Pretensões e Desabafos

14 dias

Me caso em exatas 2 semanas. O nervosismo é maior com a chegada da família de I. do que com o casamento em si. Mas isso é assunto para outro post. Como de costume começo esse sem saber exatamente sobre o que escrever. Mas vamos lá…
Ontem limpei o apartamento de A. Foi por isso que dormi lá, aliás, na noite anterior. Não ficou do jeito que eu queria e isso me chateou. Essa é uma das razões de eu não gostar muito desse trabalho doméstico. Parece que nunca fica bem-feito o bastante para me agradar.
De lá fui direto ao shopping onde tinha limpeza de pele marcada. Não gosto de fazer limpeza de pele. Não vejo muitos resultados e geralmente dói um bocado. Ou seja, não vejo vantagem no custo/benefício e ainda por cima não é agradável. Mas como estava no pacote de ‘Dia da Noiva’ eu me propus a fazer.
Cheguei mais cedo, almocei e comprei umas coisinhas que precisava para a viagem de lua-de-mel. Um terço das coisas que eu sinto vontade de comprar!!
A esteticista se atrasou uns 5 minutos, mas não me incomodou. A conversa dela, sim. Muitas perguntas. Me senti numa entrevista. O que faço, onde moro, como conheci I., o que ele faz, quanto tempo estamos juntos, blá, blá, blá… Quando ela ligou o vapor na minha cara e percebi que não precisava mais responder tantas perguntas me senti aliviada. Aí vem aquele aperta daqui e aparta de lá que é mais do que desconfortável. Não foi tão ruim quanto eu me lembrava ter sido da última vez (há sei-lá quantos anos atrás). O pior de tudo foi ouvir todas as explicações sobre o que ela faria ou deixaria de fazer começarem por “Noivinha”. Pensei em mil maneiras de pedir que ela não me chamasse assim, mas todas me pareceram um bocado mal-educadas. Me calei. Depois ela me encheu o rosto com alguma máscara e disse que eu ficaria ali por 20 ou 30 minutos. Ela sairia, apagaria as luzes e me pediu para relaxar. Ao fundo um daqueles CDs com músicas malditas de relaxamento. Tipo, cachoeiras, pássaros e outras coisas irritantes. Relaxar? Eu? Bom, pensei em todas as mil coisas que eu tinha pra fazer, e todas as preocupações com o casamento, e achegada de I. e sua família nesse caos que é São Paulo (e a minha “família”),  e os minutos em que passei ali “relaxando” me pareceram horas de tortura. Terminada a sessão, voltei caminhando pra casa com a chuva fina de final de tarde.
Em casa, vi que tinha um email de I. me dizendo que ia sair e portanto só o encontraria online mais tarde. Tentei ficar online um tempo, dei uma organizada rápida na bagunça do meu armário, mas o cansaço me venceu. Deitei no sofá e liguei a TV. Só falei com I. um pouco mais tarde, no telefone. Fui para cama cedo, com muitas dores pelo corpo.
Hoje me programei para não fazer absolutamente nada. Acordei por volta das 8 da manhã. Queria sair e caminhar, me exercitar um pouco, mas já chovia. Tomei meu café da manhã e fiz as unhas da mão. Passei um tempo na internet e depois de almoçar resolvi assistir um filme, The Curious Case of Benjamin Button. Assisti só uma hora e acabei cochilando no sofá. Termino mais tarde.
Agora estou aqui, espero I. jantar para falar com ele no MSN.
Feliz hoje. Ultimamente tenho alterado dias de feliciade com outros de muitas saudades e preocupações.
E amanhã, tem minha “despedida de solteira” no St. John’s. Bom, nada mais do que meu grupo de amigos para uma cerveja. Bem a minha cara.
N
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39 anos; brasileira que mora na Irlanda; mãe de um filhote de irlandês do cabelo vermelho e muito fogo na bunda, de uma pimentinha de olhos grandes e curiosos e de uma caçulinha que é só sorrisos.

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