Layout Image

Quem conta

33 anos, paulistana, paulista e são-paulina, casada com um irlandês. Louca por bolo, pastel, literatura, cinema, corujas e girassóis. Ex-professora de inglês e mãe in the making.

Que Seja Doce

“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”

Caio F.

Últimos Posts

  • Dá um grito
  • Males que vêm para bem
  • 13 meses
  • Um filho, uma mãe e a canção só deles.
  • Detachment Parenting*

Comentários Recentes

  • ernani on Dá um grito
  • Jamile on Dá um grito
  • Fernanda on Dá um grito
  • grace on Dá um grito
  • Daniela on Dá um grito
  • Manu on Dá um grito
  • Celi on Dá um grito
  • Cintia on Dá um grito
  • Carol P on Dá um grito
  • ka smith on Dá um grito

Categorias

  • 2 meses (2)
  • 3 meses (8)
  • 30 Day Song Challenge (29)
  • 4 meses (6)
  • 5 meses (4)
  • 6 meses (5)
  • 7 meses (7)
  • 8 meses (8)
  • Amamentação (5)
  • Aniversário (12)
  • Barriga (4)
  • Blog (11)
  • Blogagem Coletiva (8)
  • Cakeria (2)
  • Casamento (6)
  • Chantagem emocional (1)
  • Cinema (1)
  • depressão (7)
  • Dia dos pais (1)
  • Dieta (15)
  • doçura (2)
  • Erik The Viking (1)
  • Estou lendo (3)
  • Eu e ele (2)
  • Família half and half (3)
  • Feliz (3)
  • Férias (8)
  • Forno e Fogão (13)
  • Gravidez (33)
  • História dos Sobrenomes (1)
  • Intercâmbio (1)
  • Killarney (2)
  • Licença Maternidade (3)
  • Livros (8)
  • Mães Internacionais (10)
  • Marido (11)
  • meme (1)
  • Mensagem para E. (6)
  • Meu babóg (86)
  • nada de mais (1)
  • No meu iPod (5)
  • Nomes de Bebe (1)
  • O que usar? (4)
  • Parto (3)
  • Pós parto (2)
  • Pretensões e Desabafos (143)
  • Produtos e afins (15)
  • só uma coisinha (3)
  • Sogra (3)
  • Sorensen (1)
  • Sorteio (2)
  • Talentos Culinários (2)
  • Terapia (2)
  • The Beatles (2)
  • Uncategorized (174)
  • Vida na Irlanda (34)

Archive for Marido

DR bloguística

By Nivea Sorensen · Comments (34)
Thursday, March 15th, 2012

Então que já são 8 horas da noite, o babóg já tomou banho, já tomou seu méééé e já está na cama há quase uma hora, dormindo feito a salsicha boba que ele é.

Nessa hora tiramos o crachá que diz “mãe” e “pai” e a gente volta a ser casal, volta a ser a gente. É hora parar de cantarolar as musicas da Galinha Pintadinha, de recolher os brinquedos e livrinhos infantis espalhados pela sala, de assistir um filme abraçadinho no sofá.

Só que aí, logo depois de terminar de jantar marido vira para mim e diz:

- Thanks for dinner, mum.

Agradecer o jantar ele agradece todo santo dia, mesmo que o jantar seja pizza congelada. Mas me chamar de mãe, essa foi a primeira. Viramos a Família Urso da Turma do Pica-Pau e eu nem percebi?

E agora? Tem salvação esse relacionamento? Terapia de casal resolve ou estamos fadados a ser mãe e pai em todos os momentos dessa vida?

Socorram-me!

N.

PS Nem sei se é a na Família Urso que o casal se chama de mãe e pai, alguém sabe dizer?

Comments (34)
Categories : Marido, Pretensões e Desabafos

Marido L’Oréal

By Nivea Sorensen · Comments (24)
Friday, February 3rd, 2012

Bebê, vou sair na sexta à noite, tá? Você fica com E., dá banho e põe ele na cama.

Já que eu vou sair na sexta, eu queria acordar mais tarde no sábado. Você acorda com E., troca e dá mamadeira e café-da-manhã.

Já que eu tenho que fazer um bolo para levar na sexta não vai dar tempo de fazer janta. Você se vira?

Dá para chegar mais cedo na sexta para dar tempo de eu me arrumar?

Ah, bebê, rola uma carona até Dun Laoghaire? Ah, e dinheiro para eu voltar de táxi, obrigada.

Bebê, como meu amigo vem visitar eu vou ter que sair no sábado também. Você pode por E. na cama de novo?

