Um marido do lado no sofá, um filho dormindo, uma taça de vinho e muito The Script no iTunes.
Quero mais nada dessa vida.
N.
“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”
Caio F.
Um marido do lado no sofá, um filho dormindo, uma taça de vinho e muito The Script no iTunes.
Quero mais nada dessa vida.
N.
O meu babóg tem 10 meses recém completados e eu já sei TODAS as nursery rhrymes em português E em inglês.
TODAS. De trás para frente e de frente para trás, na lingua do p, de cor e salteado, com coreografias, em versão remix.
Cansada dessa vida tomei uma decisão.
Agora a gente vai ouvir só ABBA.
E tenho dito.
N.
“A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos”
Em 1980 John Lennon escreveu Beautiful Boy para o menino bonito dele, o Sean. Hoje, um domingo de 2012 eu escuto essa mesma música enquanto o meu menino bonito brinca no chão da sala.
Coisa de louco as voltas que o mundo dá.
Bom domingo.
N.
Na última quinta-feira I. me levou para ver o George Michael ao vivo com uma orquestra. Os ingressos já haviam sido comprados faz tempo (parte do meu presente de aniversário) e, apesar de ainda estarmos desabrigados e exaustos com essa confusão toda no meu condomínio, nós resolvemos ir de qualquer jeito.
Não me arrependi. Ele é meu cantor preferido há mais de 20 anos, o palco estava lindo, adorei o arranjo das músicas com a orquestra, tudo perfeito.
No começo do show I. me perguntou se eu iria chorar e ficou desapontado quando eu disse que não. Ele ainda brincou que o ingresso só se pagava se eu chorasse (ele sabe que eu sempre choro). Mas eu achava realmente que não ia chorar, tinha até passado lápis e rímel, o que eu evito em situações de risco de choro.
E então ele cantou You Have Been Loved, uma música de 1997 que ele escreveu para a mãe do Anselmo Feleppa, seu namorado brasileiro que havia morrido em decorrência da AIDS alguns anos antes.
“That man,
she loved that man
for all his life
and now we meet to take him flowers
and only God knows why”
Desnecessário dizer que uma canção escrita sobre uma mãe que perde um filho, se questiona e põe em risco toda sua fé (“pra quê rezar se você não pode proteger tamanho amor de todo o mal?”*) é por si só muito triste. Eu sempre a achei muito bonita, mas muito triste.
Mas até então eu não tinha filhos.
Se eu precisava chorar para pagar o ingresso, ele foi bem pago.
N.
* tradução minha e não literal (as traduções dos sites brasileiros são péssimas e nem fazem o menor sentido)
Sabe o que eu estou ouvindo hoje?
Apropriado, né? Em tempo, nem acho que é guilty pleasure, mas adooooro Take That.
N.
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