Amamentação Pretensões e Desabafos

Comprovado cientificamente?

Outro dia aí foi a semana do aleitamento materno. Matérias publicadas para lá e para cá, reportagem no Fantástico, e muitos posts espalhados pela blogsfera materna. Um desfile de opiniões de um lado só. O lado de quem amamenta no peito.

De-tes-to polêmica de mãe e normalmente não tenho paciência para escrever sobre essas coisas por aqui. Mas também não sei ficar quieta quando alguma coisa me incomoda.

Não estou aqui para defender nem exorcisar o aleitamento materno, nem tão pouco as mamadeiras, porque acho que cada um faz o que quer, e o que pode.

Não estou aqui para discutir, contestar, ou muito menos negar os benefícios do leite materno para o bem-estar e desenvolvimento dos bebês porque não sou médica, nutricionista, ou tenho qualquer conhecimento ou formação nessa área.

Agora se você é mãe, amamenta no peito, e acha que SÓ por isso seu vínculo com seu filho é maior do que o meu com E., então eu estou aqui para dizer que isso é muita pretensão sua.

E falei mesmo.

N.

PS.  Como são feitos os estudos e pesquisas que indicam as vantagens do leite materno sobre a fórmula eu sei. O que eu não sei é como é que se mede o vínculo entre mãe e filho para se assumir que ele é maior durante o aleitamento materno. Se alguém por aí souber…

26 Comments

39 anos; brasileira que mora na Irlanda; mãe de um filhote de irlandês do cabelo vermelho e muito fogo na bunda, de uma pimentinha de olhos grandes e curiosos e de uma caçulinha que é só sorrisos.

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August 16, 2011
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26 Comments

  • Mi

    é pura pretensao…a mesma coisa das pessoas que falam que só no parto normal é que vc cria vinculos com a criança, e nao na cesarea. infelizmente essas historinhas continuam fazendo sucesso por ai. relaxa e manda todo mundo que fala essas coisas tomar banho! 😉 bjs!

    • Nivea Sorensen

      Mi,
      Mesma coisa mesmo. Não importa se a criança nasce de cesária, parto normal, em casa, no hospital ou no meio do mato. O amor que você vai sentir por ele não tem nada com isso.
      Um beijo.

  • Alessandra Mosquera

    Acho que depende da mulher, da experiência dela, de muitas coisas. Eu dou peito e mamadeira desde que o meu filho nasceu, não porque quis, mas sim porque fui obrigada. E eu me sinto mais ligada a ele com o peito do que com a mamadeira, inclusive cheguei a sentir ódio da mamadeira, a ponto de prepara-la chorando e tudo. Depende muito da cabeça da mulher, do parto que ela teve, das expectativas que ela teve de grávida… Cada mulher vive de um jeito.
    Um abraço

    • Nivea Sorensen

      É verdade mesmo, Alessandra.
      Eu por exemplo nunca senti culpa ou raiva das mamadeiras. Muito pelo contrário, preparo como todo o amor e cuidado. Dou com toda a minha atenção, faço carinho, olho para ele, converso. Ele olha para mim do mesmíssimo jeito que olhava quando era amamentado no peito. E assim a gente segue, sem culpa e sem drama.
      Um beijo

  • Karina M.

    Ní,

    Faço das suas palavras as minhas!
    Meu filho só mama na mamadeira e temos um vínculo muito forte.
    O mais importante para a criança é dar amor e carinho, e isso nossos filhos tem um montão!

    beijocas

    • Nivea Sorensen

      Ká, eles não precisam de mais do que isso.
      Um beijo para você e para o Gabriel.

  • Carol P

    Adorei !!! Condordo !!!

  • Celi

    Nivea,
    Um assunto delicado, no qual cada uma tem uma experiência de vida. Acho difícil sairem julgando por aí, pois ninguém melhor do que a mãe na relação com seu filho, para saber o que é vínculo e como o mesmo é construído.
    Beijos. Ótima iniciativa. Pois mãe que é mãe de verdade sempre faz o que é melhor para seu filho (pelo menos acha que faz…rs)

  • Yasmin Scaranare

    Realmente, não existe medidor de vínculo entre mãe e filho. Eu amamento exclusivo no peito e em LV, mas jamais poderia julgar que tenho um vínculo maior com minha filha do que outras mães por aí. Acho que o vínculo nasce no momento em que nos descobrimos grávidas e gerando nossos pequenos… (:

    Beijoos.

    • Nivea Sorensen

      Oi Yasmin,
      O vínculo depende de um conjunto de coisas. Aposto que tem mãe por aí dando o peito com tanto desgosto que acaba não sendo bom para ninguém.
      Um beijo

  • IngridSouza

    Faço minhas as suas palavras minha cara, eu confesso que cheguei num ponto que eu dou risada, eu CAAAAAAAAAAAANNNSEI de tanta polemica e picuinha, de tanto “tem que ser assim”, “tem que ser assado” senão não presta, senão não vale.

    O filho é meu, eu faço como eu quero!

    E a ciência pode dizer oque quiser, mas pokbunny tem um ano, anda desde os onze meses, come, dorme super bem, fala que nem uma matraca (a lingua dele, mas fala haha) e o amor, o vinculo com papai e mamãe só crescer, eu não quero e nem preciso de um menino de cinco anos mamando no peito pra me convencer de que tenho um super vinculo com ele, pelo contrário, ver meu filho correndo pra lá e prá cá e sempre voltando pra nos dar um beijinho e um abraço é a melhor coisa do mundo.

