Como uma luva (enquanto isso na Irlanda)


Eu contei aqui que sempre que eu encontro um produto legal desse lado do Atlântico eu fico me perguntando se tem no Brasil.

Você que mora aí me responde se já viu essas luvas:

Sabe para que serve? Para usar no banho e esfoliar a pele. Não é legal?

Essas da foto são da The Body Shop*, e custam cerca de €5. As que eu uso eu comprei na Boots mesmo, paguei mais barato e adoro, mas já ouvi dizer que as da The Body Shop são ainda melhores e duram mais. Vou comprar um par delas hoje quando levar E. para tomar vacina.

Prós: São baratas, têm diversas cores e esfoliam de verdade (eu uso tanto com sabonete liquido quanto com o esfoliante também).

Contra: Não são nada sexy para se usar no chuveiro, né? Esqueça delas caso estiver acompanhada.

Veredito: Não vivo sem.

Hoje mesmo vou levá-las comigo para a banheira, devidamente acompanhadas de uma revista, uma taça de vinho e quem sabe um punhado de sal grosso para ver se me livro dessa fase sem vergonha que estou no momento.

Bom meio de semana.

N.

* a The Body Shop é uma loja de cosméticos britânica toda bacana, os produtos são de qualidade, embalagens lindas e tudo eco-friendly (embalagens recicladas, não fazem testes em animais e importam ingredientes naturais de países em desenvolvimento).

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Uma dica sustentável e um presente pra você


bobble

Um hábito que eu herdei dos tempos de professora é o de carregar comigo sempre uma garrafinha de água.

Nessa mesma época de professora, para evitar comprar uma garrafinha nova todos os dias (desperdiçando dinheiro e deixando para trás um rastro de plástico não reciclado) eu usava a mesma garrafa por dias a fio. Isso até me dizerem que o hábito era muito pouco higiênico e que não adiantava nada a água ser filtrada se a garrafa iria acumular germes e coisas nojentas invisíveis aos olhos.

Foi pensando em ganhar muito dinheiro nisso que uma empresa americana inventou a bobble, uma garrafa de plástico reciclado com um filtro de carvão que filtra a água antes que você beba. Depois de dois meses (ou 150 litros) de uso você pode trocar o filtro e continua usando a garrafa (que pode, e deve claro, ser lavada com frequência).

Eu confesso, sem vergonha nenhuma, que fui atraída também pelo design. Achei a garrafa tão linda que comprei assim que bati os olhos. Além disso, como a cor está no filtro, eu posso sempre trocar de cor junto com o filtro o que dá para a a garrafa uma cara de novidade que eu não resisto. Levo sempre na bolsa (vem com a tampinha) e não preciso comprar uma garrafa de água na rua toda vez que eu saio de casa (o que eu sempre fazia).

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O material, no entanto, não é extremamente resistente mas com cuidado a minha já dura quase um ano (I. quebrou a dele logo de cara).

Eu uso a de tamanho médio, 550 ml, mas você também encontra nos tamanhos grande e pequeno. Pelo que eu vi pela internet já lançaram no Brasil, mas como toda novidade custa meio caro.

Mas o negócio é o seguinte: achei a idéia tão boa que eu quero dar uma de presente aqui no blog. Mando para qualquer lugar do mundo! Para participar do sorteio você precisa:

1) deixar um comentário aqui nesse post com um e-mail de contato, até o dia 31 de outubro (meia-noite no horário de Brasília);

2) OBRIGATORIAMENTE ser seguidor do Que Seja Doce. Para seguir, é só clicar no “participar deste site” aí do lado, não precisa ter blog, só uma conta do google ou twitter, tanto faz.

E se você me gostar no Facebook ainda dobra suas chances de ganhar. Para me gostar é só clicar aqui.

O sorteio vai ser pelo random.org e divulgado no dia 3 de Novembro. Quem ganhar pode escolher a cor (que além dessas 6 mostradas ai em cima, pode ser ainda azul marinho ou lilás). Ah, e o tamanho da garrafinha que eu vou dar é médio.

Boa sorte!

N.

PS. Esse é um post da série não ganho nada para falar bem do produto, e o brinde sai do meu bolso mesmo.

Vem review comigo? Visibly Clear pink grapefruit facial wash (Neutrogena)


A minha pele, que é mista, era muito mais difícil de se cuidar quando eu morava no Brasil. Não sei se por causa das temperaturas mais altas, mas eu costumava ter mais espinhas e cravos do que tenho aqui e estava sempre com a sensação de pele grudenta.