Ah, vou chegar tarde então você acorda cedo com ele no domingo (de novo)?

Bebê, vou precisar de dinheiro para sair, né? Deixa seu cartão em cima da mesa?

***

Esse é o meu marido.

Exatamente o marido que eu mereço.

Com essa onda toda de mompreneurs estou considerando oferecer um curso de como conseguir o seu. Interessa?

N.

Comments (24)
Categories : Marido

Toma que o filho (também) é seu

By Nivea Sorensen · Comments (26)
Thursday, October 6th, 2011

Sabe esse papo de que o bebê precisa da mãe em tempo integral? De que a mãe é quem melhor sabe cuidar e alimentar? Que a mãe é quem melhor sabe a rotina do filho e do que o filho mais precisa?

Pode ser até verdade em outros lares por aí, mas não por aqui. Aqui, antes de E. nascer as tarefas domésticas já eram divididas com igualdade, ambos cozinhamos, passamos, limpamos e fazemos de tudo um pouco. Não existe tarefa de marido e tarefa de mulher. Se fica a cargo de I, por exemplo, tirar o lixo do apartamento, não quer dizer que quando ele esquece eu mesma não posso fazê-lo. Eu passo roupa (desde que parei de trabalhar fora), mas se a camisa estiver sem passar, I. não vai pedir para mim, ele vai pegar o ferro e passar ele mesmo.

Se funciona assim entre marido e mulher, por que não funcionaria entre mãe e pai? Então que funciona sim. Todos os cuidados com E. são feitos por nós dois. Todos, sem nenhuma exceção. Não tem nada que eu faça melhor do que I., ou que ele faça melhor do que eu.

Se por um lado isso me tira a chance de transformar E. no menino da mamãe, aquele que só vai ter olhos para mim, e pedir pelo MEU colo sempre que precisar, por outro lado me traz uma vantagem brutal sobre outras mães que eu vejo por aí. A vantagem de poder sair livre, leve e solta. Sem culpa, sem achar que a coitada da criança está sentindo a minha falta.

Eu aproveito, e não deixo de fazer isso.

Aqui na casa dos Sorensen, as noites de quinta-feira são o novo black e TGI Friday é coisa do passado. Quando eu assumir o poder, todo mundo vai agradecer às quintas.

Já entendeu, né? As noites de quinta-feira são a minha folga. Folga, sim. Ou você acha que ser mãe e dona-de-casa em tempo integral não é trabalho dos bravos?

Quando I. chega em casa, não importa quais sejam os meus planos, eu ponho o filho no colo dele e esqueço que sou mãe, nem que seja para me trancar no quarto com um livro, ou encher a banheira e tomar um banho relaxante, ou sair para caminhar sozínha, comprar uma revista, tomar um café. Com sorte dá para encontrar com as meninas, jogar conversa fora e tomar uma taça de vinho, o que é disparado a atividade preferida.

Hoje, por exemplo, a programação é fazer as unhas assistindo qualquer porcaria na TV. Simples assim, mas suficiente para manter minha sanidade.

E amanhã, quando E. acordar lá pelas 7 da manhã vou estar cheia de saudades e cheia de amor e paciência para dar.

Bom para mim, bom para I. que participa ativamente da vida do filho, e melhor ainda para E. que cresce longe de uma mãe louca e estressada.

N.

Comments (26)
Categories : Marido, Meu babóg, Pretensões e Desabafos

Pai para toda obra

By Nivea Sorensen · Comments (27)
Wednesday, August 31st, 2011

Todas as vezes que eu falo com a minha mãe no telefone ela pergunta sobre o filho dela. O filho dela, para quem não sabe, é o meu marido I. Essas mesmas ligações invariavelmente terminam com uma advertência: “cuida bem desse seu marido porque outro assim você não encontra”.

Hipoteticamente, se um dia eu me divorciar (bate na madeira) certeza que minha mãe vai brigar pela posse do genro.

Agora se ela acha que ele como marido é tudo isso, é porque ela ainda não conhece o I. versão pai.

Pai que dá mamadeira, prepara mamadeira, lava e esteriliza mamadeira. Pai que troca fralda, que dá banho, que acorda bem antes da hora de manhã para brincar com o filho. Pai que levanta de madrugada quando o bebê chora. Pai que reveza comigo as noites em claro para que eu possa dormir. Pai que coloca o bebê na cama. Pai que fica de olho para ver se o filho está bem. Pai que leva o bebê do quarto no sábado de manhã para eu não ter que levantar antes das 6 da manhã. Pai que assume todas as funções uma noite por semana, para eu sair com as amigas. Pai que limpa, cozinha, passa, faz as compras, me leva para baixo e para cima de carro. Pai que paga todas as contas. Pai que não reclama. Pai que raramente está cansado.