    O amor aqui em casa foi passado pelo peito e pela mamadeira, não me arrependo e acho que o pequeno também não! hahahha

    Beijocas

    • Nivea Sorensen

      Oi Ingrid,

      A maior certeza que você pode ter é que ele não vai te culpar por nada. Arrependimento para quê se ele está aí lindo, esperto e saudável?
      Um beijo em vocês dois.

  • Cintia

    Oh, povo metido.

    Manda todo mundo a merd@!

    Vinculo nao se mede desta maneira. Eu morro de paixao toda vez que dou o peito, mas como saber se o vinculo eh maior ou menor que o seu? Baboseira!

  • Lorna

    Nivea,
    Eu costumo dizer sempre que a ciência trabalha com números e não com pessoas e embora tenha muita importância, as pessoas também tem ué, e cada pessoa, cada família é única e necessita de atitudes diferentes. Sabe aquela frase “não é o ideal, mas é o que tem”, pois é. A ciência mostra que as mães tem o instinto de cuidar dos seus filhos e as vezes algo absurdo para você é ótimo para outra criança. E assim a gente vai vivendo.
    Em psicologia, vínculo é chamado de apego e há uma teoria enorme sobre o tema. Existe sim uma escala para avaliar o apego, mas nem validada é e eu realmente não sei o que ela mede. Imagino que não seja o grau de apego, porque seria como medir o grau de amor. O que a meu ver é impossível! Olha só, o leite materno tem benefícios sim, mas existem outros benefício para a mamadeira (por exemplo, o pai pode participar e desenvolver ainda mais o apego com a criança). Se o mamar no peito fosse exigência para desenvolver o apego, mães adotivas de crianças mais velhas não desenvolveriam o apego? Só a mãe de bebês teria esse direito? Não é assim que a coisa funciona.
    Acho que cada família deve pensar o que é melhor para ela e ponto. Acredita que já tem gente fazendo campanha para o meu parto (eu nem grávida estou e nem tentando)? Dizendo que o parto “natural”, em casa, sem remédio é o melhor. Eu digo “é melhor para você, mas eu vou querer a segurança de um hospital e anestesia sim, oxe!”
    Desculpa, escrevi um post aqui

    • Nivea Sorensen

      Oi Lorna,
      Obrigada pelo comentário. Muito bem lembrado aliás o caso das mães adotivas. E claro que o melhor é sempre o que é melhor para você e não para os outros. Eu também não abriria mão de um hospital e anestesia.
      Um beijo

  • Fernando

    Nívea, minha mãe nao teve leite, por mais que tentou me amamentar nao saiu uma gota de leite, e acho essa conversa toda de amamentação exclusiva, que cria vinculo maior que aumenta imunidade é balela pra falar a verdade, nunca fiquei doente, e amo minha mãe mais que tudo no mundo, se fosse escolher como mãe seria ela um milhão de vezes, e ate hoje nem gripe pego, tenho saúde de ferro, quem pode explicar? E como você disse cada um cria seu filho do modo que melhor convém, o resto bom é resto. Abraço.

    • Nivea Sorensen

      Oi Fernando.
      Minha mãe também não teve, e assim como você não a trocaria por nenhuma outra. Nunca na vida eu pensaria em culpá-la por não ter me amamentado e tenho certeza absoluta que meu filho também não me culparia.
      Um beijo

  • Cris

    Opaaaaaaa… mais do que apoiada!!!
    Afinal o Biel mamou no peito e mamadeira ao mesmo tempo e isso não mudou nada a nossa relação… Hj com 2 anos ele DETESTA mamadeiras, tudo já é no copinho desde os 8 meses e a nossa relação ainda continua a mesma, alías ele é cada dia mais grudado em mim!!!

    Quer consegue manter o filho no peito OTIMO e pra quem não consegue leite e mamadeira estão aos montes no mercado é pra isso mesmo né!!!

    BJOUXXX e cuida deste meu priminho totoso… deixa ele bem fofinho pra qdo chegarem aqui eu apertar ele até cansar!!!

  • Nivea Sorensen

    Oi Cris,
    Não é verdade? Ele com certeza não te ama menos por ter tomado mamadeira.
    Um beijo

  • ka smith

    Amiga estava me coçando para comentar apesar de vc jea estar cansada de saber a minha opinião, né?

    Acho que essa justificativa é usada por mães inseguras que acham que o “peito” vai prender a criança a ela, ou você vai me dizer que nunca escutou casos em que a mãe possesiva tem ciúmes até do pai da criança?
    Acho lindo o ato de amamentar, mas o que eu acho mais lindo é o ato de ALIMENTAR e fazendo isso, já estamos fazendo e muito bem a nossa parte com nossos pequenos!
    Não amamentei, não fui adepta a LV, não usei cama compartilhada, só o que fiz foi a meu papel sem sacrificar o meu “eu” e com muito amor e meus dois filhos me amam muitooooooo!!!!

    beijoooo
    Você é uma mãe incrível e eu sou muito orgulhosa de vc!

  • lorenalourenco

    É um assunto dificil mesmo, e no Brasil, talvez a gente estimule muito a amamentação por termos uma população carente financeiramente e de informações.E, sem duvida o leite materno sai mais barato.
    É inegavel tambem que é um vinculo importante, mas não o único.
    cada mãe deve fazer o seu melhor.
    E, liberdade de opiniao sempre.
    Eu, por exmplo já postei contra amamentar em publico.
    parabes pelo post, pelo blog e pelo filho!
    Beijos
    http://www.mulheresnaberlinda.blogspot.com

    • Nivea Sorensen

      Obrigada, Lorena.
      Ainda não conheço seu blog. Vou passar lá mais tarde.
      Um beijo

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