Nessa época o único sabonete que controlava a oleosidade era o Deep Clean em barra da Neutrogena, que eu descobri depois de ter usado vários produtos diferentes, inclusive importados. Quando vim para Irlanda trouxe um pequeno estoque  e desde que eles acabaram eu tento encontrar um substituto que eu goste, já que o Deep Clean eu nunca vi por essas bandas.

Então quando eu vi uma review numa revista falando super bem do Visibly Clear, também da Neutrogena, fiquei morrendo de vontade de testar. Além disso, ele estava em promoção e paguei por ele coisa de €3,50. Fui atraída pelo preço, por já conhecer e confiar na marca, e pela rosice toda da embalatem.

Quer saber o que eu achei?

Não achei tudo isso, não. Fiquei bastante desapontada, na verdade. A minha pele não chegou a piorar e eu continuo tendo uma espinha aqui e outra ali durante meu período menstrual. Não notei nenhuma melhora na quantidade de cravos. Mas tudo isso nem é problema. O que eu menos gostei foi a falta de sentir a pele limpa, sabe? Achei que o produto não faz muita espuma e assim que eu seco o rosto nem parece que eu acabei de lavar.

O Produto:Visibly Clear Pink Grapefruit Facial Wash (Neutrogena)

O preço: – €5,09 (Tesco)

A Promessa: Ajudar a eliminar espinhas e cravos com uma sensação de limpeza refrescante

Os Prós: Definitivamente o preço é o maior pró. A embalagem é fácil de usar, e o produto rende bem. A textura em gel e o perfume de grapefruit são agradáveis.

Os Contras: Me deixa com a sensação de que o rosto ainda precisa ser lavado.

O Veredito: Muito bom para ser verdade, né? Não compro de novo, e nem vou terminar o que eu tenho e não está ainda nem na metade. Pelo menos não custou caro.

Alguém aí tem alguma recomendação de produto legal para limpar pele mista? Nem precisa ser assim tão barato porque para a pele do rosto eu super arrisco um investimento.

N.

Pintando o 7


Você deve saber eu sou casada com um nerd, desses que adora um gadget, e que a minha casa tem mais produtos da Apple do que gente.

Ao contrário de mim, I. já trocou quase que completamente os livros, o papel, o lápis e as revistas pelo iPad. Ele faz tudo por lá, escreve, manda e-mails, navega na internet, desenha e lê (livros, revistas, histórias em quadrinhos). Ele já tem inclusive uma pequena coleção de livros infantis, devidamente esperando até que E. tenha um pouquinho mais de idade para aproveitar.

Já eu gosto de livros, de livrarias, de bibliotecas, dessas coisas que muita gente já nem sabe mais o que é.  Gosto de banca de revistas. Papelarias, então, nem se fala. Gosto de caderno, de canetas. De ter na mão, de sentir o cheiro.

Mesmo assim, a cada dia que passa me vejo usando o iPad mais e mais. Aos poucos vou substituindo algumas das coisas que eu fazia sem ele, e já não consigo ir para a cama sem que ele esteja ali na mesinha de cabeceira.

Por conta disso não consigo deixar de imaginar como vai ser a relação do meu menino com todas essas coisas. Ou melhor, em como vamos encontrar um meio termo. Sim, porque é um meio termo que eu quero. Não quero poupá-lo (e nem posso) do acesso à toda essa tecnologia, que bem usada, tem benefícios mil. Ao mesmo tempo, não quero que ele cresça sem saber o que é um livro, um lápis de cor.

Então enquanto I. fica responsável pelos livros virtuais e pelos aplicativos de smartphones e tablets, eu vou fazer o possível para que E. cresça também numa casa cheia de livros reais, giz-de-cera e tinta guache. Dessas com desenhos de criança colados na geladeira, sabe?

Navegando na internet outro dia, me deparei com essas maletinhas de pintura, desenho e joguinhos que podem ser usados pelos pequenos em viagens de carro, no avião, em restaurantes e situações parecidas:

Me fala se não são coisa mais fofa?

Me lembrei quase que automaticamente do dia mais feliz do ano, durante quase toda a minha infância: o dia de comprar o material escolar. Fiquei morrendo de vontade de comprar todos para E., mesmo ele sendo ainda tão pequeno para essas coisas.

Afinal de contas, se ele pode ter o melhor de dois mundos, por que não?

N.

PS. Os kits são da Bébé Sucré, uma loja de São Paulo, mas que entrega em todo o Brasil.

Vem review comigo? Sit Tight (Special Lower Body Firming Formula)


Um creme firmador e anti-celulite que promete agir enquanto você faz nada. Ou melhor, enquanto você senta e espera. Tentador, né?

