Pretensões e Desabafos

Em 2016 eu vou… { me alimentar de maneira mais saudável }

Se 2015 foi o ano em que eu quis perder peso (o que precisava ser feito já que eu havia engordado 30kg na gestação), 2016 é o ano em que eu quero me alimentar melhor, independente do que disser a balança.

Isso inclui cuidar do corpo e da mente e exclui qualquer dieta maluca e qualquer exagero. 

Há tempos tenho sentido a necessidade, até então não atendida, de ingerir menos açúcar, menos carne, menos carboidrato branco (uma quantidade que já era bem pequena), menos sal (eu nunca usei sal para cozinhar mas uso caldos industrializados que já contêm uma quantidade gigantesca de sódio) mais do que isso, menos produtos industrializados e processados. A minha alimentação ainda que balanceada depois que eu voltei para o Weight Watchers no ano passado e perdi peso, ainda incluia muita coisa pronta (refeições de microondas, hambúrguers, sopas enlatadas e etc.). Depois da depressão, tudo piorou muito. A medicação diminui meu metabolismo, me deixa sem energia e eu, além de sentir muita fome, sinto uma vontade quase irresitível de comer muito doce e massas. O resultado é que além de ter engordado, eu estava comendo muito mal.

Meu foco esse ano então é ingerir alimentos mais saudáveis: frutas, legumes, folhas, peixes, carne magras (poucos dias na semana), carboidratos integrais e comida feita em casa. Na medida do possível, é claro, porque nem sempre dá para cozinhar tudo do zero com crianças pequenas em casa e sem ajuda.

Meu primeiro passo foi começar o ano de volta ao Weight Watchers porque isso me ajuda a literalmente ficar de olho no que entra no meu prato e consequentemente no meu corpo. Tenho alguns quilos a perder, mas como eu disse, emagrecer não é meu objetivo e vai ser uma consequência (bastante agradável, por sinal). Confesso que por causa disso tenho feito escolhas melhores mas não tenho calculado pontuação de nada, nem levado o programa à risca como eu fiz quando tinha o intuito de emagrecer. Pelo menos nesse primeiro momento em que eu ainda tenho energia limitada vai ser assim, fazendo o melhor que eu posso agora.

O segundo passo foi cortar de vez o consumo (que já era bem limitado) de refrigerante zero ou diet. Eu agora só tomo água (muita água!) e chás (que eu consumo sem açúcar ou adoçante), além do café no máximo duas vezes ao dia (o que eu não abro mão). Eu já não comprava em casa, mas agora não bebo nem em festa de criança, nem em dia de take-away, nem de jeito nenhum.

Optei também por não consumir nenhum tipo de bebida alcóolica durante todo o mês de Janeiro. No resto do ano meu consumo volta ao normal, o que significa uma taça de vinho ou uma pint de cerveja ocasionalmente nos finais-de-semana, o que nunca foi problema.

Com a minha volta pra casa do hospital também voltei a consumir outras opções ao invés do leite de vaca (soja é meu preferido mas intercalo com o de amêndoas), como eu já fazia, e pães sem glúten (apesar de não ter cortado glúten da dieta).

Por um lado, é uma resolução muito mais simples do que a do ano passado (perder 30kg) mas ao mesmo tempo é muito mais difícil.  Isso porque, como eu disse, vencer a compusão por doces e bolachas em certos horários do dia, quando estou muito cansada, ou quando meu humor flutua, além de resistir à fome insana que a medicação me dá, não é nada fácil.

No domingo mesmo, não resisti. Estava EXAUSTA. Não era um cansaço normal de quem tem filhos pequenos, era pura falta de energia até para levantar do sofá (sintoma típico da depressão) e acabei comendo chocolates, queijos e todas as bobagens que tinham sobrado do natal. E  tudo bem.

Tudo bem porque o desafio maior aqui é ser generosa comigo mesma, com as minhas limitações e aceitar que outros dias como esse virão. Aceitar que eu ainda estou doente e que a recuperação inclui muitos e muitos tropeços, muitos altos e baixos.

Quando isso acontecer, é só deixar para trás e recomeçar. Quan-tas-ve-zes-fo-rem-pre-ci-so.

Eu sei que 2016 mal começou mas por enquanto estou orgulhosíssima do meu progresso nesse sentido e cheia de vontade de continuar.

N.

