumento. Não faço promoção, ou sorteio, nem faço propaganda. Não me obrigo a publicar diariamente, nem deixo de fazer isso por achar que um post vai ofuscar o anterior. Enfim, escrevo o que eu quero, como eu quero e quando eu quero. Nem o horário para publicar eu escolho. Não consigo me programar, eu escrevo e na sequência já coloco online.

O máximo a que eu me permito em termos de divulgação são os links no FB, no Twitter e no Orkut, que são automáticos.

Quem me conhece pessoalmente há mais tempo sabe que querer agradar não é o meu forte, então eu nem tento. E posso apostar que essas pessoas também não conseguiriam diferenciar entre a pessoa que escreve e o blog.  Eu sou o que escrevo, o que escrevo sou eu.

Daí que vira e mexe alguém me oferece um “selinho”. Para quem não faz parte desse mundinho dos blogs, um selinho é como se fosse um prêmio pela qualidade do seu blog. Ou pelo menos deveria ser assim. Mas virou comércio. Eu crio um tal selinho e escolho 5 pessoas para presentear. Nada de errado com isso. O problema começa quando eu estabeleço regras para o recebimento do prêmio: essas 5 pessoas seriam então obrigadas a postar o selinho no blog delas, dizer quem deu (olha o marketing direto), escolher mais 5 e seguir a corrente.

Por essa razão eu nunca aceitei nenhum. Mas ao mesmo tempo me sinto mal às vezes porque a pessoa que ofereceu pode nem estar pensando no marketing todo. Vai ver ela só recebeu o selinho, aceitou (talvez até por vergonha de negar) e se viu na obrigação de passar para a frente.

Peço desculpas aqui a quem já me ofereceu um selinho e eu ignorei. Não é por mal, mas eu odeio a obrigação de retribuir. Afinal, imagina só se eu saísse por aí oferecendo o Selinho I. de Qualidade por exemplo, que saia justa que não seria?

Selinho, de qualquer tipo, na minha casa ou no meu blog, só o do marido.

N.

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Categories : Blog, Pretensões e Desabafos
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