Minha sogra é do tipo que não interfere na criação do neto. Mima, é verdade, mas não interfere. Vale lembrar que os mimos são com excesso de atenção, jamais com presentes (já que ela é do tipo econômica). Ela é do tipo que pergunta se pode oferecer tal coisa, se pode vestir tal roupa e nunca reclamou do meu jeito de fazer as coisas.
Ela é do tipo que cozinha bem. Mesmo morando com eles por praticamente 15 dias seguidos (sem contar os dias antes do feriado de Halloween) não comi por lá nada que não me deixasse com água na boca e com vontade de repetir. Até o picadinho com batata-frita e brócolis dela eu trocaria por qualquer prato de restaurante.
Mas ela é também do tipo que compartilha, o que significa que ganhei receitas novas para o meu pouco vasto reportório culinário. A paella com frango e chouriço que eu fiz com a receita e ajuda dela faria I. se casar comigo pela terceira vez.
Ela é do tipo que te convence a fazer tricô, mesmo quando você confessa que só aprendeu a fazer dois pontos há 20 anos atrás, e que não tricota nada há pelo menos 19 anos e 11 meses. Mais do que isso, ela é do tipo que te compra lã e agulhas e te manda inclusive o modelo do cachecol que ficaria lindo em você (e que parece ser do seu gosto). E te ajuda a ler as instruções. E faz o jantar enquanto você tricota como se sua vida dependesse daquilo (quando eu começo uma coisa, bebê, ninguém me para).
Ela é do tipo que cuida do seu filho, e de você, quando sua saúde mental não te permite. Do tipo que te recebe na casa dela, e do tipo que quando você volta para casa vem junto, só para garantir que tudo vai ficar bem até o bendito do antidepressivo começar a te deixar feliz de novo.
E como ela também é do tipo que está no Facebook (e por isso tem acesso ao blog), falar SÓ bem dela é a única opção que eu tenho.
N.








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