O Sit Tight é um produto da Soap & Glory, uma marca de cosméticos britânica mega super blaster fofa que chama a atenção primeiro pelas embalagens lindas e cheias de bom-humor (tanto na descrição dos produtos, quanto na escolha dos nomes) . Por aqui eles lotam as prateleiras da principal rede de farmácias, a Boots, e todo final de ano lançam um kit que, acredito eu, 6 em cada 5 mulheres já ganhou de Natal (andando pelas ruas de Dublin nessa época do ano, parece que todo mundo carrega pelo menos um para casa).

Eu sou fã da marca desde que cheguei à ilha, mas confesso demorei a comprar o creme firmador, primeiro porque não acredito muito nesse tipo de produto, segundo porque achei o preço um pouco acima do que eu normalmente me permito gastar com essas coisas. Mas também não custa nenhuma fortuna, e eu andava meio low, então comprei.

Comprei, usei e me rendi.

“SIT TIGHT was tested on a group of well-rounded ladies who wanted to break anything (fat, bread, dance) but a sweat”

O creme contém cafeína na fórmula (além de outros ingredientes que eu não vou copiar aqui) e promete agir enquanto você se senta, após massagear o produto no bumbum e nas coxas. Segundos após a aplicação você começa a sentir a área toda “esquentar”, uma sensação que começa estranha e por fim se torna agradável.

Eu vou poupar vocês de fotos antes e depois da minha bunda, então sugiro acreditar na minha palavra. A celulite não desapareceu (e eu nem esperava que fosse) mas achei que o aspecto geral da pele melhorou e muito.

Além disso, tem o  efeito placebo. Só de usar o creme diariamente eu me sinto melhor e muito mais bonita. Muito provavelmente obteria o mesmo resultado se estivesse massageando a área com qualquer hidratante de €2.

Então é o seguinte:

A embalagem é linda (eu sou altamente influenciável por embalagens bonitas), a marca é minha querida, a sensação de ficar com o bumbum formigandinho é uma delícia. Ou seja, altamente recomendável.

SIT TIGHT Special Lower Body Firming Formula – Soap & Glory: £14,30 na Boots (não me lembro quanto paguei em euros!)

Eu não sei vocês, mas comprar um creme novo de vez em quando me deixa com outro humor e alto estima lá em cima.

N.

Só na sapatilha


Eu acredito em 3 coisas na vida:

1) Amaciante de roupas funciona;

2) Se é saudável o gosto não é bom;

3) Se não é confortável não me pertence.

É por essa última razão que eu não gosto de sapatos. Se forem de salto alto então eu acho uma afronta ao meu bem-estar, e ao dos que estiverem olhando enquanto eu tento (em vão, diga-se de passagem) me equilibrar sobre eles com um mínimo de dignidade.

Eu gosto mesmo é de all-star como eu expliquei aqui, e de sapatilhas.

Por isso eu amo a Irlanda. Se no Brasil eu tinha uma dificuldade enorme em encontrar sapatilhas que eu gostasse  e que não tentassem assassinar meus dedinhos, aqui a variedade (de estilo e de preços) é coisa de Deus. Tem sapatilha que você dobra para colocar na bolsa (e trocar por aquele salto altíssimo na balada, ou no escritório), e sapatilha descartável. Quer dizer, de tão barata dá para usar e jogar fora (eu fiz isso durante os últimos meses de gravidez, quando o pé aumentou de tamanho). Iria gastar muito mais para lavá-las, então depois de usadas por alguns dias elas iam direto para a lata de lixo.

Agora o melhor de tudo, na minha opinião, são as sapatilhas-meia, para usar indoors:

São bem macias, e tem uma sola com pontinhos emborrachados para não escorregar. Tudo bem que elas não primam pela beleza, mas para mim que odeio ficar de sapato em casa, são perfeitas. Evitam que eu ande descalça e fique com os pés sujos, evitam que eu ande de chinelos e faça barulho (o que pode acordar E.), e além disso são ótimas para encharcar o pé de creme hidratante e ficar com eles macios pelo resto do dia. Sem falar que no frio deixam os pés quentinhos.

Se um dia eu voltar para o Brasil levo na mala um monte delas.

E me chamem de velha que eu tô nem aí.

N.

cinta o drama

Cinta o drama

E existe vida após a maternidade, como eu constatei ontem.

O que não existe mesmo é glamour. Pelo menos nesses primeiros meses. Ou pelo menos na minha vida. Ou pelo menos na minhas gavetas de lingerie.


E existe vida após a maternidade, como eu constatei ontem.

O que  não existe mesmo é glamour. Pelo menos nesses primeiros meses. Ou pelo menos na minha vida. Ou pelo menos na minhas gavetas de lingerie.