Nunca pensei que eu diria isso na vida, mas que bom que minha mãe tem razão.

I., esse post é para dizer em público que se não fosse você eu não sei o que seria de mim. Te amo.

N.

Comments (27)
Categories : Marido

Eu sei

By Nivea Sorensen · Comments (17)
Sunday, June 12th, 2011
“ Daqui a 50 anos eu ainda vou saber seu nome e vou me lembrar de todas as vezes que você me fez sorrir. Na minha memória, tão congestionada, e no meu coração, tão cheio de marcas e poços, você ocupa um dos lugares mais bonitos.” Caio Fernando Abreu

Era 12 de Junho, uma sexta-feira ensolarada. Nem sei se eu lembrei que era dia dos namorados no Brasil (se lembrei, acho que não me importei). Naquele dia eu saí de casa para me encontrar com um irlandês, um cara que parecia legal, mas com quem eu só havia trocado meia dúzia de e-mails. Mesmo sem conhecê-lo eu sabia que ele era um cara legal. Sabia de um jeito que a gente sabe porque sabe, e só isso basta.

Ele foi só o cara legal por 2 dias, e então virou namorado, numa tarde de domingo, andando pela Baggot Street. Apesar de eu ter certeza na época que estaria embarcando de volta para o Brasil em dois meses, e ter sido sincera com ele sobre isso, sabia que valia a pena. Eu sabia, com o coração, e só isso bastava.

Namorado ele foi por 61 dias.  Num outro dia 12 (de agosto), o namorado virou noivo. Ali num pub também na Baggot Street. Sem anel, sem ficar de joelhos, sem frescura ou firula, porque de outro jeito não combinaria com a gente. A outros olhos parecia loucura, casar com alguém em tão pouco tempo, mas eu sabia. Sabia arrogantemente quase, que o tempo ali era o que menos importava. Só isso me bastou para dizer sim.

Ele foi meu noivo por 245 dias, até um outro dia 12 (dessa vez em fevereiro) quando o noivo virou marido. E marido ele vai ser para sempre. Como eu sei? Eu sei, de um jeito sem explicação, de um jeito adolescente de achar que sabe tudo mais do que ninguém. E de novo, isso me basta.

Agora de tudo que eu sei nessa vida, de todas as minhas certezas mais do que absolutas, de todas as minhas verdades intocáveis, de tudo o que eu considero sagrado e imutável, o que eu tenho mais certeza é que há 730 dias ele tem sido o amor da minha vida.

E como só saber não me basta, acordar com ele todos os dias faz de mim o mais feliz que eu poderia sonhar em ser.

Te amo.

N.

ps. e se você quer saber o que eu escrevi há um ano atrás dá um clique aqui.

Comments (17)
Categories : Aniversário, Marido

A espera dele

By Nivea Sorensen · Comments (11)
Friday, March 25th, 2011

As 40 semanas de gravidez são um período de puro altruísmo na vida de uma mulher. Ou pelo menos na minha, já que eu só posso escrever sobre o que eu vivo.

Durante essas semanas tenho visto não só o meu corpo mudar para acomodar uma outra vida, mas meus hábitos também mudam por conta do bem-estar dessa pessoa pequena que eu ainda nem conheço. Não fosse por ele, eu provavelmente não teria parado de fumar. Provavelmente ainda estaria bebendo, não diariamente, mas de vez em quando. Não deixaria de comer salame, nem ovo de gema mole, nem queijos fedidos ou sushi. Na verdade, dos queijos fedidos e do sushi eu nunca fiz questão mesmo, então não posso colocá-los na conta do babóg.

Ao mesmo tempo, essas 40 semanas são também um período de puro egoísmo. Sim, porque tudo gira em torno de mim e dele. E só. Será que saiu daí a expressão “ao redor do seu umbigo”?

Andava eu tão obcecada com a minha espera que me esqueci completamente de I. e da espera dele. São diferentes, é verdade, eu nem de longe estou tentando comparar. Mas nem por isso ele anda menos ansioso do que eu.

A minha é cheia de movimento, literalmente falando. É física. Eu espero por algo (é falta de instinto materno eu chamá-lo de “algo”?) que está dentro de mim e que portanto já faz parte da minha vida.

