3 semanas foi o que durou minha tentativa de amamentar.

Para sair bonita no post, tipo a Juliana Paes na campanha do Ministério da Saúde, eu poderia dizer que foi por causa de todos os probleminhas técnicos que eu tive desde que sai do hospital, e sobre os quais falei aqui. Afinal quase todo mundo entenderia que nessas condições só um esforço sobre-humano para manter um bebê acoplado ao peito, sem contar que eu não poderia estar tomando a quantidade de antibióticos que estou tomando no momento.

Mas não foi por isso. Foi um conjunto de coisas. Primeiro a frustração por não produzir leite suficiente para amamentar o que parece ser mesmo um filhote de bárbaro como eu já havia previsto (não lembra? clica aqui).

Fiz tudo certo, com uma puta boa vontade de fazer o que todo mundo sabe é o melhor para o bebê, mas não deu. E quando não deu, me dei ao trabalho de fazer as duas coisas. Bebê no peito seguido de mamadeira. Pode me chamar de preguiçosa, mas fala sério, quem aguenta amamentar (coloca aí no relógio quase uma hora) e depois ainda lavar, esterelizar, fazer, refrigerar e aquecer mamadeira? A cada hora e meia, 24 horas por dia.

Junte o cansaço à tal da frustração, e todo mundo me dizendo (e com toda razão) que eu poderia descansar mais caso optasse só pelas mamadeiras.

Ao invés de começar a produzir mais leite parece que o contrário foi acontecendo. E. ficava cada vez mais irritado no peito, e passava a mamar uma quantidade cada vez maior da mamadeira. Cheguei a conclusão de que o que ele mamava no peito era nada, ou no mínimo muito pouco, e que não valia o meu esforço (e nem o dele).

Aí chorei o que tinha para chorar, senti toda a culpa do mundo,  e resolvi parar.  Guardei numa caixa a bomba para tirar leite, o avental que tinha comprado para amamentar em público, o creme para o bico dos seios. Tudo devidamente arquivado.

Arquivei também a culpa e a frustração. Resolvi que não vou me martirizar. Não mais. Eu não fui amamentada, I. também não foi, e conheço pelo menos uma outra dúzia de bebês lindos e saudáveis que também não o foram.

Desde então tenho estado mais feliz. Tenho passado com o meu filho horas mais felizes, já que passei a dormir um pouquinho mais e ele também.

Tenho um respeito enorme para com as mães que amamentaram ou amamentam, apesar de todas as adversidades, hoje mais do que nunca. Olhando de longe, parece tão fácil. E também para com a outras, que assim como eu não conseguiram ou não quiseram fazê-lo. Sim, porque essas são obrigadas a assumir uma decisão tão difícil quanto a tarefa de amamentar.

N.