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Quem conta

33 anos, paulistana, paulista e são-paulina, casada com um irlandês. Louca por bolo, pastel, literatura, cinema, corujas e girassóis. Ex-professora de inglês e mãe in the making.

Que Seja Doce

“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”

Caio F.

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Archive for Estou lendo

Estou lendo (Charlotte’s Web)

By Nivea Sorensen · Comments (6)
Monday, August 8th, 2011

“It is not often that someone comes along who is a true friend and a good writer.”

Wilbur é um porquinho que nasceu tão pequeno que por pouco não foi sacrificado. Quem o salva é a menina Fern que cuida dele até que ele cresça e seja levado para a fazenda dos tios dela, os Zuckerman.

Lá Wilbur conhece Charlotte, uma grande aranha cinza que vive numa teia no teto do celeiro. Eles se tornam melhores amigos e, para evitar que Wilbur vire presunto e bacon no Natal, Charlotte decide criar um plano para salvá-lo.

Charlotte’s Web, escrito em 1952 pelo norte-americano E. B. White, é um clássico da literatura infantil de lingua inglesa e um dos livros mais vendidos de todos os tempos. Uma estória simples e bonita sobre uma amizade incondicional.

Sai da minha biblioteca direto para a do E., e espero que o papai leia para ele em breve.

Charlotte’s Web – E. B. White

N.

ps. Para quem ainda não domina o inglês, e portanto não consegue ler livros nesse idioma, uma boa opção são os livros infantis.

Comments (6)
Categories : Estou lendo

Estou lendo (Almost French)

By Nivea Sorensen · Comments (3)
Friday, July 29th, 2011

A Sarah Turnbull é uma jornalista australiana que em 1994 tirou um ano de férias para viajar pelo mundo. Em Bucareste, na Romênia, ela conheceu Frédéric um francês que a convidou para conhecer Paris.

O convite foi impulsivamente aceito e pouco tempo depois Sarah largou de vez o emprego para se mudar para França, onde vive com o marido até hoje e trabalha como jornalista freelancer.

A experiência de se adaptar à um nova cultura virou livro: Almost French, um misto de biografia com relato de viagem. Com muito bom-humor você acompanha como a autora trocou vegemite por vichyssoise, aprendeu a rir mais baixo, não se servir de champanhe durante um jantar formal, muito menos ir comprar pão vestindo calça de moleton (um desrespeito ao padeiro segundo o marido francês dela).

As dificuldades em expressar idéias complexas e opiniões com a nova língua, o fazer novos amigos e o sentimento de não pertencer aquele lugar ao mesmo tempo em que já não se pertence ao país de origem, está tudo lá.

Fica a dica:

Almost French – A New Life in Paris, Sarah Turnbull

Tão bom que eu estou quase com dó de terminar e devolver para a sogra (que indicou e emprestou o livro).

N.

Comments (3)
Categories : Estou lendo

Estou lendo (Sunbathing in the Rain)

By Nivea Sorensen · Comments (0)
Thursday, June 23rd, 2011

A cheerful book about depression – Gwyneth Lewis

Eu tinha planejado uma série de posts intitulada “Estou lendo” para obviamente escrever sobre o que eu ando lendo. Longe de escrever reviews (já que eu não tenho nenhum talento para isso) eu queria mesmo era um registro para mim mesma. Escrevi o primeiro post sobre o Never Let Me Go há um tempão atrás e nada mais desde então.

Na verdade eu não terminei livro nenhum desde o Never Let Me Go. Comprei vários, mas só agora estou finalmente chegando próxima ao final do Sunbathing in the Rain que foi presente da minha sogra quando eu ainda estava grávida.

O livro foi desses que eu comecei a ler ali mesmo quando abri o pacote. Adorei o título e a capa, e se não fosse o bastante o primeiríssimo parágrafo da introdução me ganhou:

“Todo episódio sério de depressão é um misterioso assassinato. O seu velho eu se foi e no seu lugar ficou um fantasma incapaz de sentir qualquer prazer em comer, conversar ou qualquer outra forma de entretenimento. Você se transformou numa bolsa de cadáver. Mover uma pilha de livros pode levar dias, já que os objetos numa sala tem mais força de vontade do que você. Você é tanto o corpo quanto o detetive. Sem álibis – trabalho, vida social – você não tem para onde ir. O seu trabalho é descobrir que parte de você morreu e porque ela tinha que ser assassinada.”

Mas aí veio E. e eu estava mais preocupada em não ficar deprimida do que ler sobre depressão. A leitura ficou de lado e só nos últimos dias retomei. Foi quando eu percebi o quanto o livro era legal e quis escrever sobre ele.

A autora, Gwyneth Lewis é poeta e descreve no livro seu episódio de depressão, desde a causa até sua recuperação, de uma maneira que está longe de ser cheerful como o subtítulo do livro deixa a entender, mas bem real. Talvez eu usasse hopeful no título ao invés de cheerful. Concordo com ela que se você souber “usar” a doença a seu favor, a longo prazo ela só te trará benefícios. Mesmo assim não existe nada de cheerful nesse processo.

O que eu mais gostei são as citações (das mais diversas fontes possíveis – da enciclopédia britânica ao Daily Telegraph, passando por ciência, religião, literatura e filosofia), que ela usa para descrever a doença.  A minha preferida:

“you must be ready to burn yourself in your own flame;
how could you rise anew if you have not first become ashes?”
— Friedrich Nietzsche (Thus Spoke Zarathustra: A Book for None and All)

O melhor de tudo, além de muito bem escrito por alguém que já esteve lá, o livro passa bem longe de auto-ajuda. Ainda nem terminei mas não vou me arrepender de ter lido.

N.

 

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Categories : depressão, Estou lendo

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