I. só ouve falar do que espera. Um comentário aqui, outro ali. Alguém que já passou por isso e blogou a respeito. Até uns vídeos no youtube sobre o assunto eu sei que ele já andou procurando.

A minha espera é inesperada. Eu não sei quando vai terminar. Apesar da data de lançamento do meu babóg ser dia 16 próximo, ele pode aparecer a qualquer momento. Ou pode até atrasar.

Já I. tem mais sorte. A espera dele tem dia e hora marcada para terminar. E é hoje às 17 horas. Ele já não fala em outra coisa desde o início da semana. Acho até que não dormiu ontem. Com medo de não estar lá há tempo, ele que nunca faz isso, pediu para sair uma hora mais cedo do trabalho.

Hoje quando eu chegar em casa, ele vai estar lá cuidando do brinquedo gadget mais novo, o iPad 2 da Apple:

Isso implica em duas coisas: uma, eu vou herdar o iPad 1 que agora já está totalmente obsoleto e é praticamente um trambolho, lerdo, comparado a nova versão tem exatamente o mesmo uso pra mim (ou seja, nenhum praticamente). E dois, para ganhar qualquer atenção dele pelos próximos dias, só dando a luz mesmo.

E olhe lá.

N.

PS. só para deixar claro, eu não herdo o iPad velho, não. Na verdade eu só tenho a guarda provisória dele, que vai ser dado ao filhote de geek quando ele tiver controle motor suficiente para usar os dedinhos e fazer parte do mundo nerd tecnológico do papai.

Comments (11)
Categories : Gravidez, Marido

Control Freak Under Control

By Nivea Sorensen · Comments (18)
Friday, March 11th, 2011

O meu lado Amélia precisa que as coisas sejam feitas exatamente do jeito que eu quero e quando eu quero, o que me torna o maior pesadelo na vida de um marido e de (futuros) filhos.

E mais, me torna um perigo para mim mesma. Afinal, se as coisas não estão do meu jeito eu me estresso, se me estresso fico doente. Ou então eu tento inúltimente estar no controle o tempo inteiro o que também faz com que eu me estresse.

Se não funciona desse jeito agora, imagina quando o babóg chegar e eu precisar contar com a ajuda de outras pessoas (leia-se I., e provavelmente a mãe dele)? Portanto algo precisava ser feito. Ou melhor, eu precisava mudar.

E aí entrou em cena a tal da Terapia Cognitiva Comportamental, indicação da equipe psiquiátrica da maternidade, que me acompanha para evitar uma crise de depressão pós-parto.  O objetivo desse tipo de terapia não é falar sobre o seu passado, mas trabalhar com problemas presentes, e mais do que isso, aprender a agir de forma diferente.

Honestamente, achei que não adiantaria nada, que eu nunca iria mudar. Estava errada. Primeiro por acreditar que o objetivo era uma grande mudança. Não é. São as pequenas coisas que vão fazer a maior diferença na minha vida.

Por exemplo, outro dia arrumei uma grande briga com I. por causa das sacolas do supermercado. Ou melhor, pelo fato de ele não dobrar as sacolas de supermercado do meu jeito e não coloca-las em ordem de tamanho do lado direito da prateleira onde elas DEVEM ser guardadas para manter a ordem do universo. Tudo isso mesmo depois de ele ter ido ao supermercado, ter feito as compras, pago por elas, e de ter guardado tudo nos armários, enquanto fazia o jantar. Mesmo assim, eu surtei quando vi as sacolas todas emboladas no armário.

Comentei o episódio com a terapeuta, explicando que eu não quero ser essa mulher. E juntas discutimos como eu poderia ter agido de maneira diferente.

Depois disso veio o episódio do lixo, que primeiro precisa de uma rápida explicação:

I. não se lembra nunca de tirar o lixo do apartamento. Não tem jeito, a não ser que eu peça quando ele já está saindo pela porta. Do contrário eu acabo insistindo por 3 dias seguidos (e vou acumulando sacolas ao lado da lixeira para o lixo extra) até desistir e carregar o saco para a lixeira do prédio eu mesma. Não sem antes gritar e xingar, deixando claro que marido horrível que ele é, que não faz nada por mim e não dá a mínima para o fato de eu estar grávida e miserável.

Então quando o episódio aconteceu de novo na semana passada meu primeiro instinto foi pegar o telefone, ligar pra ele e começar a briga. Pensei melhor e resolvi então bancar a vítima: mandar uma mensagem de texto dizendo que eu teria que fazer o trabalho dele de novo. Nenhuma das duas opções era uma boa idéia, eu só faria com ele ficasse chateado (afinal ele não esquece por mal) e não resolveria o problema. E foi aí que eu me lembrei da conversa com a terapeuta.