 

10 Comments

39 anos; brasileira que mora na Irlanda; mãe de um filhote de irlandês do cabelo vermelho e muito fogo na bunda, de uma pimentinha de olhos grandes e curiosos e de uma caçulinha que é só sorrisos.

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January 6, 2016
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10 Comments

  • Mariana

    Olha, de todas as alterações que já tentei na minha alimentação, adotar de vez um estilo de vida mais saudável tem sido a mais desafiadora! Vez por outra me encontro (de novo) mergulhada no lado açucarado da vida. Mas recomecei com as resoluções de ano novo, e fico repetindo para mim mesma: desta vez vai! Dia após dia, passinhos de bebê, comemorando cada dia (ou cada besteira deixada de lado!) e vendo o progresso… na vitalidade, na energia, na saúde, e no peso também porque convenhamos, não é o objetivo principal mas ajuda a autoestima um bocado!
    Grande abraço!

    • Nivea Sorensen

      Mariana, açúcar vicia, né? Não é a toa que seja assim tão difícil. Bom trabalho pra gente! x

  • Paula

    Oi Nivea! Eu também estou procurando me alimentar melhor – emagreci muito quando me mudei pra Irlanda mas agora engordei bastante depois da gravidez (comi DEMAIS nos primeiros meses em casa). Ganhei de natal o livro da Deliciously Ella, conhece? Ela é uma blogueira gluten free vegan. Apesar de eu não ser nenhuma das duas coisas, estou amando as receitas dela! Ela tem vídeos no youtube e o blog, recomendo principalmente porque tem muita coisa simples, ideal para quem está cuidando de crianças pequenas como nós.

    A melhor descoberta com o livro foram as Medjool Dates, já provou? Com manteiga de amêndoas ficam deliciosas (mesmo), com gosto de caramelo e são ótimas para quando dá aquela vontade incontrolável de doce. E olha que eu sou do tipo que gosta de doce bem doce e não acredita que fruta seja sobremesa. Enfim, dê uma olhadinha nas coisas dela caso precise de inspiração!

    • Nivea Sorensen

      Paula, amei a dica! Não conheço mas vou procurar agora mesmo. Obrigada x

  • Camila

    Oi Nivea,

    Fico feliz em te ver melhor!

    A questão da alimentação é complexa. Estudo sobre isso, trabalho com isso e é complexo perceber como as pessoas caem nas armadilhas da indústria. Não caia nesta de gluten free, lac free ou qualquer coisa free. O que sempre digo é que a pessoa tenha uma alimentação com comida de verdade. Nos meus estudos, mudei a minha alimentação para a lowcarb e sinceramente, foi a melhor coisa que já me aconteceu. Uma alimentação com muitos carboidratos nos deixam lentos, sonolentos, pesados, inchados. Nunca mais tive cansaço, indisposição, mau humor. Se quiser ajuda, orientação ou indicação me procure. Beijos e sigo acompanhando você!

  • Bibi

    Acho que o mais correto é comer bem. E pra mim, comer bem, é comer frutas, legumes, verduras, arroz, feijão, uma carne grelhada vez ou outra.
    esse deve ser o ritual diário. Pequenas permissões não vão fazer a gente engordar ou sermos piores.
    O meu graaande problema é a bebida alcoólica. Cerveja. Me deixa inchada. Muito. Nesse final de ano, por exemplo, nem comi demais, mas enfiei o pé na jaca na cerveja. Resultado: 3 kg de inchaço.
    e tenho problemas com o glúten também. Não sou celíaca, mas na dieta que fiz e emagreci 12 kg, me sentia muito melhor sem ele.
    Preciso urgentemente voltar. E ainda eliminar 8 kg: 5 que ainda faltavam e mais 3 que recuperei nas festas e beberagens.
    Boa sorte pra gente! 🙂

    • Nivea Sorensen

      Bibi, eu tenho me sentido melhor com um pouquinho menos de gluten também. Meu marido também engordou bastante agora no final de ano com a cerveja. Voltando ao trabalho agora ele praticamente não bebe então aos poucos as coisas voltam ao normal. x

  • Tania Cortez

    Oi Nívea!

    Gostaría de saber se você frequenta as reuniões do Weight Watchers ou se faz a distãncia?
    Beijos

    • Nivea Sorensen

      Tania, aqui na Irlanda não existe ainda a possibilidade de fazer a distância. Eu frequento as reuniões até porque acho que isso é um grande incentivo. x

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