Daqui há duas semanas eu entro em licença maternidade. Duas semanas antes da minha data prevista para o parto. Se você levar em consideração o fato de que são grandes a chances de eu ter que esperar ainda mais, essa sendo minha primeira gravidez, vou passar aí pelo menos umas 4, 5, talvez 6 semanas eperando pelo babóg (a não ser que ele puxe o papai e tenha tanto medo de se atrasar que resolva chegar bem antes).

Uma pessoa estressada feito eu, precisa de foco, planos e listas para não terminar louca durante todo esse tempo de espera. Vou descansar muito sim, que sei que isso é importante, aproveitar o silêncio absoluto do meu lar e minha própria companhia. Mas preciso também preencher meu tempo. Livros e livros estão dando sopa por aqui, esperando para serem lidos mas eu queria uma coisa a mais.

Resolvi então rever 10 filmes que eu gosto muito, muito. Passei a semana fazendo a lista, e finalmente ela está prontinha:

1. A Fraternidade é Vermelha (Trois Couleurs: Rouge)

Porque de todas as trilogias do cinema, a das cores (do polonês Krzystof Kieslowski) é a minha preferida. E dos três filmes, esse terceiro é o que mais me comove. Gosto, dentre tantas outras coisas, da fotografia magistral (e vermelha, claro) e da atriz principal, que aliás nunca vi em nenhum outro filme.

2. O Piano (The Piano)

Para rever a cena em que a personagem da Holly Hunter toca na praia, e a personagem da Anna Paquin, ainda menina, dança.

3. Abril Despedaçado

Porque Walter Salles é meu diretor brasileiro preferido e esse é um dos poucos casos em que o filme é melhor do que o livro (que aliás também é muito bom).

4. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain)

Para celebrar todas as pequeninices da vida e desligar a TV um pouquinho mais feliz.

5. Encontros e Desencontros (Lost in Translation)

Para passar horas me perguntando o que será que o Bill Murray sussurra no ouvido na Scarlet Johansson ao som de Just Like Honey, do Jesus and Mary Chain. E para ver de novo o jeito com que ele olha pra ela. Ah, o jeito com que ele olha para ela.

6. The Motorcycle Diaries

Pelo Walter Salles (de novo), a América Latina e aquela inocência revolucionária típica da juventude.

7. A Rede Social (The Social Network)

Porque de todos os melhores filmes do ano passado esse foi o único que eu vi uma vez só. E para lembrar a mãe que eu quero ser.

8. As cinzas de Angela (Angela’s Ashes)

Porque vi há séculos atrás, quando nem a Irlanda, e muito menos Limerick, faziam parte da minha vida.

9. Across the Universe

Porque é visualmente tão perfeito que compensa o roteiro bobo. E pra fazer o meu filho ouvir a trilha sonora que é fantástica (como se ele já não ouvisse os Beatles o tempo inteiro)

10. Apenas Uma Vez (Once)

Porque sempre me lembra o quanto eu amo Dublin e meu começo de namoro com I., como eu falei aqui.

A razão de ter escolhido filmes que eu já vi é porque se não der tempo, paciência.

Aliás, paciência é o que eu mais vou precisar nos próximos dias.

N.

ps. e se der tempo, aceito sugestões para aumentar a lista, levando-se em consideração que o meu gosto para filmes não é lá muito comum.