Tirei o lixo eu mesma (afinal estou grávida, não aleijada) e quando ele chegou em casa, sem tom de sermão eu sugeri que ele colocasse um alarme diário no celular, 5 minutos antes do horário que ele sai para o trabalho, para checar se a lixeira está cheia.

Não o tratei como criança,  ele adorou a sugestão, aderiu e desde então vivemos felizes para sempre num apartamento que não cheira a lixo.

N.

Comments (18)
Categories : Casamento, Marido, Pretensões e Desabafos, Terapia

O português do meu Irlandês – Parte 2

By Nivea Sorensen · Comments (18)
Tuesday, February 22nd, 2011

Para evitar que isso aqui continuasse acontecendo dei de presente de Natal para I. um curso de português.

Em primeiro lugar porque ele vêm insistindo desde que nos conhecemos para que eu ensine português para ele. Em segundo porque com a chegada do meu nosso babóg o português vai ser muito mais ouvido em casa e não quero que ele se sinta excluído. Em terceiro porque vamos ao Brasil em dezembro e I. adoraria se comunicar melhor com a minha família que não fala inglês. E além de tudo isso, porque a gente é nerd mesmo. Ele me dá um par de óculos de grau, eu retribuo com algumas semanas em sala de aula.

Nesse tempo em que estamos juntos ele aprendeu muito comigo. No entanto nos falta rotina para transformar as conversas informais em aulas de verdade. Além disso devo confessar que tenho o péssimo hábito de falar português com ele como se falasse com uma criança. Resultado, a semana passada quando ele rompeu os ligamentos do tornozelo jogando futebol e quis me contar o que havia acontecido a frase utilizada foi “meu pé está dodói”.

Antes que ele contasse à professora e aos colegas de classe que o pé estava dodói achei por bem alertá-lo sobre a escolha de vocabulário, e consequentemente sobre o que eu ando ensinando para ele. Chegamos os dois à conclusão de que o português atual dele lhe permitiria conversar confortavelmente com uma criança na faixa etária dos 5 anos ou matar de vergonha qualquer mulher mais, digamos assim, puritana. Porque eu também sou obrigada a assumir aqui em público que vocabulário para dirigir filme pornô para público adulto (fica mais bonito dizer assim, né?) eu também já ensinei. Desse, aliás, ele nunca se esquece.

Mas voltando ao assunto das aulas, decidi matriculá-lo no curso de nível 2, afinal ele já sabia o básico. Para minha surpresa no entanto, depois de 2 semanas de aula a professora achou melhor que ele frequentasse as aulas com o grupo de nível 3.

Ontem ele chega em casa feliz da vida e todo tagarela me contando, em bom português, tudo o que havia aprendido, que gostou muito mais dessa turma e que decidiu mesmo mudar de nível.

Horas mais tarde, conversando na cama, ainda em português, eu decido perguntar se a professora era bonita. O ruído utilizado como resposta me fez acreditar que a resposta era sim. Perguntei se era magra (você que é mulher vai me enteder). A resposta foi de novo positiva. Aí perguntei da bunda dela, que conhecendo bem o meu marido, eu bem sei que ele olhou:

eu:  ”E a bunda dela, você olhou a bunda dela?”

I.:  ”Não”

[1 minuto de silêncio esperando que ele contasse a verdade]

I.: “A bunda dela não é grande”

[leia-se: olhar ele olhou, mas não achou lá essas coisas]

E daí que com o português melhorando a passos largos e sem o perigo de perder o meu reinado estou achando que as aulas foram mesmo um bom presente.

N.

PS. esse é o primeiro post com o “Selo I. de Qualidade”

Comments (18)
Categories : Marido
Next Page »

Busca

Arquivo

maes internacionais

Leio e recomendo

  • Icon Blog Ká.Entre.Nós

    Close preview

    Loading...
  • Icon longe do ceara

    Close preview

    Loading...
  • Icon Madruga em claro

    Close preview

    Loading...
  • Icon Não Penteio Cabelo

    Close preview

    Loading...
  • Icon Vida Na Irlanda

    Close preview

    Loading...
  • Icon Brunalemanha

    Close preview

    Loading...
  • Icon Projeto de Mãe

    Close preview

    Loading...
  • Icon Nova Vida, Vida Nova

    Close preview

    Loading...