O último de 2011


Hoje, assim como em todos os últimos dias do ano, de todos os outros anos, eu não vou usar branco. Não vou nem usar lingerie nova, muito menos  combinar a cor da calcinha com meu pedido para 2012.

Não vou pular 7 ondas nem comer lentilhas ou uvas.

Não vou fazer nenhuma promessa.

À meia-noite vou estar de volta ao apartamento da minha irmã, para que E. esteja em casa e se assuste o menos possível com os fogos de artificio.

Vou no máximo tomar uma taça de champanhe para comemorar um ano novo.

Não é desânimo, não. Não é pouco caso com o ano que termina, e pelo qual eu só tenho a agradecer (como esquecer o ano em que seu primeiro filho nasceu?), muito menos com o ano que se inícia, e do qual só espero coisas boas. Não é nada disso.

Na verdade, só sou nada supersticiosa e pouquíssimo interessada em rituais ano-novísticos. Acho que até já tentei uma branquinho aqui, uma calcinha verde ali, mas acabo sempre não me reconhecendo, sabe?  Não sou eu. E hoje em dia a última coisa que eu quero é não ser eu mesma.

E então que mesmo assim, eu desejo para mim, para minha família e para você um 31 de Dezembro muito feliz.

E um feliz ano todo!

N.

PS. eu termino esse ano no blog com o post de número 400!

De pobre


O babóg só não foi parar na laje porque a tia A. mora em apartamento.

Não tem banheira porque o apartamento não fica na Irlanda.

Tentamos a piscina do prédio, mas muita gente (milhões de crianças de férias) e muito sol, meu babóg, igualzinho a mamãe, não curtiu a idéia e abriu um berreiro:

Para aplacar o calorão então, a bacia comprada pela exorbitante quantia de 6 reais resolve.

Ou melhor, resolvia. Agora ele aprendeu que pode se apoiar e tentar ficar de pé e só quer saber disso.

O próximo passo é dar nele um banho de mangueira. Coisa de ZL mesmo, sabe?

N.

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Leseira

Dois anos é tempo. Dois anos é tempo para caramba. Dois anos é tempo suficiente para esquecer.

Tinha me esquecido do calor que faz em São Paulo. Ou melhor, tinha me esquecido do quanto eu odeio calor. Odeio calor. Tem gente que até funciona nessas temperaturas, né? Eu não. E é por isso que eu me adaptei tão bem à vida na Irlanda, onde chove proporcionalmente à quantidade de sol que faz nessa terra que não pode ser de Deus.


Dois anos é tempo. Dois anos é tempo para caramba. Dois anos é tempo suficiente para esquecer.

Tinha me esquecido do calor que faz em São Paulo. Ou melhor, tinha me esquecido do quanto eu odeio calor. Odeio calor. Tem gente que até funciona nessas temperaturas, né? Eu não. E é por isso que eu me adaptei tão bem à vida na Irlanda, onde chove proporcionalmente à quantidade de sol que faz nessa terra que não pode ser de Deus.

Num calor desse eu não tenho vontade de fazer na-da. Mas nada mesmo. Aliás, para eu fazer nada eu preciso de muita força de vontade e estou longe disso.

Há dez dias aqui nem na feira comer um pastel eu ainda não fui tamanha a minha preguiça. Mercado Municipal? Nem. Decoração de Natal na Paulista? Nada. Caminhar na Paulista então, só se for com um ar-condicionado portátil. Jantar no Outback? Nem disso eu tenho vontade. Se tiver que usar sapato ou sutiã, nem pensar. Desisto.

Para se ter uma idéia do meu estado de falta de ânimo ainda não fui à Livraria Cultura gastar dinheiro com livros, a coisa que eu mais gosto de fazer no mundo das coisas gostosas de se fazer.

Não consigo ler, muito menos escrever. Diria que não consigo nem pensar.