Há até pouco tempo atrás eu comprava quase tudo na Ann Summers* (aliás, vale uma visita para quem está em Dublin e não tem medo de se assustar com a quantidade de brinquedinhos que eles vendem também). Hoje todo meu estoque é composto de produtos da Mothercare e da Mamas & Papas. Tem noção? Eu até consegui evitar aquele bege vó, mas as peças ainda gritam “aqui habita uma mãe”.

Não contente eu resolvi que precisava de uma cinta. Dessas pós-parto para manter as coisas no lugar. Achei em Dublin? Coisa nenhuma. Tive que comprar numa loja do Reino Unido (JoJo Maman Bébé, que também tem coisas bem legais e um serviço de compra online eficiente).

Mercadoria comprada, entregue, testada e aprovada (essa mesmo aí da foto, comprei uma preta e outra branca). Melhor idéia que eu tive desde que engravidei. Quer saber as vantagens? Vem comigo.

1. Só para entrar na cinta eu devo ter perdido pelo menos um quilo. Foi o máximo de exercício que eu consegui fazer em um dia, o que me deixou exausta. Até desisti de sair para caminhar.

2. Esforço físico libera endorfina. Endorfina deixa a gente feliz. Vou usar todo dia, mesmo que para ficar em casa.

3. Acredito que mais meio quilo tenha sido perdido em líquidos, devido ao suadoro. O que leva a vantagem de número 4.

4. Tomei meio litro de água quando terminei de vestir a cinta, por conta da desidratação. Dizem que água faz bem, né?

5. A cinta aperta tanto que eu mal consigo comer. Ponto extra na minha dieta.

6. Além disso, quando eu pensar em comer um doce vou me lembrar de como foi difícil entrar na dita cuja.

7. E last but not least, a cinta serve também como método contraceptivo. 99% de eficácia (100% se você usar na cor bege vó). Ou seja, enquanto eu estiver usando isso dificilmente engravido de novo. Pilulas anticonceptionais para quê?

Agora me fala se é ou não é um produto subestimado?

N.

Ps. Esse é infelizmente um post sem fins lucrativos, apesar das citações das marcas.

Conto de Fraldas


Era uma vez uma louca por organização e planejamento que se viu grávida de repente (tá não foi assim de repente, mas foi mais rápido que o esperado).

A louca aí em cima sou eu. E claro, assim que soube da gravidez quis sair por aí comprando tudo o que pudesse. No entanto, minha primeira tentativa de comprar um pacote jumbo de fraldas no supermercado falhou. Ou melhor, fui impedida por I. (e seu bom senso) afirmando que era muito cedo. Concordo que com 8 semanas de gravidez, era mesmo.

Depois disso já sabíamos que iríamos nos mudar no final do ano, e não fazia sentido comprar nada só para aumentar a quantidade de mudança a ser carregada.

Assim comecei o ano, grávida de uns 6 meses, sem nem um mísero pacotinho de fralda para contar estória e me sentindo a mais despreparada das mães despreparadas.

Quando decidi que era finalmente hora de encher os armários e fazer um estoque, me deparei com a seguinte dúvida: que marca comprar? Segundo a maioria das revistas sobre gravidez e maternidade, nos primeiros meses seria melhor investir em marcas de qualidade, para evitar vazamentos e alergias. Depois disso, até valeria a pena testar marcas menos famosas (inclusive a dos grandes supermercados do Reino Unido que têm produtos próprios), e fazer escolhas.

Problema resolvido, vou comprar Pampers (a marca mais famosa e cara do mercado). Mas aí de novo fui ouvir alguém dizer que era arriscado comprar tudo da mesma marca, afinal o babóg pode nascer alérgico a uma marca específica.

A vida pré-mãe não é fácil.

Fui lá e comprei dois pacotes pequenos então, um de Pampers outro de Huggies. Resolvi testar e ver qual escolho.

Para complicar ainda mais, K. (que sabe mais de blog e filhos do que eu) me diz que, por incrível que pareça, vale a pena sim tentar a marca mais barata, no caso a do supermercado Tesco, a preferida dela. Conselho anotado e pacote de fraldas na lista do supermercado.

Agora meu super estoque ficou como o da foto aí de cima. Isso mesmo, TODAS as fraldas que eu tenho estão aí nesses três míseros pacotinhos. Eu acho que preciso de mais, muito mais, mas muito, muito mais, para passar os primeiros dias sossegada. I. diz que não, que fralda se compra em todo o lugar, que podemos comprar depois, que vai ficar tudo bem e vamos ser felizes para sempre.

Você acredita? Eu não.

N.

PS.  E por falar em fralda, amanhã tem novidade no site do Mães Internacionais. Não esquece de passar lá pra ver?