E antes que o sol queime os restos dos meus neurônios, deixo registrado aqui, para não me esquecer, que verão no Brasil nunca mais. Nunca mais. Nunca do verbo nem fodendo, com o perdão da expressão. Já estamos agendando as próximas férias em terras tupiniquins para Julho ou Agosto.

Agora antes que eu me esqueça, que calor é esse? Sério que alguém acha isso bom?

N.

Feliz Natal


Da minha Salsicha Boba pra você:

N.

Bad hair days


Foi só botar os pezinhos em solo brasileiro que meu babóg já mostrou que puxou a mãe no quesito cabelo cabeleira cabeluda descabelada.

Papai desembarcou com o cabelo liso e ajeitado como sempre, já eu e o filho antes mesmo de passar pelo portão de desembarque já sentimos os efeitos da umidade com o cabelo que triplica de tamanho e ganha volume e ondulação mais rápido do que eu ganho peso.

Estou considerando seriamente uma escova progressiva.

Pra mim e pra ele.

N.

Modelo/Manequim


“Salsicha boba da mamãe, faz uma pose bem bonita e elegante para os cartões de Natal desse ano?”

Saiu isso aí que você pode ver abaixo:

Muita delicadeza, muita sofisticação, muitas dobrinhas (por favor repare nas dele, não as do meu edredom)… Uma coisa bem natalina.

Me diz se ele não tem futuro nessa carreira?

N.

De malas prontas


Tô indo mesmo. Tô indo hoje.

Tudo pronto. Malas prontas. Haja mala, haja checklist para ver se não me esqueci de nada. Haja preparação para encarar um voô longo com um babóg.

O bagóg aliás, só vai se for acompanhado do Mr. Manuel* a quem ele enche de abraços.

Então é isso, volto a escrever direto de terras tropicais.

N.

* Mr. Manuel ganhou esse nome em homenagem a nacionalidade da amiga S. que deu o brinquedo.

Compras de Natal: Fail


Primeiro fiz a lista das pessoas para quem eu precisava comprar presentes de Natal. Lista essa inflacionada esse ano com a visita ao Brasil e que já incluia a família na Irlanda e na Inglaterra.

Depois conversei com I. sobre meu orçamento e fui obrigada a cortar metade das pessoas da lista. Primeiro fail da temporada natalina. Logo eu que achei que ia arrasar com um saco de Papai Noel gigante chegando no meu país de terceiro mundo em desenvolvimento vou agora usar a crise econômica como desculpa.

Dinheiro na conta, lista na bolsa, saio eu às compras.

Dia um, vou ao centro na zona sul mesmo. Gasto metade do dinheiro previsto para todos os presentes e só dou OK em 3 nomes da lista. Além disso percebo que esqueci 5 pessoas que não podem ficar sem presentes. Saldo do dia: gastei metade do dinheiro e a lista aumentou. E. ganhou um brinquedo.

Dia dois, Dundrum Town Centre. Dinheiro todinho gasto, menos três nomes na lista. Um pouco melhor vai? E praticamente não comprei nada para E., quase nada .

Com a lista ainda cheia foi preciso uma conversinha com I. que deu uma reforçada no meu orçamento.

Dia três, centro da cidade, zona norte dessa vez. Gastei todo o dinheiro antes que pudesse chegar a metade da lista. E. ganhou várias roupas que eu não consegui resisitir ele pre-ci-sa-va.

Terceira conversa com o marido (há essa altura nada feliz, devo dizer) sobre a minha falta de habilidade na hora de comprar presentes e orçamento aumentado mais uma vez, e pela última vez (segundo ele).

Só que aí, bom aí foi meu tempo, minha paciência e minha criatividade que acabou-se. O resultado? Vários presentes de Natal vão virar presente de ano novo quando eu voltar do Brasil.

E no ano que vem eu vou pedir para o Papai Noel um pouco de foco. Foco ou dinheiro. Uma coisa ou outra. Porque esse ano, sem as duas não rolou.

Fail. Fail. Fail.

N.

PS. Mas eu juro mesmo que ano que vem não vou deixar para a última hora. Juro. De pés juntinhos e tudo.